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MPMS diz que mulher pode ter 'recebido' para mudar depoimento em dia de julgamento de Jamilzinho

Eliane Benitez, que antes tinha denunciado esquema de milícia armada, desfez declarações e disse que foi 'forçada' a depor contra réu

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O promotor de Justiça, Gerson Eduardo de Araújo, que atua na acusação contra Jamil Name Filho, o Jamilzinho, julgado desde a segunda-feira passada pelo assassinato do acadêmico de Direito, Matheus Peixoto, ocorrido em abril de 2019, em Campo Grande, rebateu a versão de Eliane Benitez Batalha, à época do crime mulher de Marcelo Rios, ex-guarda civil, preso e agora julgado por envolvimento no assassinato.
Eliane disse ter denunciado logo depois do crime que o marido trabalhava para Jamilzinho, por pressão e tortura dos investigadores da Polícia Civil.

Antes, em 2019, a mulher disse que o marido estaria envolvido em assassinatos de pessoas a mando de Jamilzinho, que seria, com o pai, Jamil Name, chefe de uma milícia armada.

Ontem, contudo, segundo dia de julgamernto do marido, Jamilzinho e Vladenilson Daniel Olmedo, o Vlade, ex-policial civil, trio implicado no crime do rapaz, ela negou o que havia declarado antes.

O promotor Gerson Araújo afirmou no julgamento que pode terminar na noite desta quarta-feira, que Eliane, conforme as investigações, até o primeiro semestre de 2020, um ano depois do crime, recebeu em torno de R$ 5 mil, dinheiro que teria sido repassado a ela por meio de pessoas ligadas a Jamilzinho. Nesse período, Marcelo Rios, seu então marido e segurança de Jamilzinho, já estava encarcerado, portanto, sem cumprir expediente.

O suposto recebimento de dinheiro para favorecer a milícia, disse o prmotor, foi levado à Justiça pelo MPMS e a questão ainda é debatida.

Questionada sobre o motivo de ter procurado a Polícia Civil depois do crime do acadêmico, Eliane afirmou que "ficou com medo" e para "proteger os dois filhos" pequenos. Por seis dias, a mulher e os filhos de cinco e sete anos, à época, ficou alojada na sede do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Foi lá que prestou depoimento que incriminou Jamilzinho e o próprio marido.

CÚMPLICE

O promotor disse ainda que em 2017, quase dois anos antes do assassinato do acadêmico, Eliane fazia pesquisa pela internet, a mando do marido Marcelo Rios, que era segurança de Jamilzinho, que a implica  como também suposta integrante da milícia armada chefiada por Jamilzinho.

Eliane pesquisa dados sobre Antônio Augusto de Souza Coelho, advogado e que negociava uma fazenda com Jamilzinho. 

Os dois - Jamilzinho e o advogado se desentenderam por dinheiro, daí desencadeou-se uma série de desavenças que, segundo as investigações, resultaram na morte do acadêmico. 

Jamilzinho se irritou ao saber que Paulo Xavier, oficial reformado da Polícia Militar, que também era segurança dele estaria assessorando o advogado, quando este vinha de São Paulo, onde mora, para Mato Grosso do Sul, cuidar de negócios, incluindo a da fazenda disputada com a família Name.

Jamilzinho teria mandado matar PX, mas os pistoleiros foram à casa dele e executaram com tiros de fuzil, o filho do alvo, o acadêmico. A vítima manobrava o carro do pai e foi fuzilando assim que saiu da garagem.

O promotor afirmou também durante a acusação, na audiência de julgamento, já no início da noite desta quarta, que Marcelo Rios, interessou-se num acordo de delação premiada, já preso em presídio federal, no Rio Grande do Norte, mas recusou depois que a questão já estava em andamento.

Rios está preso na mesma prisão que abriga Jamilzinho e os dois retornam para lá logo que o julgamento acabar.

 


 

 

solidariedade

Campanha Natal Solidário é lançada com foco em arrecadar brinquedos em Campo Grande

Itens arrecadados serão distribuídos para crianças em situação de vulnerabilidade social em dezembro

23/08/2026 17h00

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), lançou oficialmente a Campanha Natal Solidário, que tem como principal objetivo arrecadar brinquedos novos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações serão destinadas a ações especiais de Natal, que serão realizadas nas sete regiões urbanas e nos dois distritos de Campo Grande, Anhanduí e Rochedinho.

Conforme a prefeitura, a proposta é mobilizar a população para transformar solidariedade em presentes e levar alegria às crianças durante o período natalino.

Podem ser doados brinquedos novos para meninas e meninos nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Entre os pontos de arrecadação estão o Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2.300, e a sede do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.

“Doar um brinquedo novo de menina ou menino é levar amor e alegria a quem mais precisa, que é a criança”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O FAC destaca ainda a importância de que as doações sejam de brinquedos novos. A iniciativa busca garantir que cada criança receba um presente em boas condições e tenha a experiência de abrir um brinquedo novo no Natal.

Além de estimular a solidariedade, a campanha busca reforçar a importância do consumo consciente e do cuidado com o meio ambiente. A proposta, conforme o Executivo Municipal, une sustentabilidade e solidariedade ao incentivar atitudes que contribuam para o bem-estar das pessoas e do planeta.

A Campanha Natal Solidário conta com o apoio das secretarias municipais e de parceiros da iniciativa privada, além de estar aberta à participação de toda a população.

Para informações sobre a campanha e orientações para doações, o FAC disponibiliza o telefone (67) 2020-1361.

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24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

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