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Morre aos 86 anos, no Rio, poeta, escritor e teatrólogo Ferreira Gullar

Morre aos 86 anos, no Rio, poeta, escritor e teatrólogo Ferreira Gullar

G1

04/12/2016 - 11h02
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O poeta Ferreira Gullar morreu neste domingo (4) no Rio, aos 86 anos.

Nascido José de Ribamar Ferreira em São Luís (MA), em 10 de setembro de 1930, Ferreira Gullar foi um dos maiores escritores brasileiros do século XX. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014, ocupando a cadeira nº 37.

Cresceu em sua cidade natal e decidiu se tornar poeta na adolescência. Com 18 anos, passou a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo da cidade. Aos 19 anos, descobriu a poesia moderna depois de ler Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.

O perfil de Gullar no site da ABL informa que, inicialmente, o escritor “ficou escandalizado com esse tiop de poesia”, mas mais tarde aderiu ao estilo, tornando-se “um poeta experimental radical”. Certa vez, ao comentar o período, afirmou: “Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema”.

Nessa época, trabalhou no volume de poesia “A luta corporal” (1954), que o lançou no cenário nacional. Essa obra que resultou de “uma implosão da linguagem poética” é associada ao surgimento da poesia concreta. Gullar, porém, romperia com o grupo mais tarde, passando a fazer parte do movimento neoconcreto, ao lado de artistas plásticos e poetas do Rio.

Foi Gullar quem escreveu o manifesto que marcou o marcou a aparição, em 1959, do movimento neoconcreto, do qual também foram expoentes artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. No mesmo ano, saiu o ensaio “Teoria do não-objeto”, outro texto fundamental do movimento.

Dentre as obras neocretas de Gullar, destacaram-se o “livro-poema”, o “poema espacial” e “poema enterrado”.

Derradeiro trabalho neoconcreto do poeta, este último consistia de uma sala que ficava no subsolo do espaço de exposição. A ela, chegava-se por uma escada. Quem “entrava” no poema encontrava lá embaixo um cubo vermelho. Dentro dele, um cubo verde. E dentro deste, um outro cubo, branco, onde se lia em uma das faces a palavra “rejuvenesça”.

Depois do “poema enterrado”, Gullar se afastou do movimento e se envolveu com política, tema de seus trabalhos seguintes. Ingressou no partido comunista e passou a militar contra a ditadura militar. Chegou a ser preso e a viver na clandestinidade. Fugiu do país, passando por Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires.

Durante o exílio na capital argentina, escreveu sua obra-prima: “Poema sujo” (1976). Trata-se de um poema com quase cem páginas que teve ótima recepção. Foi tradizido para diversas línguas.

Gullar só voltou ao Brasil em 1977, onde foi novamente preso e também torturado. Consegui ser solto depois de pressão internacional e trabalhou na imprensa do Rio e como roteirista de TV.

No país, lançou “Na vertigem do dia” (1980) e a coletânea “Toda poesia”. Também artista plástico e crítico, escreveu “Etapas da arte contemporânea (1985) e “Argumentação contra a morte da arte” (1993).

Veja, abaixo, os livros publicados por Ferreira Gullar

Poesia

“Um pouco acima do chão” (1949)

“A luta corporal” (1954)

“Poemas” (1958)

“João Boa-Morte, cabra marcado para morrer” [cordel] (1962)

“Quem matou Aparecida?” [cordel] (1962)

“A luta corporal e novos poemas” (1966)

“Por você, por mim” (1968)

“Dentro da noite veloz” (1975)

“Poema sujo” (1976)

“Na vertigem do dia” (1980)

“Crime na flora ou ordem e progresso” (1986)

“Barulhos” (1987)

“Formigueiro” (1991)

“Muitas vozes” (1999)

Crônica

“A estranha vida banal (1989)

Infantil e juvenil

“Um gato chamado gatinho” (2000)

“O menino e o arco-íris” (2001)

“O rei que mora no mar” (2001)

“O touro encantado” (2003)

“Dr. Urubu e outras fábulas” (2005)

Conto

“Gamação” (1996)

“Cidades inventadas” (1997)

Memória

“Rabo de foguete” (1998)

Biografia

“Nise da Silveira” (1996)

Ensaio

“Teoria do não-objeto” (1959)

“Cultura posta em questão” (1965)

“Vanguarda e subdesenvolvimento” (1969)

“Augusto dos Anjos ou morte e vida nordestina” (1976)Aê

Uma Luz no Chão - 1978

Sobre Arte - 1982

Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo à Arte Neoconcreta - 1985

Indagações de Hoje - 1989

Argumentação Contra a Morte da Arte - 1993

Relâmpagos - 2003

Sobre Arte, sobre Poesia - 2006

Teatro

Se Correr o Bicho Pega, se Ficar o Bicho Come - 1966 - com Oduvaldo Vianna Filho

A saída? Onde fica a Saída? - 1967 - com Antônio Carlos Fontoura e Armando Costa

Dr. Getúlio, Sua Vida e Sua Glória - 1968 - com Dias Gomes

Um rubi no umbigo - 1978

O Homem como Invensão de si Mesmo – 2012

CLIMA

Páscoa será de calor e pancadas de chuva em Campo Grande; veja a previsão

Entre sexta (3) e domingo (5), previsão indica tempo abafado, variação de nuvens e pancadas isoladas, principalmente à tarde

03/04/2026 10h30

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde Gerson Oliveira

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    O feriado de Páscoa em Campo Grande será típico de outono: calor, tempo abafado e pancadas de chuva que podem aparecer ao longo do dia, principalmente no período da tarde. Entre esta sexta-feira (3) e domingo (5), as temperaturas seguem elevadas, com máximas que chegam aos 35°C.

Nesta sexta-feira (3), o dia começa com poucas nuvens e temperatura mínima de 20°C. Ao longo da tarde, o calor ganha força e os termômetros podem atingir os 34°C, com aumento da nebulosidade e previsão de chuva isolada. À noite, o céu permanece com muitas nuvens, mas sem indicativo de grandes volumes de chuva. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 90%.

No sábado (4), o padrão se mantém, mas com maior instabilidade. A mínima sobe para 21°C e a máxima pode alcançar os 35°C. Pela manhã, o sol aparece entre poucas nuvens, mas à tarde há previsão de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas. Apesar disso, a chuva deve ocorrer de forma rápida e pontual.

Já no domingo de Páscoa (5), o cenário segue semelhante, com muitas nuvens ao longo do dia e temperaturas entre 21°C e 35°C. A umidade continua elevada, o que contribui para a sensação de abafamento, típica desta época do ano.

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o feriado ainda será influenciado pela presença de ar quente e seco em Mato Grosso do Sul, favorecendo dias de sol forte e baixos índices de umidade, que podem variar entre 20% e 40% em alguns períodos. Mesmo assim, a combinação de calor e umidade pode provocar pancadas isoladas de chuva, com possibilidade de raios e rajadas de vento.

Diante desse cenário, a recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde e ficar atento às mudanças rápidas no tempo. O uso de protetor solar e roupas leves também ajuda a amenizar os efeitos do calor.

Apesar das pancadas previstas, não há indicativo de acumulados expressivos de chuva, o que mantém o cenário típico de outono em Campo Grande: calor, tempo seco em parte do dia e instabilidades passageiras.  

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INTERIOR

Prefeitura põe 3 toneladas de peixes em lago e garante almoço de Páscoa em MS

Festa segue com pesca para o público geral até domingo (05) e cada pessoa pode levar para casa, sem custo, até três exemplares

03/04/2026 10h01

Total de três toneladas de pescados foram colocados no lago do Parque Antenor Martins, contendo: Curimba, Pacu e Tambaqui 

Total de três toneladas de pescados foram colocados no lago do Parque Antenor Martins, contendo: Curimba, Pacu e Tambaqui  Reprodução/Prefeitura de Dourados/A. Frota

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Localizado no Jardim Flórida em Dourados, distante aproximadamente 228 quilômetros da Capital, o lago do Parque Antenor Martins recebeu três toneladas de peixes, que vão de pacu a tambaqui, e está com a pesca liberada para o público geral até o domingo (05) garantindo o almoço de Páscoa para muitas famílias no interior do Mato Grosso do Sul. 

Conforme o Executivo Municipal, esta é a segunda edição da Festa da Páscoa de Dourados, que começou ainda ontem (02) com a pesca liberada primeiro exclusivamente para crianças de até 12 anos acompanhadas, idosos e pessoas com deficiência. 

Executada através das secretarias municipais de Agricultura Familiar (Semaf) e de Cultura (Semc), um total de três toneladas de pescados foram colocados no lago do Parque Antenor Martins, contendo as seguintes espécies: 

  • Curimba,
  • Pacu e 
  • Tambaqui 

O Executivo comandado pelo prefeito Marçal Filho frisa que espécies de peixes também foram adicionadas de forma inédita em lagos da Reserva Indígena de Dourados, com pelo menos uma tonelada para os moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru. Como forma de fortalecer a economia, a Prefeitura indica ainda que os pescados foram adquiridos com produtores locais. 

A Festa da Páscoa de Dourados traz ainda uma série de atrações que começam já nesta  Sexta-Feira da Paixão, com programação ligada à música cristã através dos nomes: DJ Junio Silveira; Ministério A3; Franthiesco Vicc e Fábio Shaen. 

Amanhã (04), a festa retorna com apresentação do DJ Junio Silveira, que logo dá espaço para a Roda de Samba 360º com o Grupo Segunda Sem Lei, enquanto a noite deve ser encerrada com show do cantor sertanejo Loubet. 

No domingo (05), a programação organizada pela Pasta de Cultura traz a música do Grupo Sotaque Campeiro, Banda NHS e o Grupo Somstyllo.

Regras para a pesca

Essa pesca aberta ao público geral conta com entrada gratuita e seguirá liberada de hoje (03), das 07h30 até 17h, até o domingo conforme a programação do município.

Aqueles que buscarem o lago do Parque Antenor precisam ainda estar atentos às regras, já que para a pesca será permitido o uso de apenas uma linha de pesca por pessoa. 

Além disso, itens como redes, tarrafas ou outros apetrechos não autorizados estão proibidos de serem utilizados nessa 2ª Festa da Pesca de Dourados. 

Com entrada e saída exclusivamente pela portaria principal do parque, que fica localizada na Rua Aziz Rasselen, cada um dos participantes tem direito de levar para casa, sem custo algum, até três exemplares de peixe.  

Fica proibido também a entrada de bebidas alcoólicas, recipientes de vidro e a utilização de aparelhos sonoros no local, bem como o ingresso  de veículos no parque durante o período da atividade, exceto para aqueles oficiais e ligados à organização da festa. 

 

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