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CAMPO GRANDE

MPMS vai investigar fila gigante de exame que detecta câncer

741 pacientes estão na fila aguardando para fazer o exame

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Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) vai investigar a fila gigantesca de 741 pacientes que precisam fazer o exame de cintilografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de Campo Grande.

O exame previne e detecta doenças graves, como o câncer. Em Campo Grande, três hospitais têm capacidade para ofertar o exame gratuitamente à população: Santa Casa, Hospital do Câncer Drº. Alfredo Abrão e Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.

O órgão instaurou inquérito civil, nesta quarta-feira (5), para averiguar se os hospitais estão ofertando os exames à população, o que é obrigatório para unidades hospitalares habilitadas em Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

De acordo com a promotora de Justiça, Daniella Costa, “a falta/insuficiência de exames de diagnósticos nesse serviço tem ocasionado a demora para o início do tratamento, em prejuízo ao devido tratamento oportuno, integral, adequado e eficaz no âmbito dos serviços públicos da capital”.

O MPMS oficiou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) a prestar explicações e documentos, no prazo de 20 dias, se o Hospital Regional está ofertando os exames de cintilografia; o quantitativo obrigatório realizado pelo hospital nos últimos seis meses; quais providências serão adotadas para que os 741 pacientes que constam na lista de espera possam realizar o exame e se eles foram incluídos no Programa “MS Mais Saúde, Menos Fila”, programa foi anunciado pelo Governo do Estado em 2023 como alternativa para atender à demanda reprimida em diversas especialidades médicas.

Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) também foi oficiada em relação a situação da Santa Casa e do Hospital do Câncer Drº. Alfredo Abrão.

A Promotoria também busca informações sobre o andamento do processo licitatório para credenciamento de novas clínicas especializadas.

A cintilografia é um exame de imagem que usa uma pequena quantidade de radiação para avaliar o funcionamento de órgãos e tecidos do corpo. É um exame da medicina nuclear.

Pode ser usada para avaliar glândula da tireoide, fígado, bexiga, pulmões, trato urinário, ossos, cérebro e vasos sanguíneos.

A preparação para o exame exige jejum ou uso de medicamentos. 

OUTRA INVESTIGAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE

MPMS está investigando e apurando possíveis irregularidades em clínicas de estética/beleza localizadas em Campo Grande.

As clínicas foram autuadas pela Vigilância Sanitária de Campo Grande por infrações sanitárias, como descumprimento de boas práticas sanitárias e armazenamento de produtos vencidos ou não autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica importada.

Os proprietários das empresas foram notificados para apresentarem explicações e documentos.

O objetivo é averiguar se serviços de estética/embelezamento são invasivos e se os profissionais que os realizam estão devidamente habilitados.

Até o momento, serão investigados os estabelecimentos de Iolanda Lídia Negrão, Wellington Henrique Oliveira da Silva Coelho Pinto, Katia Andrade de Jesus, Allegretti Serviços de Estética, Jennifer Pereira Harmonização Facial, Verediana de Alcântara Henrique, Derma Ciclo Saúde e Bem Estar Ltda, Vanessa Silva Magioni, Clínica de Estética Dra Larissa Zatorre Almeida Lugo Ltda, CL Centro de Estética e Comércio Ltda, Adriana Correia de Lima Estética e Saúde Ltda e Vanessa Tatiane Appel.

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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