Cidades

AÇÃO NOBRE

MP-MS vai à Justiça por abrigo de animais abandonados e maltratados em Campo Grande 

Estudo indica que ao menos 3 mil animais, principalmente cães e gatos não têm proteção pública e vivem graças às ações de ONGs

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O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por meio das promotorias que agem em defesa do meio ambiente apelou à justiça para que a prefeitura de Campo Grande abrace, e logo, um programa que acolha os animais, como cães e gatos que vivem nas ruas da cidade em situação de abandono e maus-tratos.

Levantamento preparado pela Comissão de Defesa dos Direitos Animais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Mato Grosso do Sul, no período de abril a agosto do ano passado, estimou que ao menos 3 mil animais, vítimas do abandono e maus-tratos viviam em abrigos tocados por ONGs, as organizações não governamentais, ou instituições que não pertencem à iniciativa privada, isto é, não têm fins lucrativos.

JÁ COM JUIZ

O recurso do MP-MS pela proteção dos animais já está na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, com pedido de tutela provisória de urgência.

Tutela de urgência é um dos dois tipos de tutela provisória previstas no novo Código de Processo Civil, que abrange uma solicitação realizada ao juiz que tem como objetivo pedir para que o mesmo decida sobre algum assunto que é urgente dentro da demanda judicial.

ATÉ CAVALOS

De acordo com notícia publicada pela assessoria de comunicação do MPMS,   no site da instituição, "uma rápida olhada nos locais é suficiente para colecionar centenas de casos estarrecedores envolvendo abandono e maus-tratos contra cães, gatos, aves e animais de grande porte, como cavalos".

Também conforme a assessoria do MPMS, segundo a Polícia Militar Ambiental e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista, a DECAT, "são frequentes as atuações nesses casos: quando identificada a necessidade de afastamento do animal da presença do agressor, os órgãos de atuação e fiscalização imediata encontram grandes dificuldades diante da ausência de local público adequado para o acolhimento desses animais".

A assessoria informa ainda que em  caráter liminar [decisão provisória], o MPMS pede que sejam determinadas ao município de Campo Grande as seguintes obrigações de fazer, no prazo de até 90 dias: 

1 - enquanto não disponibilizar local apropriado para o acolhimento temporário de animais de pequeno e grande porte oriundos de abandono e vítimas de maus-tratos, promova a implementação e estruturação de programa de famílias acolhedoras (casas de apoio), mediante regulamentação específica, com realização de cadastro dos voluntários (ONGs, protetores independentes e sociedade), com vistas a quantificar o número de animais acolhidos para fins de fornecimento dos insumos necessários; 

2 - realize o custeio dos animais que se encontram abrigados em ONGs e protetores independentes, contemplando os custos relativos à manutenção do animal (ração, banhos, limpeza do local, cuidador etc.), ao tratamento veterinário e a medicamentos, dentre outros.

SEIS MESES

No pedido de mérito, o MP cita que o município seja condenado, no prazo de até 180 dias, a implementar o Centro de Acolhimento Provisório de Animais e Adoção – CATA, de pequeno e grande porte em estado de abandono ou submetidos a maus-tratos. 

"....que seja um refúgio seguro para estes animais no âmbito de uma política de recolhimento altamente seletiva, funcione como local de passagem, buscando a recolocação desses animais em lares definitivos e que atenda a gestão financeira e operacional do CATA, mantendo-o em funcionamento adequado para suas finalidades, notadamente recolhimento, esterilização e recuperação desses animais", propõe o MPMS.

(com informações da assessoria da Ministério Público de MS)


 

 

 

VIOLÊNCIA

Adolescente é executado a tiros no sofá de casa em Campo Grande

O autor invadiu a residência pelo portão e disparou 12 vezes contra o jovem de 16 anos

20/07/2026 09h35

Polícia segue em busca do criminoso

Polícia segue em busca do criminoso Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Na madrugada desta segunda-feira (20), um adolescente, de 16 anos, morreu após ser alvejado por 12 tiros dentro da própria residência, no bairro Vila Nhanhá, em Campo Grande. A vítima estava deitada no sofá da sala, quando o autor invadiu o imóvel, efetuou vários disparos e fugiu rapidamente do local.

O crime ocorreu na Rua Eduardo Pérez, moradores relataram ter ouvido uma intensa sequência de disparos durante a madrugada. A Polícia Militar e as equipes de resgate foram acionadas, mas, quando os socorristas chegaram ao endereço, o adolescente já havia falecido.

Conforme os primeiros levantamentos realizados pelas autoridades, o atirador chegou sozinho ao imóvel conduzindo uma motocicleta Honda Biz. Após estacionar em frente à casa, ele entrou pelo portão, se deslocou até a sala, onde a vítima descansava, e efetuou diversos disparos à queima-roupa.

Após a execução, o criminoso deixou o imóvel rapidamente. Até o momento, ninguém foi preso.

Quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram equipes do Corpo de Bombeiros realizando os primeiros atendimentos. O adolescente estava caído próximo à porta da sala, já sem sinais vitais. A área foi imediatamente isolada para o trabalho da perícia criminal.

Outro menor de idade, que também estava na residência, contou aos policiais que dormia no momento em que os disparos aconteceram. Ele afirmou ter acordado assustado com o barulho dos tiros e, ao sair do quarto para verificar o que havia ocorrido, encontrou a vítima caída no chão. Ele não identificou quem era o criminoso.

Durante as diligências, os policiais receberam a informação de que o adolescente assassinado teria se envolvido em uma discussão, dias antes do homicídio. O motivo do desentendimento não foi esclarecido, mas esse fato passou a integrar a linha de investigação conduzida pelos policiais.

A perícia técnica realizou um levantamento detalhado na residência e encontrou 11 cápsulas deflagradas de munição calibre 9 milímetros, além de dois projéteis intactos e fragmentos metálicos de outro projétil espalhados pelo imóvel. O material foi recolhido para exames que poderão auxiliar na identificação da arma utilizada e estabelecer eventual ligação com outros crimes registrados na Capital.

Equipes especializadas do Grupo de Operações e Investigações e da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (Depac-Cepol) participaram dos primeiros levantamentos na cena do crime. Os investigadores iniciaram a coleta de depoimentos de familiares, testemunhas e moradores próximos, além de buscar imagens de câmeras de monitoramento que possam ter registrado a chegada ou a fuga do criminoso.

A polícia também trabalha para reconstruir os últimos passos da vítima, identificar possíveis desavenças recentes e verificar se o adolescente sofria ameaças.

HOMICÍDIO

Polícia prende suspeito de matar jovem a facadas no Nova Lima

O homem foi localizado neste domingo (19) e encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

20/07/2026 08h15

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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O suspeito de matar Vinicius Barbosa de Carvalho, de 26 anos, na noite de sábado (18), foi preso neste domingo (19). O crime ocorreu em frente à uma igreja no bairro Nova Lima, na rua Francisco Pereira Coutinho.

A equipe da Força Tática do 11º Batalhão da Polícia Militar (11ª CIPM) efetuou a prisão do homem, de 47 anos, na Vila Marli. Ele foi encaminhado para Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (Depac-Cepol).

Testemunhas relataram à polícia que a vítima se envolveu em uma confusão generalizada na rua, no sábado, enquanto bebia com os amigos. O suspeito se aproximou e desferiu facadas nas costas de Vinicius, que ainda conseguiu correr para outra rua após ser atingido e aguardar o atendimento do Corpo de Bombeiros, na rua Amambai. Após ser socorrido, ele foi encaminhado à Santa Casa, onde não resistiu aos ferimentos.

Um amigo de Vinicius perseguiu o suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. O autor invadiu um supermercado, na Rua Jerônimo de Albuquerque, portando a faca usada no crime. Ele foi retirado do estabelecimento pelos seguranças do local.

 

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