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MATO GROSSO DO SUL

Mortes em rodovias de MS caem no primeiro semestre de 2025

Polícia Rodoviária Federal apontou para um total de 73 pessoas mortas registradas entre janeiro e junho deste ano

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Em balanço semestral divulgado na manhã desta quinta-feira (03), a Polícia Rodoviária Federal apontou para um total de 73 pessoas mortas registradas entre janeiro e junho deste ano em Mato Grosso do Sul, número um pouco menor do que o observado no mesmo período de 2024. 

Nesse balanço semestral a PRF expõe o resultado de diversas ações, por exemplo o aumento expressivo de quase 50% da cocaína apreendida no período - abordado pelo Correio do Estado -, sendo um espelho do trabalho policial e um raio-x das rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul. 

Se lançado olhar específico para o comportamento no trânsito das estradas, a PRF registrou mais de 50,1 mil infrações entre janeiro e junho deste ano em Mato Grosso do Sul. 

Entre outras ações, as educativas, por exemplo, alcançaram 68.341 pessoas, com exatos 11.3070 testes de alcoolemia realizados pela Polícia Rodoviária Federal no primeiro semestre deste ano. 

Mortes em rodovias

O primeiro semestre em Mato Grosso do Sul foi marcado por 790 dos chamados sinistros atendidos pela PRF, dos quais 840 pessoas saíram feridas. 

Nesse contexto, a Polícia Rodoviária Federal registrou 73 mortes no período entre janeiro e junho de 2025, que representa uma queda de 3,9% no índice anual. 

Isso porque, conforme repassado pela PRF ao Correio do Estado, os sinistros em rodovias por Mato Grosso do Sul em 2024 resultaram em 76 mortes nesse mesmo período do primeiro semestre. 

Em questão de sinistros, em si, também houve queda, com os registros caindo de 845 no ano passado para 781 entre janeiro e junho de 2025. 

Mês a mês, o maio de 2025 destaca-se neste ano com o maior volume de mortes no intervalo mensal, sendo 19 óbitos registrados durante os 31 dias em questão, diante de apenas oito que foram registrados em 2024.

Já em 2024, o intervalo mensal com maior número de óbitos registrados no primeiro semestre foi justamente abril, mês em que seis pessoas morreram de uma só vez em um dos maiores acidentes rodoviários já registrados em Mato Grosso do Sul. 

Em 10 de abril de 2024, logo no primeiro horário da manhã de uma quarta-feira em questão, quatro veículos se acidentaram em trecho entre Campo Grande e Anhanduí da BR-163. 

Essas vítimas fatais estavam acomodadas: duas em um Chevrolet Onix, duas em uma carreta que transportava porcos, uma em uma carreta que transportava milho e uma em um caminhão baú.

Sem esse único caso do ano passado, inclusive, os números de morte de 2025 entre janeiro e junho seria seis mortes acima do observado em 2024. 

 

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Barreirinhas: secretarias de Fazenda podem enviar à Receita a listagem de devedores contumazes

A Receita Federal vai compartilhar a lista de postos de gasolina em que já foram detectados esquemas de lavagem de dinheiro

27/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira, 27, que os governos estaduais já podem remeter a lista de seus devedores contumazes, inclusive no setor de combustíveis, para que o órgão tome "medidas duras".

Além disso, acrescentou, a Receita Federal vai compartilhar a lista de postos de gasolina em que já foram detectados esquemas de lavagem de dinheiro.

"É importante que os Estados, por meio das secretarias de Fazenda, tenham acesso a essas listagens para que possam tomar as medidas dentro das competências estaduais", declarou Barreirinhas, em coletiva concedida à imprensa após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão colegiado, presidido pelo secretário especial da Receita, que reúne representantes dos Estados e do governo federal. Durante a reunião, foi debatida a proposta do governo de subvenção compartilhada ao diesel importado.

Segundo Barreirinhas, o enfrentamento dos efeitos da escalada dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços e o abastecimento de combustíveis passa também pelo combate tanto ao devedor contumaz - cuja lei foi regulamentada na quinta-feira - quanto aos postos que estão aproveitando a situação para aumentar abusivamente os preços.
 

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Campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado; veja quem pode se vacinar

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro

27/03/2026 22h00

Arquivo / Gilberto Marques / Governo do Estado de SP

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A campanha de vacinação contra o influenza, vírus causador da gripe, começa neste sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No Norte, a iniciativa acontece no segundo semestre em razão da sazonalidade do vírus.

A mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. Como lembra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), o vírus influenza é uma das causas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), podendo levar à hospitalização, à necessidade de UTI e ventilação mecânica, e à morte.

É fundamental ficar atento e não subestimar os riscos, ressalta a médica. "A gripe, não raramente, evolui para uma pneumonia bacteriana. Então, é uma doença muito relevante."

Isabella alerta ainda que, embora existam grupos de alto risco, desfechos graves podem acontecer com qualquer pessoa.

Aumento de casos

A campanha ocorre em meio ao avanço das tendências de SRAG de longo e curto prazo em todo o Brasil, com 22 estados em alerta, risco ou alto risco, conforme o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desta quinta-feira, 26. O crescimento é impulsionado pela alta na circulação do influenza A (um dos quatro tipos causadores de gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Até 14 de março, o País registrou 14,3 mil notificações de SRAG e cerca de 840 mortes. O vírus influenza foi responsável por 28,1% dos casos graves identificados.

O grupo mais vulnerável a complicações, internações e óbitos inclui idosos, crianças com menos de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacinação desse público é a principal medida para evitar formas graves e mortes pela doença.

Diante dos números, Isabella lembra que a vacinação também tem impactos positivos no próprio sistema de saúde. De acordo com a médica, a gripe é um dos principais motivos de superlotação das emergências, o que compromete a estrutura e a disponibilidade de vagas para pacientes com outras necessidades.

Sazonalidade

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro.

Segundo Isabella, o clima é um fator determinante nesse comportamento. Os meses de inverno concentram mais casos porque o frio e o ar seco alteram o "ecossistema" das vias respiratórias, o que favorece a infecção.

A diretora da Sbim ainda esclarece que não é o frio em si que causa a gripe. O que ocorre é uma combinação entre o ambiente das vias respiratórias afetado pelas baixas temperaturas e a presença do vírus, que tem incubação muito rápida, de cerca de 24 horas.

A especialista ressalta, no entanto, que as infecções não se restringem a essas épocas e ocorrem ao longo de todo o ano, mesmo em períodos de calor.

"No ano passado, por exemplo, tivemos um surto importante de gripe fora das sazonalidades, no final do ano. O frio aumenta o risco, mas a doença não ocorre só nesses meses (de inverno)", destaca.

Quem pode se vacinar?

A vacina influenza trivalente é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é indicada, prioritariamente, para crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema vacinal para crianças de 6 meses a 8 anos depende do histórico de vacinação. Quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose. Quem ainda não foi precisa tomar duas, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.

A imunização é feita anualmente porque o vírus influenza muda com frequência. A cada campanha, as vacinas são atualizadas para contemplar as cepas em circulação, o que torna a vacinação periódica essencial. A aplicação pode ser feita no mesmo dia que outras vacinas do Calendário Nacional, como a da covid-19.

Para a campanha, o ministério disponibilizou 15,7 milhões de doses para estados e municípios. O Estado de São Paulo recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos municípios.

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