Cidades

CAMPO GRANDE

Motorista de Audi em racha atira contra família e mulher é baleada

Técnica de enfermagem, quadro de Maria Aparecida é considerado grave e profissional aguarda na fila para passar por cirurgia

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Suposto racha feito pelo Jardim Tarumã em Campo Grande, terminou com uma técnica de enfermagem, de 60 anos, baleada após o motorista de um Audi colidir com o carro em que a mulher estava com sua família e terminar disparando contra o carro da família da profissional, que se encontra em estado grave na Santa Casa.

Conforme o boletim de ocorrência, Maria estava a bordo de um Renault Sandero, que era conduzido pelo seu filho William, de 30 anos, que se deparou com dois motoristas praticando “racha” e manobras perigosas pelo bairro, sendo um GM Astra de cor escura e um veículo Audi de cor vermelha. 

Ao passar pelos veículos, William teria parado próximo ao cruzamento com a avenida Gunter Hans quando o Audi colidiu na traseira do seu carro, no qual também estavam sua mulher e o filho de apenas cinco meses, que estava no colo da técnica em enfermagem. 

Segundo detalhado da ocorrência, a família viu o momento em que ambos os suspeitos saíram de seus carros e motorista do Astra desferiu um tapa no peito de William, o chamando de “folgado” na sequência. 

Após isso, conforme o b.o, o motorista do Audi sacou uma pistola e, dando um golpe para carregá-la, apontou em direção ao peito de Willian que estava sentado no banco do motorista e, assustado, tentou desviar. 

Disparo em via pública

O caso, que aconteceu entre 19h20 e 20h de ontem (09), está sendo investigado pela 6ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e é tipificado em uma série de infrações que começam com a "competição/demonstração de manobra não autorizada, que geram risco à população". 

No momento em que William desviou do disparo, a bala, segundo consta no boletim, atingiu o braço da mãe do rapaz que estava com o neto de cinco meses no calo, transpassando o membro e chegando ao abdômen da mulher.

Atingida, a mulher foi levada inicialmente até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Coophavila, encaminhada posteriormente para Santa Casa, com caso classificado como grave e Maria na fila de espera por uma cirurgia. 

Importante esclarecer que, durante diligências, os agentes policiais encontraram a casa do suspeito de ter feito o disparo, identificado como Rafael Conceição, que alegou aos policiais que se envolveu no disparo de arma de fogo, afirmando em ligação pelo telefone da esposa que se apresentaria à autoridade policial.  

Cabe destacar que nem a arma utilizada (uma pistola 9mm, como aponta os cartuchos recolhidos na cena do crime e interior do veículo) ou mesmo o Audi foram localizados até então, sendo que o suspeito também não se apresentou à polícia até a manhã desta segunda-feira (10). 

Além disso, o boletim afirma que, segundo repassado pela Força Tática da 10ª CIPM, esses mesmos veículos e autores são suspeitos de participarem de outros situações criminosas em dias passados, que envovem desde uso de arma de fogo e até ocorrências de violência doméstica.

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TRANSMITIDA POR MOSQUITO

Mato Grosso do Sul registra primeiro caso de Febre Oropouche

Paciente é uma mulher de 42 anos que viajou à Bahia recentemente e caso está sendo tratado como "importado"; sintomas são semelhantes ao da dengue

12/06/2024 18h27

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue Foto: Divulgação / Fiocruz

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (12), o primeiro caso de Febre do Oropouche em Mato Grosso do Sul. A paciente é mulher de 42 anos, moradora de Campo Grande. 

A doença é transmitido por mosquito, tem sintomas semelhantes ao da dengue e tem registrado aumento de casos no Brasil.

Conforme a SES, o provável local de infecção é a Bahia. Isto porque a mulher viajou recentemente para este estado.

“O caso registrado em Mato Grosso do Sul está sendo tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade. A paciente em questão fez uma viagem à Bahia recentemente; o Estado tem mais de 600 casos confirmados neste ano”, explica a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santo.

Conforme Jéssica, uma série de ações complementares serão desenvolvidas pelo Estado em conjunto com os municípios, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados, como deslocamentos, sintomas, quadro clínico, além de coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen).

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

Aumento de casos

A incidência de casos tem aumentado no Brasil. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, neste ano foram confirmados 6.207 casos, enquanto em todo o ano de 2023 foram 835.

A maioria dos casos se concentra na região norte. Atualmente, com exceção do Tocantins, todos os estados da região norte registraram casos autóctones (oriundos do mesmo local onde ocorreu a doença).

Dos estados da região extra-amazônica, 5 já registraram casos autóctones, sendo eles Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O Brasil ainda não registrou nenhuma morte pela doença.

* Com assessoria

Destino Europa

Militar da reserva é preso com meia tonelada de cocaína avaliada em R$27 milhões

Segundo informações do Denar, os entorpecentes seriam enviados para o centro-sul do país e países da Europa

12/06/2024 18h15

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa Fotos: Gerson Oliveira

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Um militar da reserva do Exército Brasileiro, de 52 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (12), próximo ao município de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, com uma carga milionária de cloridrato de cocaína avaliada em R$ 27 milhões. No total, a droga totalizou 540 quilos.

Segundo a polícia, os entorpecentes seriam inicialmente entregues em Campo Grande e posteriormente enviados para os grandes centros e países europeus. 

A carreta foi ultilizada para o transporte dos entorpecentes. Fotos: Gerson Oliveira 

Durante a coletiva de imprensa, o delegado Hoffman D'Ávila relatou que os agentes receberam informações sobre uma carga de cocaína que havia saído de Ponta Porã em um caminhão baú, e que passaria por Campo Grande. Com base nessas informações, os policiais conseguiram abordar o motorista, que conduzia um Mercedes-Benz modelo Arteco 2426, próximo a Sidrolândia.

Os policiais abordaram o motorista, que negou o transporte de entorpecentes e se ofereceu para ir até uma empresa em Campo Grande para uma melhor vistoria no veículo. Utilizando uma máquina de descarregamento, os agentes da Denar encontraram 540 quilos de cloridrato de cocaína escondidos em embalagens agrícolas.

Carga milionária de cocaína tinha destino aos grandes centros e países europeus/ Fotos: Gerson Oliveira 

Durante o interrogatório, o motorista, um ex-militar do exército de 40 anos, manteve-se em silêncio inicialmente, mas logo depois confessou que não sabia dos entorpecentes que estavam escondidos no veículo. Tanto o ex-militar quanto o caminhão foram levados para Campo Grande. 

Segundo o Hoffman D' ávilla, o cloridrato de cocaína apreendido na tarde de hoje é de "modelo exportação", tanto pelas suas características quanto pelo elevado valor pelo qual costuma ser vendido no país. Ainda segundo o delegado, a carga seria dividida em duas partes: uma delas seria enviada para a região centro-sul do país, enquanto a outra seria destinada a países europeus.

Ainda de acordo com o delegado, a espessura dos entorpecentes chamou a atenção dos policiais

“Essa carga de cloridrato de cocaína está avaliada hoje em R$27 milhões e, neste caso, pode-se observar pela espessura das embalagens. Essa embalagem mais avantajada é o tipo droga de exportação, onde seria enviada para São Paulo e depois pelo Porto de Santos, seguiria destino europa. Essa com espessura mais fina, é uma droga mais pulverizada e vendida nas capitais brasileiras”, explicou Hoffman D’avila para o Correio do Estado. 

Diante do flagrante, o militar da reserva do Exército responderá pelos crimes de tráfico de drogas e está a disposição da Justiça Brasileira. 

Fotos: Gerson Oliveira 

 

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