Cidades

LUTO

Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro

Conhecido como "Mão Santa", o atleta sofreu um mau súbito na manhã de hoje e estava internado em São Paulo

Continue lendo...

A 'lenda' do basquete mundial, Oscar Schmidt, morreu na tarde desta sexta-feira (17) aos 68 anos após sofrer um mau súbito na manhã de hoje . Ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, na cidade de São Paulo. 

Conhecido como "Mão Santa", o atleta foi diagnosticado com câncer no cérebro mas afirmou estar curado da doença em 2022. 

Ele é o único brasileiro a estar no Hall da Fama no basquete  e é o maior pontuador da história do basquete, com 49.70 pontos, além de ser dono do maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.

Oscar se tornou uma referência mundial no esporte mesmo sem atuar na principal competição do basquete, a NBA. Mesmo tendo sido convidado a participar da competição, Oscar recusou o convite, o que marcou a sua carreira.

Na época, a liga não permitia que os jogadores participantes disputassem competições internacionais defendendo suas seleções. Oscar decidiu defender o Brasil, o que consolidou sua imagem como um atleta fortemente ligado à camisa nacional. 

Grandes feitos

Schmidt participou de 25 temporadas como jogador profissional. Nas Olimpíadas, participou de cinco edições consecutivas e, por diversas vezes, foi o "cestinha" das partidas, jogador com maior número de pontos. 

Em uma partida contra a Espanha, nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, Oscar fez 55 pontos, o recorde em uma única partida no torneio. 

Na Seleção Brasileira, o momento de ouro foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na partida, foi o capitão do time brasileiro no jogo contra os Estados Unidos, vencendo os norte-americanos por 120 a 115. 

Essa foi a primeira derrota dos Estados Unidos em casa na história da competição. 

Oscar também conquistou o Bronze no Mundial em 1978, nas Filipinas. Sua trajetória em quadra se encerrou após 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela Seleção, entre 1977 e 1996. 

Além de jogador, Oscar também era comunicador motivacional, com mais de 600 empresas atendidas e mil eventos realizados. Foi indicado 8 vezes ao Prêmio Top of Mind de RH, destinado aos profissionais que se destacam no segmento de soluções corporativas, vencendo o prêmio cinco vezes. 

Família

Oscar é irmão do jornalista Tadeu Schmidt, que construiu sua carreira no jornalismo esportivo. Os dois também são irmãos de Luiz Felipe, que é pai do campeão olímpico de vôlei de praia Bruno Schmidt. 

Oscar era pai de Felipe Schmidt e Stephanie Schmidt, frutos do relacionamento de 50 anos com Maria Cristina Schmidt.

Nas redes sociais, a família prestou homenagens ao ex-atleta. 

"Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. (...) Você está no hall da fama da vida", escreveu Felipe Schmidt. 

A partir de quarta

Aeroporto de Campo Grande terá três novas pontes de embarque a partir de quarta-feira

Obras integram pacote de modernização que soma R$ 300 milhões em investimentos

17/04/2026 15h30

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Aeroporto Internacional de Campo Grande começa a operar, a partir da próxima quarta-feira (22), uma nova sala de embarque doméstico, além de três pontes de embarque (fingers), obras que compõem o pacote de modernização que soma R$ 300 milhões em investimentos.

A obra, iniciada em abril de 2025, é conduzida pela concessionária espanhola Aena e deve ampliar a capacidade operacional e o conforto dos passageiros já  a partir da próxima semana.

Segundo o diretor do aeroporto, Usiel Vieira, a entrega marca um avanço importante na reestruturação do terminal. “A gente aumenta um ganho de qualidade é fantástico”, afirmou o diretor, mudança que segundo ele "coloca o aeroporto em nível internacional”. 

Com as novas estruturas, os passageiros deixam de ficar expostos às condições climáticas durante o embarque. “Os nossos usuários deixam de estar expostos a intempérie de sol e chuva. Vão ter acessibilidade com elevadores, com escadas rolantes, com novos serviços dentro da sala de embarque”, destacou o diretor.

A expectativa é que mais de 70% dos voos passem a ser atendidos diretamente pelas pontes de embarque, o que deve agilizar o fluxo e melhorar a experiência dos usuários. Atualmente, o aeroporto movimenta cerca de 1,5 milhão de passageiros por ano, número que deve saltar para 2,6 milhões após a conclusão das obras.

Apesar da inauguração parcial, o terminal segue em obras. Intervenções continuam nas áreas de check-in, inspeção de bagagens e circulação no saguão principal. A previsão é que toda a infraestrutura esteja concluída e em funcionamento até 5 de junho.

Além das melhorias operacionais, o projeto inclui a ampliação da oferta comercial. Na nova sala de embarque, haverá um restaurante e dois cafés, sendo que um deles começa a funcionar já na próxima semana, enquanto os demais serão inaugurados ao fim das obras. Na área externa, próxima ao check-in, outras três operações comerciais estão em fase de contratação.

Também está prevista a implantação de uma área externa junto ao posto de combustível administrado pela concessionária, com expectativa de funcionamento até 2027.

Entre as intervenções estruturais, está a requalificação do pavimento da pista principal e das taxiways, via que conecta a pista de pouso e decolagem aos pátios de estacionamento, terminais e hangares.

“A gente prevê a requalificação do pavimento da pista principal e de todas  que dão acesso a essa. A aviação comercial consegue utilizar esse espaço lá para pousar e decolar, então não causa impacto para a nossa operação civil aqui em Campo Grande”, explicou Usiel Vieira.

As obras fazem parte do plano de modernização iniciado após a Aena assumir a administração do aeroporto, em outubro de 2023.

Assine o Correio do Estado 

 

Pesquisa

Apostas de bets mais atraem homens, bolsonaristas e quem tem renda intermediária, diz pesquisa

Estudo investiga a prática de jogos online em diversas categorias, como região do País, gênero, religião, renda e posicionamento político

17/04/2026 14h15

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 17, revela que 29% dos brasileiros têm o hábito de fazer apostas esportivas pela internet, conhecidas como bets. Em contrapartida, a maioria (71%) afirma não ter o costume de apostar.

O estudo investiga a prática de jogos online em diversas categorias, como região do País, gênero, religião, renda e posicionamento político.

No recorte religioso, entre os católicos, 34% afirmam ter o hábito de apostar, enquanto, entre os evangélicos, o porcentual é de 23%.

Quanto às convicções políticas, os eleitores que se identificam como "bolsonaristas" são os que mais apostam (33%), seguidos pelos "independentes" (31%).

Entre os que se declaram de "esquerda não lulista" e "lulista", os porcentuais são de 27% e 26%, respectivamente. Já o grupo "direita não bolsonarista" apresenta o menor índice, com 25%.

No que diz respeito à renda familiar, a faixa de 2 a 5 salários mínimos apresenta a maior proporção de apostadores habituais (32%). Entre os que recebem até 2 salários mínimos, o porcentual é de 24%, e entre os com renda superior a 5 salários mínimos, 26%.

Por região, o Sul se destaca com o maior porcentual de apostadores habituais (37%), seguido pelo Sudeste (29%), Centro-Oeste/Norte (27%) e Nordeste (25%).

Na comparação entre homens e mulheres, o levantamento aponta diferença significativa: 33% dos homens têm o hábito de apostar, contra 21% das mulheres.

Em relação à faixa etária, os dados mostram distribuição relativamente equilibrada. Tanto no grupo de 35 a 59 anos quanto no de 60 anos ou mais, 30% dos entrevistados mantêm o hábito de apostar. Entre os jovens de 16 a 34 anos, o porcentual é de 27%

A pesquisa indica ainda que o nível de escolaridade influencia o comportamento dos apostadores. Pessoas com ensino médio são as mais assíduas, com 31% declarando apostar. Entre aqueles com ensino fundamental, o índice é de 24%, enquanto entre os que possuem ensino superior, é de 28%.

O estudo ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de abril. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas presenciais em domicílios. 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).