Cidades

operação hórus

Motorista de ônibus de turismo transporta 338,5 kg de cocaína e é preso em MS

A carga tem valor estimado em R$ 17 milhões e passageiros foram liberados

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Em meio à investigação da Operação Hórus, na tarde desta terça-feira (5), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul apreendeu 338,5 kg de cocaína, carga estimada no valor de R$ 17 milhões, transportada em um ônibus de empresa de turismo, na cidade de  Rio Brilhante, interior do Estado. 

As ações foram realizadas por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). Também foram apreendidos aparelhos celulares avaliados em cerca de 350 mil reais.

Segundo a polícia, por volta das 13h de ontem, uma equipe que atuava no âmbito da Operação Hórus encontrou a droga em meio a abordagens de rotina na rotatória após o pedágio de Rio Brilhante, na BR 163. 

O veículo, um ônibus de turismo, carregava a cocaína, proveniente de Dourados e que seria entregue no estado de São Paulo. 

Durante a inspeção veicular, constatou-se que o ônibus possuía um fundo falso, popularmente conhecido como “mocó”. 

Em revista ao compartimento oculto, a equipe encontrou muitos tabletes de cocaína e também uma enorme quantidade de aparelhos celulares de diversas marcas. 

Ao ser questionado, o motorista auxiliar, um homem de 26 anos, confessou o crime e informou que era o responsável por esconder os produtos ilícitos no ônibus e que o motorista não teria qualquer envolvimento com o crime, assim como todos os passageiros.

Conforme informado pela polícia, os passageiros alegaram que estavam no ônibus, mediante pagamento de passagens, para irem até o estado de São Paulo, para realizarem compras na região do Brás.

Junto aos viajantes, havia inclusive a presença de um guia de turismo. Ante a falta de elementos incriminadores em relação aos passageiros, todos foram identificados e liberados no local. 

Já tanto o motorista quanto o motorista auxiliar foram conduzidos para a delegacia especializada para os procedimentos de praxe. 

O motorista auxiliar foi preso em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas e o motorista, nesse início de investigação, ouvido na condição de testemunha e liberado.

Saiba mais 

A Defron mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas e receber denúncias, através do telefone (67) 99208-8808. 

Não precisa se identificar e a ligação ou mensagem serão mantidas em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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