Cidades

SAÚDE PÚBLICA

Ministério Público alerta para risco de bebidas adulteradas com metanol em MS

Promotor recomenda reforço na fiscalização de bares e supermercados e alerta para o perigo de produtos tóxicos à saúde

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) emitiu uma recomendação formal a bares, restaurantes e supermercados do Estado para que adotem medidas rigorosas de controle na compra e venda de bebidas, a fim de evitar a comercialização de produtos adulterados com metanol, uma substância altamente tóxica.

A ação, liderada pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo Lemos de Almeida, da 43ª Promotoria de Justiça da Capital, foi motivada por um alerta nacional sobre o risco à saúde pública.

A investigação do MP foi iniciada a partir de uma nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que alertou sobre o perigo da ingestão de bebidas contendo metanol. A Promotoria apurou que já existe um inquérito policial em andamento na Delegacia do Consumidor (Decon), em Campo Grande, sobre o tema.

O Ministério Público expediu uma recomendação à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e à Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas). O documento orienta os comerciantes a adquirirem bebidas apenas de fornecedores idôneos, com CNPJ ativo, e a exigirem sempre a nota fiscal eletrônica, conferindo sua autenticidade no portal da Secretaria de Fazenda.

A recomendação também instrui os estabelecimentos a criarem um procedimento de “dupla checagem” no recebimento de mercadorias, verificando rótulos, lotes e embalagens. Os funcionários devem ser treinados para identificar sinais de adulteração, como lacres violados, erros de ortografia nos rótulos ou odor de solvente.

Caso haja qualquer suspeita de fraude, a orientação do MP é de que a venda do lote deve ser imediatamente interrompida, as unidades devem ser isoladas, e a Vigilância Sanitária, a Polícia Civil e o próprio Ministério Público devem ser notificados.

O promotor Luiz Eduardo Lemos de Almeida se reuniu pessoalmente com os presidentes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas) Amas para entregar a recomendação, reforçando que a omissão em impedir a venda de produtos fraudados pode acarretar responsabilização cível, administrativa e criminal.

Campo Grande e Mato Grosso do Sul são alvos de operação federal contra bebidas adulteradas

A operação Alquimia, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal, a ANP e o Ministério da Agricultura, investiga um esquema nacional de desvio de metanol — substância altamente tóxica — usado na produção clandestina de bebidas alcoólicas.

Em Mato Grosso do Sul, as ações ocorreram em Campo Grande, Dourados e Caarapó, tendo entre os alvos a empresa Brasq Química, do ramo de cosméticos e perfumaria.

A força-tarefa busca rastrear a origem e o destino do metanol importado legalmente por empresas químicas e supostamente desviado para fábricas ilegais de bebidas e combustíveis. A operação ocorre simultaneamente em cinco estados e mira 24 empresas suspeitas de participação direta ou indireta na cadeia de distribuição irregular do produto.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o mesmo metanol usado para adulterar combustíveis esteja sendo aplicado na fabricação de bebidas falsificadas, o que já causou mortes por intoxicação em várias regiões do país.

A ação é um desdobramento das operações Boyle e Carbono Oculto, que desmantelaram esquemas semelhantes. O objetivo agora é interromper a rede criminosa e responsabilizar os envolvidos no desvio e uso ilegal da substância.

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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