Cidades

CAMPO GRANDE

MPF vai investigar segurança da barragem do Lago do Amor

Inquérito civil para investigar possível assoreamento do lago da UFMS e os rompimentos da barragem foi aberto nesta semana pela Procuradoria da República

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O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil para investigar as causas de um possível assoreamento do Lago do Amor e a segurança da barragem que dá origem ao lago, que sofreu três rompimentos em intervalo de um ano. 

Ao abrir a investigação, o procurador da República Pedro Paulo Grubits Gonçalves de Oliveira ressaltou a legislação sobre a competência das investigações do MPF. O Lago do Amor é parte da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), cujo campus é patrimônio público da União. 

O procurador ainda encerrou o prazo do despacho que está levantando informações sobre uma “anunciada cooperação que está sendo entabulada entre a UFMS e a Prefeitura Municipal de Campo Grande”. 

O tema do inquérito, que vai investigar as condições do Lago do Amor e da barragem, é “Dano ambiental”, e o objeto do inquérito é “apurar as responsabilidades de órgãos públicos para a implementação de medidas visando solucionar a questão do assoreamento do Lago do Amor”. 

O vertedouro da barragem do Lago do Amor tem passado por um histórico de rompimentos desde 2023, sempre causado por fortes enxurradas que fazem o Córrego Bandeira – o rio que dá origem ao lago – transbordar. 

Rompimentos

Um novo vertedouro começou a ser construído em 2023, a um custo de R$ 3,8 milhões. No início do ano passado, a obra foi entregue, mas precisou passar por reparos 15 dias após sua conclusão, por causa de um novo rompimento.

Em março deste ano, parte do aterro do Lago do Amor foi levada pela enxurrada novamente, desta vez porque o vertedouro da barragem não foi aberto no momento de forte chuva.

Na época, o reparo emergencial foi feito sem licitação, pela empresa CCO Infraestrutura, que faturou naquele ano pelo menos R$ 6 milhões em contratos dessa natureza, em que licitação não é exigida.

De 2019 a 2023, a CCO Infraestrutura chegou a receber R$ 53 milhões, em um total de 13 contratos licitatórios de obras acordadas no município de Ponta Porã, local onde tem sede.

A empreiteira chegou a pertencer, por mais de duas décadas, a Francisco de Assis Cassundé, que vendeu sua parte do negócio em dezembro de 2022, antes de assumir um cargo de direção na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

A empresa acabou sendo transferida para um de seus tratoristas. Coincidentemente, o secretário de Infraestrutura na época era Hélio Peluffo, que largou a prefeitura da cidade do interior para assumir o cargo. Peluffo deixou o governo de MS no ano passado.

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Judiciário

Juiz que atuou em ônibus toma posse como desembargador nesta sexta

Após 23 anos na Justiça Itinerante de Campo Grande, magistrado assume cargo no TJMS

26/03/2026 12h45

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno Divulgação TJMS

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O juiz Cezar Luiz Miozzo, conhecido por atuar durante 23 anos no ônibus da Justiça Itinerante de Campo Grande, toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta sexta-feira (27).

A sessão solene de posse e juramento está marcada para às 16 horas, no plenário do Tribunal Pleno, na Capital, e marca oficialmente o início da atuação do magistrado no segundo grau de jurisdição.

Miozzo foi promovido ao cargo no último dia 18 de março, por antiguidade, após decisão por aclamação dos integrantes do Tribunal Pleno. A escolha levou em consideração a longa trajetória do magistrado, marcada pela atuação próxima à população sul-mato-grossense.

“Chegar ao cargo de desembargador do nosso Tribunal de Justiça é uma sensação de profunda responsabilidade, mas, acima de tudo, um sentimento de dever cumprido nessa trajetória de 35 anos de magistratura.”

Segundo o magistrado, a chegada ao Tribunal representa o reconhecimento de uma trajetória pautada pelo esforço e pela ética, além do compromisso de contribuir com o trabalho da Corte, com foco no diálogo e no respeito à colegialidade.

Perfil

Natural de Verê (PR), ele ingressou na magistratura sul-mato-grossense em fevereiro de 1991, após ser aprovado no XIV Concurso para o cargo de juiz substituto do Estado, e atuou como juiz substituto em Dourados e Campo Grande.

Judicou nas comarcas de Miranda e Naviraí até ser promovido para a Capital, em novembro de 2001, onde atuou, desde abril de 2003, na 8ª Vara do Juizado Especial - Justiça Itinerante.

“Para ser sincero, nem no maior dos meus sonhos eu imaginava chegar a este honroso cargo. Para quem começa na magistratura, o tribunal parece um horizonte distante, quase inalcançável. Olhar para trás hoje e ver que agora passo a integrar esse tribunal não é apenas uma vitória na carreira, é o testemunho de que o esforço e a ética valem a pena”, contou.

Quase quatro décadas depois de optar pela magistratura, Miozzo é enfático ao afirmar que faria a mesma escolha.

Ele ressalta que é preciso ter vocação e, aos que buscam essa carreira, aconselha: é necessário pensar que, por trás de um processo, existem pessoas com suas angústias, na expectativa de que a demanda seja resolvida.

Questionado sobre o que se pode esperar dele ao assumir o novo desafio, Miozzo garantiu que está ciente da responsabilidade que a toga impõe e do impacto das decisões na vida do cidadão.

Assim, deve seguir comprometido com a celeridade, a imparcialidade e o fortalecimento do Estado de Direito, mantendo a humildade de quem sabe que o poder só faz sentido se for usado para servir.

“Chego ao Tribunal com o propósito de somar ao trabalho já realizado pelos desembargadores, pautando minha atuação no diálogo constante e no respeito à colegialidade. É verdadeiramente uma honra que ultrapassa qualquer ambição que eu tenha cultivado, ainda na infância ou na juventude. Agradeço a Deus, que me deu saúde e discernimento necessários para atravessar os momentos mais difíceis da carreira, e também à minha família, apoio de todas as horas”, completou.

Ao agradecer ainda aos colaboradores durante sua trajetória, assessores, estagiários e servidores do cartório, o agora desembargador lembrou que, no início da carreira, a estrutura de trabalho era menor e as demandas eram diferentes, já que o Judiciário não era tão procurado para solucionar os problemas da população.

“A era dos computadores estava começando, e trabalhávamos com máquina de escrever. Não havia celular nem internet de fácil acesso. Tínhamos um fax. Se hoje se reclama de estrutura deficiente, imagine naquela época.”

Dos lugares pelos quais passou, ele lembra com carinho de todas as comarcas, mas não esconde a paixão por comandar a 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante.

“Atuar na Itinerante, em contato direto com a população, com pessoas que necessitam da Justiça, é gratificante. Muitas vezes, os problemas são resolvidos de forma simples, e você abre a porta para a solução do que aflige aquela pessoa. Resolver processos e demandas é a profissão que escolhi, e há sempre um ser humano por trás de cada processo”, ressaltou.

*Colaborou Laura Brasil*

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CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

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Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

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