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Decoração

Monte uma brinquedoteca e reduza algazarra das crianças pela casa

Monte uma brinquedoteca e reduza algazarra das crianças pela casa

Ig

20/05/2013 - 00h00
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Quando as crianças chegam, o silêncio vai embora. Os brinquedos se espalham pela casa e não há cômodo que fique arrumado. Um dos truques para conter tanta energia e minimizar a bagunça é criar um canto colorido, espaçoso e instigante só para elas. “Ter um quarto de brinquedos é importante para o desenvolvimento deles, pois é lúdico, proporciona atividades educativas e complementa o aprendizado”, diz a arquiteta Débora Aguiar.

Para garantir a segurança no ambiente é preciso atenção no momento de planejar. “O lugar tem de ser arejado, com boa iluminação e ventilação”, afirma o arquiteto Leonardo Junqueira. O piso deve ser resistente e de fácil manutenção, como vinil, PVC e laminado de madeira.

“Evite materiais escorregadios, pois podem provocar quedas. Os carpetes não são recomendados para crianças com alergia”, completa Junqueira. Uma boa pedida, de acordo com ele, é reservar uma grande área livre no chão para as brincadeiras. “Opte por tapetes de EVA, que são confortáveis e não acumulam sujeira.”

O mobiliário representa um papel importante nesse contexto. “Não compre peças com quina, pois podem causar acidentes. Escolha, de preferência, itens arredondados”, indica o arquiteto e designer de interiores Gerson Dutra de Sá.

Vidros, espelhos e objetos cortantes também devem ser deixados fora do alcance da garotada. “Outra dica essencial é colocar protetores nas tomadas para impedir que eles se machuquem”, diz o arquiteto Aquiles Nicolas Kílaris.

Na listinha dos móveis que não devem faltar, Dutra de Sá destaca mesas baixas de leitura e estudos, uma TV para assistir aos desenhos animados preferidos, um local para armazenar livros e revistas (sempre de acordo com a altura dos pequenos), pufes e sofás confortáveis. “Dessa forma, a diversão e o aprendizado estarão garantidos.”

Caixas e cores
Para evitar a bagunça generalizada , aposte em caixas organizadoras. “Elas são boas opções para colocar os brinquedos. Depois de um dia intenso de diversão, basta guardar tudo e pronto, a sala estará novinha em folha”, afirma Dutra de Sá.

As prateleiras também são itens recomendados para abrigar jogos, bonecas e carrinhos. “Mas é fundamental deixá-las ao alcance das crianças, para que elas possam manuseá-los”, ressalta Junqueira. Gavetas e caixas com rodízio estão entre os campeões de pedidos. Ainda há mais uma característica que não pode faltar no projeto : uma seleção especial de cores.

“No entanto, é preciso usar o bom senso para não pecar pelo exagero”, diz a designer de interiores Maximira Durigan.

Os tons mais pedidos, segundo Dutra de Sá, são laranja, verde, azul-claro, amarelo, lilás e branco. “Estão no topo da lista, pois são alegres, despertam a sensibilidade da criança, aguçam seu raciocínio e elevam a autoestima”, afirma. A sugestão é optar por uma base neutra e caprichar nos detalhes coloridos. “Essa medida contribui para que o ambiente fique mais suave e agradável”, diz Débora. 

Crescimento

MS atinge 77% de cobertura de esgoto, mas universalização segue distante

Mesmo com avanço recente, estado ainda busca ampliar o acesso ao serviço em diferentes regiões

16/06/2026 18h01

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul ampliou a cobertura de esgoto para 77,04% em maio de 2026, consolidando um avanço de 4,7 pontos percentuais em menos de um ano. Em agosto de 2025, o índice era de 72,34%. O crescimento coloca o estado entre os que mais expandiram o serviço recentemente no país.

Os dados nacionais utilizados para comparação são do Instituto Trata Brasil, organização que monitora indicadores de saneamento básico no país a partir de informações oficiais.

O levantamento aponta que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, evidenciando o contraste entre os avanços registrados em Mato Grosso do Sul e a realidade enfrentada em grande parte do Brasil.

Apesar dos números expressivos, o avanço não elimina distorções históricas no acesso ao saneamento. A leitura dos dados por município revela um cenário desigual: enquanto algumas cidades já se aproximam da universalização, outras ainda avançam em ritmo mais lento, com cobertura aquém do necessário para garantir atendimento pleno à população.

Pelo menos 30 municípios atendidos pela rede estadual superam 90% de cobertura, incluindo Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito. Em localidades como Bataguassu, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo, os índices chegam a 99%.

Na prática, porém, vale alertam que atingir esse percentual não significa, necessariamente, que todo o esgoto gerado esteja sendo coletado e tratado de forma adequada.

Isso porque indicadores de cobertura não detalham problemas recorrentes, como ligações irregulares, redes subutilizadas ou falhas operacionais no tratamento. Também não evidenciam a situação de áreas periféricas e comunidades mais vulneráveis, onde o acesso costuma ser mais limitado.

O avanço está relacionado à ampliação da infraestrutura nos últimos anos, com a implantação de redes coletoras, estações elevatórias, unidades de tratamento e novas ligações domiciliares. 

Ainda assim, o histórico do setor mostra que expansão física não garante, por si só, eficiência nem qualidade no serviço prestado.

Outro desafio está na sustentabilidade desse crescimento. A ampliação da cobertura exige investimentos contínuos não apenas na construção, mas também na manutenção e operação dos sistemas. Sem isso, há risco de deterioração das estruturas e queda na qualidade do atendimento ao longo do tempo.

Novo Marco Legal do Saneamento

A meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento prevê que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Mato Grosso do Sul aparece em posição avançada nessa corrida, mas ainda precisa enfrentar gargalos importantes para transformar índices em universalização real.

Entre eles estão a ampliação do serviço em áreas rurais, a regularização de ligações domiciliares e a garantia de tratamento efetivo de todo o volume coletado. Sem esses avanços, o crescimento percentual pode não se traduzir em melhoria concreta nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

O desempenho recente coloca Mato Grosso do Sul em destaque, mas também amplia a cobrança por resultados mais consistentes.

Mais do que expandir a rede, o desafio agora é garantir que o serviço funcione de forma eficiente, alcance todas as regiões e cumpra o papel essencial do saneamento: reduzir desigualdades e promover saúde pública.

Homicídio

Homem encontrado morto em terreno foi assassinado por enteado de 15 anos

Crime ocorreu após invasão de residência e registro prévio de ameaça contra ex-companheira da vítima

16/06/2026 16h58

Foto: Divulgação Rede Social

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Como noticiado pelo Correio do Estado na segunda-feira (15), um homem foi encontrado morto na madrugada em um terreno baldio no bairro Jardim Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima foi identificada como Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos. No desdobramento das investigações, a polícia passou a apontar como principal suspeito o enteado dele, um adolescente de 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi atingido por diversos golpes de faca, principalmente na região superior das costas. O corpo foi localizado nas proximidades da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, sem documentos de identificação, e apresentava sinais evidentes de violência.

A identificação da vítima foi realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), por meio de exame papiloscópico, ainda na tarde do mesmo dia. A partir da confirmação da identidade, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Conforme apurado, na noite anterior ao crime, a ex-companheira de Alessandro havia procurado a polícia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter sido ameaçada por ele. Horas depois, o homem teria invadido a residência da mulher.

Durante a invasão, o filho da ex-companheira, de 15 anos, tentou conter Alessandro. Nesse momento, segundo a versão investigada, o adolescente desferiu vários golpes de faca contra o homem.

Após o ataque, a vítima foi encontrada vestindo apenas cueca e camiseta. Um casaco e um par de tênis estavam próximos ao corpo, ambos com perfurações, em um terreno baldio.

Agora, a investigação busca esclarecer por que o corpo de Alessandro foi encontrado em outro local, e não na residência onde o crime teria ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da perícia técnica e da Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) também participaram das diligências no local. A arma utilizada no crime não foi localizada.

O caso foi registrado como homicídio e, diante da identificação do adolescente como principal envolvido, o procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), responsável pela apuração de atos infracionais praticados por menores.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa dos fatos e eventuais desdobramentos relacionados ao histórico de violência entre a vítima e a ex-companheira.

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