Cidades

Em Dourados

Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves realiza visita técnica ao terreno da Casa da Mulher Brasileira

Durante a visita, o prefeito de Dourados, Alan Guedes, apresentou duas propostas de plantas para a obra, cujo orçamento é de R$16 milhões

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Acompanhada do prefeito Alan Guedes e de parlamentares, a Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, fez uma visita técnica na tarde de hoje (5) ao terreno onde será construída a Casa da Mulher Brasileira, em Dourados, a 220 quilômetros de Campo Grande.

A ministra está no município cumprindo compromissos de agenda, onde participou pela manhã da segunda etapa da obra da sede própria da Associação de Pais e Amigos dos Autistas da Grande Dourados (AAGD). 

Durante a visita ao terreno, o prefeito de Dourados apresentou duas propostas de plantas para a obra, que receberá um orçamento de R$16 milhões, fruto da parceria entre os Ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública.

O local contará também com R$5 milhões para custeio por dois anos, financiados pelo Ministério das Mulheres. A Casa da Mulher Brasileira de Dourados será a primeira do país a oferecer atendimento especializado a mulheres indígenas, atendendo a uma demanda específica da região.

Em janeiro, a ministra das Mulheres e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para adesão ao programa Mulher Viver sem Violência do governo federal.

Além de Dourados, o município de Corumbá também terá sua Casa da Mulher Brasileira nos próximos meses. Segundo o cronograma, o investimento será de R$31 milhões e atenderá a uma demanda apresentada pelas mulheres do estado em diálogo direto com a ministra Cida Gonçalves e representantes da pasta, visando mais segurança, amparo estatal e políticas públicas. 

Durante a assinatura, a ministra Cida Gonçalves enfatizou a importância da adesão do estado do Mato Grosso do Sul ao programa Mulher Viver sem Violência, do Ministério das Mulheres. 

“O esforço para enfrentar a violência contra as mulheres deve envolver todas as esferas de governo em torno de um investimento que não é só financeiro, mas político de estados e municípios, em parceria com o governo federal, na formulação de políticas públicas e adesão a programas como esse, que fazem o Estado chegar antes, para que a violência não aconteça”, afirmou.

 

Visita a Obra da Sede Própria da Associação de Pais e Amigos dos Autistas da Grande Dourados (AAGD).

Mais cedo, a Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves ao lado de parlamentares e do prefeito Alan Guedes, esteve presente à Sede Própria da Associação de Pais e Amigos dos Autistas da Grande Dourados (AAGD). 

Segundo o cronograma da obra, contará com um investimento de R$1,7 milhão, por meio de emenda parlamentar do deputado federal Geraldo Resende. Com a obra, a Associação conta com novos espaços e serviços como academia, sala de reuniões e atendimento psicossocial.

Em sua fala,  a ministra Cida Gonçalves destacou o papel das mães, responsabilizadas pela maior parte do trabalho do cuidado, e os desafios enfrentados na criação de pessoas autistas, especialmente crianças e adolescentes.

"Precisamos compartilhar o trabalho do cuidado com o Estado e com a sociedade, principalmente com os homens. Estamos trabalhando, como governo federal, numa Política Nacional que oriente o trabalho do cuidado", afirmou.

Estiveram presentes na inauguração a primeira-dama do estado, Mônica Riedel, o vice-governador, José Carlos Barbosa, a secretária de Estado da Cidadania/MS, Viviane Luiza, o deputado federal Geraldo Resende, a deputada estadual Gleice Jane, o deputado estadual Renato Câmara, o prefeito de Dourados/MS, Alan Guedes, o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Dourados, Francisco Sobrinho Brito, entre outros representantes do município.

Ascom/ Mulheres GOV.BR

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CRIME

Casal invade casa, rouba e ataca idoso com facão em Dourados

Homem conseguiu fugir e levou uma bateria; a mulher foi detida e agredida por populares que perceberam a situação

08/09/2026 08h45

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia Divulgação

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Um idoso, de 68 anos, foi vítima de um roubo dentro de sua residência, em uma região conhecida como ‘favelinha’, no município de Dourados, na manhã de segunda-feira (7). Uma mulher foi detida após o ataque.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem, identificado como Aldir Steinhauser, estava dormindo em seu barraco, localizado na rua Cabral com a Gustavo Adolfo Pavel, quando acordou e se deparou com um homem e uma mulher dentro da residência.

O homem foi identificado como Odenir, de 49 anos, e a mulher como Daniele, de 40. 

Durante a ação, o idoso foi atacado com um facão e sofreu um ferimento na mão direita. De acordo com as informações do Dourados News, populares perceberam a situação e conseguiram deter a mulher, que foi agredida. O homem conseguiu fugir do local levando uma bateria.

A vítima relatou ainda que, durante a tarde, o mesmo casal teria entrado em sua casa e levado mantimentos. Daniele foi encaminhada para atendimento médico devido às lesões e, posteriormente, apresentada à polícia. 

O caso foi registrado como lesão corporal, roubo e tentativa de latrocínio.

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Doença

Vício em bets faz apostador perder emprego de oito anos

Natural de Três Lagoas, homem de 30 anos movimentou mais de R$ 2,4 milhões na plataforma Blaze e vendeu o veículo particular para manter a atividade

08/09/2026 08h30

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Um três-lagoense de 30 anos perdeu o emprego no qual estava há oito anos, em uma empresa de Campo Grande, depois que seu vício em apostas on-line esportivas, especificamente na Blaze, resultou em queda de produtividade. Ele chegou a acessar a plataforma de jogos durante o expediente de trabalho, ato que faz parte do quadro de ludopatia e intensifica a doença.

Morador do Coophavila 2, o apostador entrou no mundo dos cassinos virtuais em 2023 motivado por um colega de trabalho, que administrava um grupo de estratégia de jogo.

No início, registrou ganhos financeiros esporádicos, o que contribuiu para que uma prática ocasional virasse um vício, especialmente a partir do ano seguinte.

Em 2024, o comportamento escalou para um patamar descontrolado, passando a dedicar cerca de seis horas por dia à atividade, atrapalhando os períodos de repouso noturno e o expediente de trabalho. Para se ter ideia do quadro, somente em outubro de 2024, a conta bancária da vítima registrou a movimentação de R$ 71.360,02.

Essa situação caracterizaria dois padrões: pass-through (entradas seguidas de saídas imediatas para as plataformas); e chasing (tentativa irracional de recuperar perdas acumuladas). Ao todo, o paciente estima ter gastado R$ 2,4 milhões ao longo dos três anos de apostas, descrito como um impacto financeiro de “magnitude catastrófica”.

Para manter seu vício ativo, o sul-mato-grossense precisou de “auxílio” de bancos, familiares e amigos, contraindo dívidas de R$ 200 mil, impulsionado também pelo instrumento bancário conhecido como Pix no Crédito, que geralmente apresenta altos juros. Além disso, a vítima vendeu seu veículo para financiar as apostas.

Diante disso, o apostador tentou interromper sua atividade de jogos por conta própria, mas apresentou sintomas de síndrome de abstinência, caracterizado por irritabilidade e estresse extremo. 

Ainda, informou sua dependência às pessoas mais próximas e foi orientado a realizar o bloqueio definitivo de todas as plataformas e transferir o controle total de suas finanças à esposa.

Em abril deste ano, recebeu o diagnóstico de ludopatia, transtorno mental que se caracteriza pelo desejo incontrolável e compulsivo de jogar, especialmente em jogos de azar e apostas on-line, com agravante de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e ideação suicida diária com risco elevado.

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

PROCESSO

O três-lagoense pede indenizações por danos materiais e morais contra a Blaze operada no Brasil pela Foggo Entertainment Ltda.

Conforme consta no processo judicial, a plataforma intensificou o ciclo de dependências por meio de propagandas digitais, chamadas de gatilhos digitais estratégicos, como promoções e cashbacks, mensagens publicitárias personalizadas e incentivos virtuais.

“A casa contribuiu ativamente para a permanência do autor nas apostas mesmo quando um nível crítico de envolvimento financeiro já havia sido alcançado. A manutenção da conta ativa e a oferta de incentivos foram fundamentais para o sequestro dopaminérgico do autor, impedindo a interrupção do comportamento mesmo diante da ruína financeira”, afirma a representação da vítima.

O advogado do apostador também disse que houve falha da plataforma ao não intervir nas operações do rapaz, mesmo ao ficar explícito a dependência do usuário diante das movimentações intensas no site.

Esse cenário teria agravado o quadro do paciente, evoluindo de uma prática recreativa para o descontrole financeiro e social.

“A plataforma falhou em intervir perante sinais óbvios de vulnerabilidade, como o uso de crédito para apostar e o volume de transações desproporcional à capacidade financeira do usuário”, aponta a defesa.

A denúncia pede R$ 200 mil em danos materiais, “correspondente às perdas financeiras suportadas pelo autor a partir do momento em que caracterizada a compulsividade das apostas”, e R$ 20 mil em danos morais, em razão do “sofrimento experimentado, do abalo emocional decorrente do descontrole financeiro e da própria necessidade de tratamento”.

Até o momento, a última movimentação no processo ocorreu na segunda semana de agosto, no qual o juiz Flávio Saad Peron solicita mais documentos financeiros à vítima para comprovar sua hipossuficiência, a fim de garantir o benefício da gratuidade da Justiça.

BLAZE

A Blaze é uma das plataformas de apostas mais conhecidas no Brasil, especialmente pelo envolvimento em polêmicas nacionais desde o ano de 2023.

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) moveu uma ação civil pública contra a empresa e pediu uma indenização de R$ 380 milhões. O valor busca reparar danos a apostadores por conta das publicidades que prometiam lucros fáceis.

Um dos alvos da ação, a influenciadora digital Virgínia Fonseca encerrou a parceria com a plataforma no mês passado. Mesmo assim, o site ainda mantém contrato publicitário com Neymar, que é embaixador global e principal garoto-propaganda da Blaze desde dezembro de 2022, após a Copa do Mundo do Qatar.

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