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MPMS investiga Saúde após idosa esperar 11 anos por cirurgia ortopédica

Com a demora, o tratamento custou mais de R$ 665 mil aos cofres públicos

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A 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande instaurou um inquérito para investigar possíveis falhas na rede pública de saúde no Estado e na Capital devido à situação de uma idosa que esperou 11 anos sofrendo com uma infecção crônica e, por conta da demora no atendimento, que envolvia uma cirurgia ortopédica, o tratamento resultou em um custo superior a R$ 665 mil aos cofres públicos.

O inquérito civil foi instaurado após o filho da idosa formalizar uma reclamação na ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), relatando que a mãe estava sendo vítima de negligência médica.

Com a abertura da investigação, está sendo feito um levantamento para entender o que leva pacientes a recorrer à Justiça para garantir cirurgias complexas, como a substituição de próteses ortopédicas.

Os relatos apontam deficiências estruturais no sistema público, que eventualmente podem contribuir para o agravamento do estado de saúde dos pacientes e, com isso, gerar a judicialização de cirurgias de alto custo.

O MPMS entende que o fato de a Justiça precisar bloquear recursos públicos para que um paciente receba atendimento médico é um indicativo dos problemas estruturais na saúde.

A instituição considera que essas situações poderiam ser evitadas se o Sistema Único de Saúde (SUS) atendesse de forma adequada os casos que demandam urgência.

Investigação


O inquérito vai apurar se há falta de especialistas ou falhas na organização da regulação da rede pública de saúde de Campo Grande e região, especialmente em relação ao acesso a cirurgias ortopédicas de alta complexidade, que exigem os seguintes materiais e estrutura mínima:

  • Próteses;
  • Banco de ossos;
  • Médicos especializados;
  • Triagem e encaminhamento adequados dos pacientes.

Decisões


A Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul foram notificadas e têm o prazo de 20 dias para informar se possuem acordos com prestadoras de serviços habilitadas, como clínicas e hospitais, que possam realizar esses procedimentos.

Com isso, a ideia é entender se há estrutura e organização suficientes para atender a população que necessita de cirurgias ortopédicas.

Um ofício foi encaminhado pela 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ao Departamento Nacional de Auditoria do SUS, solicitando uma inspeção sobre a omissão no atendimento que levou à judicialização do caso da idosa.

Para o MPMS, falhas como a vivida por ela revelam um possível padrão de ineficiência ou omissão por parte do poder público.

O promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz explicou que a investigação pretende verificar a existência de uma possível fila de espera desproporcional ou a falta de atendimento contínuo nas unidades hospitalares da rede pública.

Se as irregularidades forem confirmadas, o inquérito poderá resultar em recomendações, acordos por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou na propositura de ações civis públicas para responsabilizar os entes envolvidos.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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