Cidades

R$ 20 milhões

MPT pede que construtora MRV pague por trabalho análogo à escravidão

O processo está em tramitação na 21ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

FOLHAPRESS

01/09/2015 - 19h20
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O Ministério Público do Trabalho do Rio entrou com ação civil pública contra a construtora MRV Engenharia e Participações onde requer o pagamento de R$ 20 milhões em danos morais coletivos por submeter trabalhadores a condição análoga à escravidão.

O processo está em tramitação na 21ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Nele, o MPT-RJ requer, ainda, o pagamento de R$ 50 mil em dano moral individual a cada vítima.

O MPT entrou com a ação no final de julho, após a construtora ter, segundo o MPT, se recusado a pagar as indenizações por meio de acordo.

Durante uma fiscalização realizada em outubro de 2014, o MPT e o Ministério do Trabalho e Emprego encontraram 118 empregados que trabalhavam em condições análogas à escravidão no canteiro de obras de um complexo de edifícios no município de Macaé.

Segundo nota do MPT, os trabalhadores eram submetidos a condições degradantes nos alojamentos e instalações sanitárias, não tinham registro na carteira de trabalho e cumpriam jornadas acima do limite legal de dez horas.

"A MRV não fornecia instalações sanitárias adequadas aos trabalhadores para satisfazerem as necessidades fisiológicas, como exige a dignidade mínima de ser humano", diz o relatório de fiscalização.

"Quando da primeira visita ao local fizemos registros fotográficos das condições sanitárias, com banheiros sem escoamento de águas servidas, com caimento de piso e sem escoamento (após nossa inspeção foram instalados dutos para escoamento), o que provocava um banho sem salubridade", diz o texto.

Não bastasse o estado generalizado dos sanitários do alojamento central, havia ainda a condição da edificação do refeitório que obrigava a todos a almoçarem sobre um conjunto de sanitários (fossas turcas vizinhos de uma caixa de esgoto a céu aberto).

Do segundo andar do refeitório havia uma comunicação indireta com os sanitários. Um companheiro em momento íntimo, sem qualquer privacidade, teria de realizar suas necessidades fisiológicas sendo facilmente observado. Por óbvio, que o cheiro era insuportável e fazia qualquer um ter repugnância durante as refeições."

Segundo o MPT, os trabalhadores vieram do Nordeste e tiveram que arcar com todos os gastos do processo seletivo, incluindo passagem para Macaé, alojamento e alimentação.

A MRV pagou as verbas rescisórias, tais como salários, férias, décimo terceiro, FGTS, e reembolsou as despesas dos trabalhadores com o processo seletivo e a transferência para o Rio de Janeiro.

Na ação, o MPT pede que a MRV deixe de praticar as irregularidades encontradas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Pede ainda que as empresas que pertencem ao mesmo grupo econômico da MRV, Prime Incorporações e Construções e MRL Engenharia Empreendimentos, arquem com os pagamentos, caso a MRV não o faça.

Os valores relativos ao dano moral coletivo e à multa, em caso de descumprimento dos pedidos, serão destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador ou projetos sociais sem fins lucrativos.

OUTRO LADO

Sobre a fiscalização ocorrida em Macaé em outubro do ano passado, a MRV Engenharia disse em nota que considera que ela se deu fora de padrões do Ministério do Trabalho e Emprego.

"Os auditores do trabalho quanto o procurador do MPT agiram de maneira arbitrária. Os atos praticados naquela ocasião estão sendo questionados perante as autoridades competentes", diz a nota.

Afirma ainda que recusou proposta de acordo no valor de R$ 500.000 feita pelo Dr. Marcelo José da Silva, procurador que participou da fiscalização junto com o MTE, pois considera que não praticou nenhuma irregularidade.

Diz ainda que ainda não foi informada da ação, o que prejudica qualquer manifestação adicional.

"No que tange a eventual ação ajuizada pelo Dr. Marcelo José da Silva, causa surpresa a exorbitância dos valores (discrepantes da proposta que o próprio apresentou a MRV no ano passado), haja vista que os atos da fiscalização ainda poderão ser anulados."

TENTATIVA DE GOLPE

Golpistas tentam aplicar golpe com nome da Agetran

Contato oficial da Agência é feita por Correios, aplicativos oficiais e publicação no Diário Oficial do município

13/04/2026 11h28

Divulgação

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou nessa segunda-feira (13), que golpistas estão utilizando o nome e imagem da instituição para aplicar golpes por meio de mensagens no WhatsApp à população.

O golpe enviava uma mensagem pronta informando à vítima sobre uma falsa notificação administrativa. A Agetran em nota informou que "não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do aplicativo WhatsApp".

E ainda reforçou que todas as notificações oficiais da Agência relacionadas a infrações de trânsito chegam exclusivamente por meio de canais oficiais, sendo eles: correspondência enviada pelos Correios, pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CNH Brasil) e por meio de publicações no Diário Oficial do Município.

Quanto as infrações de mobilidade, como estacionar sobre faixas e ciclovias, dirigir sem atenção, manusear celular, e alta velocidade, por exemplo, são comunicadas também por correspondência enviada pelos Correios, e por equipes de fiscalização devidamente identificadas, além de publicações no Diário Oficial do Município.

A Agetran orienta que em caso de recebimento de mensagens desse modelo, o cidadão:

não realize qualquer tipo de pagamento;
não forneça dados pessoais;
desconsidere o contato realizado e verifique os outros canais oficiais de comunicação do órgão;

Segundo informações, ainda estão sendo investigadas os fatos, possíveis vítimas e responsáveis pela tentativa de golpe. Bem como estão tomando medidas cabíveis pelo uso indevido do nome da instituição.

Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, a sede da Agência Municipal de Transporte e Trânsito fica disponível para esse serviço das 07h30 às 13h, na avenida Gury Marques, 2395, no bairro Universitário.

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DISPUTA POR MANSÃO

Secretaria publica vacância em cargo do fiscal morto por Bernal

Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com vacância se dando pela morte do servidor no último dia 24 de março

13/04/2026 10h57

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Através do Diário Oficial Eletrônico (DOE) de Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) anunciou nesta segunda-feira (13) a vacância para o cargo de fiscal tributário após a morte de Roberto Carlos Mazzini pelas mãos do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. 

Conforme o texto assinado pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, fica declarada a vacância para o cargo de Fiscal Tributário Estadual na Sefaz. 

A resolução aponta que Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com a vacância se dando justamente pela morte do fiscal no último dia 24 de março.

Localizada na Rua Antônio Maria Coelho, número 3242, no Bairro Jardim dos Estados em Campo Grande, uma mansão que acumula dívidas de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) que chegam na casa de R$345 mil, foi palco da morte do fiscal. 

Sobre a mansão, vale destacar que a casa de 680 metros quadrados foi tomada pela Caixa e, após o arremate pelo leilão, estava nessa disputa de posse, sendo que Mazzini mantinha a  tinha a esperança de receber em torno de R$ 850 mil do ex-prefeito a título de aluguel mensal de R$ 24,1 mil retroativo a abril de de 2023, quando o banco tomou a casa de Alcides Bernal. 

Além disso, o valor do IPTU é alto, R$344.923,14, já que essa casa trata-se de uma construção antiga, com área construída localizada em área nobre da Capital, em um terreno de 1,4 mil metros  quadrados.

Para fins de comparação das dimensões dessa mansão, um terreno convencional, de 12 metros por 30, soma um total de 360 metros quadrados. 

Relembre

Como já abordado amplamente pelos noticiários locais, Roberto Carlos Mazzini chegou na residência junto de um chaveiro, identificado como Maurílio da Silva, antes das 13h. 

A morte do fiscal tributário, Roberto Carlos Mazzini, pelas mãos do ex-prefeito da Capital, Alcides Bernal, foi captada pelas câmeras de circuito interno privado que fazem o monitoramento da mansão. Nas mãos da polícia, devem ajudar a esclarecer os fatos na disputa por esse imóvel onde o crime foi registrado. 

Sendo que o portão social foi aberto por volta de 12h56, após conseguirem acesso ao imóvel, Roberto e Maurílio foram rumo à porta de entrada. Alcides Bernal teria chegado na mansão às 13h44.

"Pelas imagens de câmeras fornecidas pela empresa, o senhor Alcides Bernal chegou ao local em seu veículo, desceu do veículo já com uma arma de fogo, foi em direção à vítima, e efetuou dois disparos", cita o texto oficial do boletim de ocorrência. 

Em um primeiro momento, o crime envolvendo o radialista, vereador por dois mandatos e ex-prefeito, foi noticiado como uma recusa de Bernal em entregar o imóvel que em um primeiro pregão ainda em 2023 foi ofertado por R$3,7 milhões, mas ninguém se interessou. 

Posteriormente, a vítima Roberto Carlos Mazzini foi identificada como fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), considerado um dos cargos mais cobiçados do Executivo Estadual, acabou comprando a mansão quando o valor caiu para R$2,4 milhões.

Ainda em 24 de março, o ex-prefeito de Campo Grande justificou que matou a tiros fiscal tributário na tarde desta terça-feira (24), “para se defender”, com a defesa apontando que Bernal inclusive teria acionado os bombeiros e que "não sabia da morte". 

 

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