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Santa Casa superlotada gera revolta de pacientes em Campo Grande

Pacientes relatam espera de horas, falta de prioridade para idosos e atendimento improvisado em corredores; denúncias foram feitas ao Correio do Estado

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A superlotação na Santa Casa de Campo Grande voltou a gerar reclamações de pacientes atendidos pelo SUS.

Na manhã desta quinta-feira (21), usuários relataram ao Correio do Estado demora excessiva nos atendimentos, falta de organização interna, ausência de prioridade para idosos e pacientes acomodados em macas nos corredores da unidade hospitalar.

Os relatos ocorrem no mesmo dia em que o hospital divulgou boletim de transparência apontando lotação acima da capacidade em diversos setores.

De acordo com os dados divulgados às 7h, a área verde do pronto-socorro adulto operava com taxa de ocupação de 728%, enquanto a área vermelha registrava 266% de ocupação. Já o Centro Obstétrico apresentava 200% de lotação.

Um paciente, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que chegou ao hospital por volta das 6h30 para um procedimento agendado, mas só foi encaminhado ao atendimento médico às 9h.

“Não foi só um atraso, foi falta de comprometimento. Quando a gente atrasa, precisa esperar muito para reagendar, mas quando é o hospital, parece que o paciente precisa aceitar. Toda vez que venho fazer procedimento é assim, um descaso”, afirmou ao Correio do Estado.

Segundo o relato, além da demora no atendimento, pacientes idosos não estariam recebendo prioridade adequada, enquanto outros aguardavam atendimento em macas espalhadas pelos corredores da unidade.

Outro paciente ouvido pela reportagem também criticou a desorganização no fluxo de atendimento. Conforme o relato, pacientes aguardavam por horas sem informações precisas sobre consultas e procedimentos.

“Você espera ser chamado pela senha, depois é encaminhado para outra recepção. Cheguei às 6h20 para minha consulta e só me chamaram às 9:30h. Conversando com outras pessoas, tinha paciente que chegou às 6h e até às 9h o médico ainda não tinha chegado”, relatou.

Ainda segundo o paciente, a situação mais preocupante era a presença constante de pessoas internadas em corredores devido à falta de leitos disponíveis.

“Da recepção já dá para ver pacientes em macas no corredor por falta de quartos. A sensação é de total desorganização”, disse o usuário da unidade hospitalar.

A situação relatada pelos pacientes coincide com os números divulgados pela própria Santa Casa.

O levantamento mostra ainda que o pronto-socorro pediátrico também operava acima da capacidade, especialmente na área verde, que registrava ocupação de 157%.

O hospital informou ainda que havia 629 pacientes internados pelo SUS na unidade nesta quinta-feira (21), além de 26 pacientes na pré-ortopedia.

Apesar do cenário de superlotação apontado oficialmente, os pacientes afirmam que a demora, a falta de comunicação e a dificuldade na organização do fluxo interno acabam agravando ainda mais o sofrimento de quem busca atendimento médico.

Números divulgados pela Santa Casa nesta quinta-feira (21)

Pronto-Socorro Adulto - Área Vermelha

  • 6 leitos contratados
  • 16 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 266%

Pronto-Socorro Adulto - Área Verde

  • 7 leitos contratados
  • 51 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 728%

Pronto-Socorro Pediátrico - Área Vermelha

  • 3 leitos contratados
  • 2 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 66%

Pronto-Socorro Pediátrico - Área Verde

  • 7 leitos contratados
  • 11 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 157%

Centro Obstétrico - SUS

  • 5 leitos contratados
  • 10 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 200%

Pacientes na Pré-Ortopedia

  • 26 pacientes

Total de pacientes internados pelo SUS

  • 629 pacientes internados

Posicionamento da Santa Casa

Em nota encaminhada ao Correio do Estado, a Santa Casa de Campo Grande afirmou que a superlotação é um problema histórico e sistêmico enfrentado pela unidade há anos.

Segundo o hospital, a instituição opera diariamente acima da capacidade instalada devido à insuficiência de leitos disponíveis na rede pública de saúde.

A Santa Casa destacou ainda que absorve atendimentos de baixa, média e alta complexidade, o que impacta diretamente na dinâmica hospitalar e contribui para o cenário de superlotação.

Conforme a unidade, o pronto-socorro recebe pacientes que não conseguem atendimento em outros locais e acabam sendo encaminhados ao hospital.

A Santa Casa ressaltou que presta assistência especializada a pacientes politraumatizados, cardiopatas e casos graves, mas também atende pacientes clínicos que poderiam ser direcionados para outras unidades de saúde.

“Esse fluxo contribui para o estrangulamento do sistema de saúde e reflete diretamente na superlotação”, informou a instituição.

O hospital também esclareceu que não há um único órgão responsável pela solução do problema.

Segundo a Santa Casa, a gestão plena da saúde no município é exercida pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela organização da rede, regulação de leitos e definição dos encaminhamentos dos pacientes.

A instituição acrescentou que os recursos financeiros da saúde são provenientes dos governos federal, estadual e municipal, mas cabe ao município coordenar o fluxo de atendimento.

“Portanto, a superlotação da Santa Casa é resultado de um problema sistêmico, que exige articulação entre diferentes níveis de gestão para garantir melhor distribuição dos casos e ampliar a capacidade de atendimento à população”, concluiu a nota.

Fortes Chuvas

Chuvas deixam estragos e Campo Grande reforça atendimento à população

Equipes da Sisep, Defesa Civil e Emha atuam em diferentes regiões de Campo Grande para reduzir impactos causados pelo grande volume de água e atender famílias em situação de vulnerabilidade

14/06/2026 17h28

Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande intensificou neste fim de semana as ações de atendimento e monitoramento nas regiões afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a Capital.

Equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), da Defesa Civil Municipal e da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) permanecem mobilizadas para atender ocorrências, realizar vistorias técnicas e executar medidas emergenciais voltadas à população.

O trabalho inclui o acompanhamento permanente das áreas impactadas, avaliação dos danos provocados pelo grande volume de água e a definição das intervenções necessárias para restabelecer as condições de segurança e mobilidade nos locais afetados.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, as equipes seguem em campo para atender as demandas registradas após os temporais.

“Estamos monitorando as ocorrências e atuando com equipes em campo para atender as demandas causadas pelas chuvas. Nosso compromisso é agir com rapidez e eficiência para reduzir os impactos à população”, afirmou.

De acordo com a Sisep, os serviços de limpeza e desobstrução dos bueiros já integram a programação da secretaria e serão executados conforme o cronograma operacional.

Além disso, as equipes atuarão na remoção de entulhos e em outras intervenções necessárias para melhorar a drenagem urbana e garantir melhores condições de circulação nos pontos atingidos.

Apoio às famílias

Além das ações de infraestrutura, a Prefeitura também promoveu atendimento social às famílias que necessitaram de suporte emergencial. No sábado (13), a Emha realizou a entrega de lonas para moradores da Comunidade Lagoa Park, localizada na Região Urbana Lagoa.

A iniciativa faz parte das ações do Programa CGSustentável e tem como objetivo oferecer apoio temporário às famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a proteção das moradias e minimizando os impactos provocados pelas condições climáticas adversas.

Segundo a administração municipal, o atendimento integra um trabalho contínuo desenvolvido pela agência em diversas regiões da cidade, tanto na área habitacional quanto em ações de apoio social emergencial.

“Essas ações são medidas emergenciais de apoio às famílias que enfrentam situações de necessidade e precisam de uma resposta rápida do poder público. Buscamos sempre estar presentes nas comunidades, acompanhando de perto as demandas e oferecendo o suporte possível para amenizar as dificuldades, enquanto trabalhamos por soluções mais estruturadas que garantam melhores condições de vida e moradia a essas famílias”, apontou Cláudio Marques, diretor da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha).

Defesa Civil mantém monitoramento

A Defesa Civil Municipal também segue acompanhando os pontos impactados pelas chuvas em diferentes regiões da cidade. As ocorrências recebidas estão sendo encaminhadas para avaliação das equipes técnicas, responsáveis pelas vistorias e pelo monitoramento constante das áreas afetadas.

Entre as situações observadas estão alagamentos pontuais, enxurradas e processos erosivos, problemas comuns durante períodos de precipitação intensa e concentrada, que exigem acompanhamento permanente e respostas rápidas por parte do poder público.

O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eneas Netto, destacou a importância da participação da população no registro das ocorrências.

“A Defesa Civil está acompanhando de forma permanente os pontos impactados pelas chuvas e realizando os encaminhamentos necessários junto aos órgãos competentes. É fundamental que a população registre situações de risco por meio do telefone 199”, destacou.

Segundo o município, o acionamento oficial permite maior agilidade no direcionamento das equipes e auxilia na definição das prioridades de atendimento. Mesmo com a continuidade das chuvas, a Prefeitura mantém equipes de plantão e segue monitorando a situação em toda a Capital.

A administração municipal informou que continuará adotando as medidas necessárias para reduzir os transtornos causados pelos eventos climáticos, preservar a segurança da população e garantir respostas rápidas às demandas registradas.

previsão

Após fim de semana chuvoso, últimos dias do outono terão tempo estável e frente fria

Chuvas ainda podem cair em algumas regiões, mas em menor intensidade; temperaturas podem ficar abaixo de 7°C

14/06/2026 17h14

Milhares de raios caíram em Campo Grande entre sexta-feira e domingo

Milhares de raios caíram em Campo Grande entre sexta-feira e domingo Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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As fortes chuvas que caíram durante todo o fim de semana em Mato Grosso do Sul devem dar uma trégua a partir desta segunda-feira (15). Na última semana do verão, que dá espaço para o inverno no próximo domingo (21) ainda podem ocorrer precipitações, mas a previsão indica tempo estável, além de frio de 7°C.

Desde sexta-feira, Campo Grande foi atingida por um grande volume de chuvas, que causou alagamentos  estragos em algumas regiões, mobilizando equipes da prefeitura para atender as ocorrências.

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as chuvas devem dimunuir a partir desta segunda-feira, quando a previsão indica tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade em grande parte do Estado.

No entanto, não se descartam pancadas de chuva isoladas em alguns munípios.

Entre segunda-feira e ao longo da semana, a passagem de uma massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas.

As mínimas deverão variar entre 7°C e 9°C, com possibilidade de registros pontuais abaixo dos 7°C, especialmente na região sul do Estado.

As menores temperaturas devem ser registradas na região sul, cone sul e grande Dourados. Na Capital, as temperaturas variam entre 16°C e 22°C, subindo ligeiramente a partir de quinta-feira, mas ainda abaixo de 30°C.

Fim de semana chuvoso

As chuvas dos últimos dois dias deixaram acumulados expressivos em Campo Grande, com registros que se aproximaram dos 100 milímetros em algumas regiões da cidade.

Desde sexta-feira (12), a Capital foi atingida por chuva e descargas elétricas. Em apenas duas horas e meia, a cidade foi atingida por 5.750 raios, o maior volume registrado em um único dia desde o início do ano, segundo a estação meteorológica da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp).

Somente no último sábado (13), choveu o equivalente a 85,4 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza, segundo dados do meteorologista Natálio Abrão. Na estação da Coca-Cola, foram registrados 54,2 milímetros. No bairro Carandá, o acumulado foi de 35,7 milímetros.

O domingo também foi de chuva em Campo Grande, mas até a publicação desta reportagem não havia o quantitativo do acumulado de precipitações.

No interior do Estado, também foram registrados volumes significativos durante o final de semana. Dourados ocupou a segunda posição entre as cidades brasileiras onde mais choveu no último sábado, chegando a 54,8 milímetros em 24 horas. Água Clara ficou em terceiro lugar, com volume de 51,2 milímetros, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Inverno

Em 2026, o solstício de inverno no Hemisfério Sul, que marca o início do inverno, ocorre no dia 21 de junho, às 4h24, horário de Mato Grosso do Sul, fazendo com que a noite do dia 20 para 21 de junho seja a mais longa do ano.

Em Campo Grande, o inverno tem aproximadamente 2h30 a menos de sol, resultando em 10h53min de luz no dia. Em comparação, no início do verão, os dias duram 13h22min na Capital de MS. 

Segundo o Cemtec, No Mato Grosso do Sul é a estação que apresenta os menores índices pluviométricos do ano, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Durante o período seco, observam-se baixos índices de umidade relativa do ar o que pode favorecer a ocorrência de incêndios florestais.

Para este ano, o prognóstico aponta para um padrão de chuvas ligeiramente acima da média histórica durante a estação, porém, a distribuição da chuva ainda deve seguir um padrão irregular. 

Com relação as temperaturas, o inverno terá condições mais quentes do que a média climatológica em Mato Grosso do Sul.

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