Cidades

DETRAN/MS

Motoristas de MS podem solicitar documento do veículo pela Internet

Estado é a 6º unidade federativa do país a disponibilizar emissão do CRLV

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul é o 6º estado brasileiro a oferecer aos proprietários de veículos, a opção de realizar a emissão digital do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). 

A iniciativa foi criada pelo Ministério das Cidades, através da Secretaria Executiva do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e adotada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS), com objetivo de facilitar o acesso dos usuários aos serviços administrativos da instituição.

É válido destacar que o documento é gerado pelo mesmo aplicativo utilizado para emissão da CNH digital e o formato também inclui a utilização do código QR Code (aplicativo de leitura digital disponível no sistema Androide e IOS). 

Com esta facilidade, todas as informações descritas no CRLV impresso serão visualizadas pelos agentes de trânsito ou policiais, nas telas de aparelhos celulares. Uma novidade que concederá mais comodidade, diz respeito ao documetno de veículos conduzidos por mais de uma pessoa. Nesta situação o CRLV-e poderá ser compartilhado com mais de um aparelho. 

Para conseguir o acesso ao aplicativo do CRLV digital, o usuário deve realizar o download pelas lojas virtuais Play Store ou Apple Store. Em seguida realizar um cadastro pessoal com senha de quatro dígitos. Após a conclusão desta etapa aparecerá na tela a opção CRLV digital e será solicitado o número do documento, gerando uma imagem de QR Code, para maior proteção dos dados cadastrais. 

De acordo com a Legislação de Trânsito brasileira, portar o documento do veículo é obrigatório para os motoristas, visto que as pessoas flagradas com licenciamento atrasado estão cometendo uma infração gravíssima, que pode resultar em multa de R4 293,47 e a perda de sete pontos na carteira de habilitação. Em caso de reincidência, o veículo pode ser apreendido. 

AVANÇO TECNOLÓGICO

O diretor de Tecnologia da Informação do Detran/MS, Robson Roberto Duarte, explica que a implantação e funcionamento dos aplicativos oferecerão funcionalidades importantes para sociedade, como por exemplo, dados estatístiscos atualizados sobre o trânsito de Mato Grosso do Sul. 

"O documento digital terá o mesmo valor legal do documento de papel, exigindo apenas que o veículo esteja devidamente regularizado, ou seja, é preciso que o proprietário esteja em dia com pagamentos de licenciamento, seguro DPVAT ou eventuais multas", observou.

SERVIÇOS CONJUGADOS

O app Detran Mobile é outra novidade lançada pelo Detran/MS e será utilizado para a consulta e pagamento de multas, licenciamentos e outras informações como a pontuação na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), por exemplo. Foi desenvolvido pensando na economia de gastos tanto do departamento quanto do usuário, já que evita filas e outros transtornos como o deslocamento, por exemplo. 

No entanto, caso seja necessário ir até uma das agências, o aplicativo também tem a opção de informar qual o posto de atendimento mais próximo, com endereços e horário de atendimento do órgão em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. O aplicativo está disponível para tablets e smartphones do sistema Androide e IOS.

 

narcotráfico

Desembargador que libertou Palermo recebe quase R$ 100 mil por mês

Nos três primeiros meses do ano o salário de Divoncir Maran foi de R$ 97,87 mil. Em abril, caiu para R$ 51,8 mil.

28/05/2026 11h55

Gerson Palermo foi trazido pela Polícia Federal a Campo Grande na quarta-feira (27) e nesta quinta foi levado ao presídio federal

Gerson Palermo foi trazido pela Polícia Federal a Campo Grande na quarta-feira (27) e nesta quinta foi levado ao presídio federal

Continue Lendo...

Punido em fevereiro deste ano  pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com aposentadoria compulsória por ter concedido prisão domiciliar ao metraficante Gerson Palermo, que foi recapturado e trazido de volta a Campo Grande nesta quarta-feira (27), o desembargador Divoncir Shcreiner Maran continuou recebendo salário de quase R$ 100 mil até abril deste ano. No começo de maio, após a ofensiva do Supremo Tribunal Federal contra os supersalários, o valor caiu quase pela metade. 

Dados disponíveis no site da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul mostram que em janeiro, fevereiro e março ele recebeu R$ 97.876,00 em rendimentos brutos. Em abril seu rendimento caiu para apenas R$ 51,876,00.

O valor dos três primeiros meses foi composto pelo salário-base, de R$ 47.160, que já supera o teto constitucional, outros R$ 4.636, 00 denominados como indenização, e mais R$ 46 mil identificados como "vantagens individuais". 

Deste montante, foram descontados R$ 5,81 mil para contribuição previdenciária. Sobre seus rendimentos não incidem imposto de renda, o que normalmente ocorre pelo fato de ter apresentado algum laudo médico que garante isenção. O salário líquido, então, ultrapassa os R$ 92 mil.

Estas vantagens idivudiduais, que também fora repassadas para a maior parte dos aposentados e magistrados da ativa, são definidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul como "abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza."

Mas, apesar de receber aquilo que pode ser chamado de salário dos sonhos para milhões de contribuintes brasileiros, ele recebeu praticamente a metade daquilo que foi pago aos desembargadores da ativa. No começo de fevereiro teve desembargador que recebeu R$ 281,2 mil. 

No pagamento referente a abril, o ex-desembargador perdeu os R$ 46 mil relativos às "vantagens individuais", assim como os demais magistrados. Este valor aparecia em uma tabela separada no site da transparência. Até março eram cinco tabelas publicadas neste site. No último pagamento, somente duas foram publicadas.  

Divoncir Maran se aposentou por idade, 75 anos, em abril de 2024. Quase dois anos depois, porém, o CNJ aplicou a pena de aposenadoria compulsória. Mesmo assim ele mantém o direito ao pagamento do salário pago a outros magistrados aposentados. Nesta terça-feira (27), porém, o STF decidiu que juízes punidos por crimes graves perdem o direito ao pagamento em caso de condenação por aposentadoria compulsória. 

O desembargador foi denunciado a CNJ pelo juiz Rodrigo Pedrini, de Três Lagoas, logo depois que ele concedeu prisão domiciliar a Gerson Palermo, que acumulava 126 anos condenação por narcotráfico e outros crimes. 

Palermo conseguiu o benefício em meio ao feriado de Triradentes de 2020. No dia seguinte a medida foi revista por outro desembargar, mas o traficante já havia rompido a tornozeleira eletrônica e fugido. Somente nesta terça-feira (27), mais de seis anos após a fuga, foi localizado e preso na Bolícia. Nesta quinta-feira foi levado ao presídio federal de Campo Grande. 

Além de virar alvo do CNJ, o desembargador também entrou  na mira da Polícia Federal, que entendeu que o magistrado recebeu propina para conceder o benefício ao traficante. 

A prisão domiciliar com uso de tornozeleira foi concedido durante a pandemia de Covid-19, com base na alegação de um quadro de saúde supostamente debilitado, mesmo sem laudo médico comprovando o alegado. 

A punir o desembargador, o conselheiro João Paulo Schoucair,  do CNJ, entendeu que o caso extrapolou os limites da independência judicial e revelou grave desvirtuamento da função jurisdicional.

“Não se trata de punir juiz ou desembargador por decidir, mas sim de um caso absolutamente singular, que envolve a concessão de prisão domiciliar a um criminoso notório, integrante de organização criminosa, condenado a mais de 120 anos de prisão”, afirmou.

Segundo ele, a decisão já estaria orientada antes mesmo de o processo ser designado ao magistrado. “Houve determinação antecipada quanto ao provimento, comprometendo a imparcialidade e a normalidade do procedimento”, disse o conselheiro, que já levou em consideração as descobertas da Polícia Federal. 

Outro ponto destacado foi o tempo incomum de análise do caso. De acordo com o relator, o Habeas Corpus, com cerca de 208 páginas, foi decidido em aproximadamente 40 minutos. Para ele, o fato evidencia a ausência da cautela e da prudência exigidas. “Trata-se de decisão flagrantemente inadequada, configurando grave violação aos deveres funcionais inerentes ao exercício da atividade jurisdicional”, afirmou.

Além do escândalo relativo à soltura do megatraficante, o desembargador aposentado também foi alvo da operação Ultima Ratio, da Polícia Federal, em outubro de 2024. Segundo as suspeitas da PF, ele fazia parte de um esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, cinco desembargadores foram afastados. Um conseguiu retomar o cargo, um se aposentou e três seguem afastados. 
 

VIAS INTERDITADAS

Agetran interdita ruas de Campo Grande durante este final de semana

Eventos culturais e religiosos iniciam a partir de amanhã nas ruas dos bairros e centro; confira rotas alternativas

28/05/2026 11h30

Divulgação

Continue Lendo...

Programações de eventos culturais e religiosos marcam bloqueios nas ruas de Campo Grande durante este final de semana. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), responsável pelo monitoriamento das vias urbanas divulgou uma lista onde ocorreão as interdições e possíveis rotas alternativas.

Na sexta-feira (29), a Rua Doutor Dolor Ferreira de Andrade estará interditada das 08h às 09h, e das 15h às 16h para o evento religioso do Colégio Nossa Senhora das Graças. Como rota alternativa, a recomendação é utilizar a Rua do Rosário e Rua Gravataí.

No sábado, o evento Revoada Cultural chega a Capital e mantém a Rua Maracaju, entre as ruas 13 de Maio e 14 de Julho interditada durante todo o final de semana. No centro da Capital, a rua será interditada à 01h do sábado (30) e seguirá até às 06h de segunda-feira (01).

A programação do evento está prevista para começar às 10h de sábado, com fim a meia-noite, mas a rua continuará interditada durante a noite. No domingo o cronograma prevê atrações a partir de meio-dia e encerramento novamente a meia-noite, com bloqueio da rua até às 06h de segunda-feira para organização das vias.

As ruas Dom Aquino, Candido Mariano, Rui Barbosa, Antônio Maria Coelho e Avenida Mato Grosso são as rotas alternativas sugeridas pela Agetran.

Durante o domingo, também acontecerão outros bloqueios nos bairros de Campo Grande. Na Rua Aicas, no Tijuca, acontece o evento de Paquera Beneficente das 15h às 21h. Para desvio do evento a Agetran orienta utilizar as ruas Saint Romain e Diogo Álvares.

Ainda no dia 31, a partir das 17h até as 22h a Avenida Ministro João Arinos, Rua General Paulo Xavier, Rua Hibiscos e Rua Flamboyant estarão interditadas para a procissão de um evento religioso. A Agetran informou que as ruas serão liberadas conforme o avançar da procissão.

A recomendação do órgão municipal é que os motoristas redobrem a atenção durante o período dos bloqueios para garantir a fluidez no trânsito e segurança dos pedestres.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).