Cidades

Segurança à Mulher

MS inaugura a 51ª Sala Lilás nesta semana e reforça apoio a vitimas de violência

A inauguração será na quinta-feira (22) em Mundo Novo e fará parte da Delegacia de Polícia Civil do município

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Na próxima quinta-feira (22), será inaugurada em Mundo Novo mais uma Sala Lilás em Mato Grosso do Sul.

Com a instalação, o Estado atinge a marca de 51 Salas Lilás e 12 Delegacias de Atendimento à Mulher (DAMs) distribuídas pelo interior do Estado, mais a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande, que funciona na Casa da Mulher Brasileira. 

A nova unidade funcionará na Delegacia de Polícia Civil da cidade e faz parte de um conjunto de medidas do governo estadual para ampliar o acolhimento humanizado e especializado no combate à violência contra a mulher. 

Desde 2023, foram implantadas 26 novas salas, mais que o dobro das existentes até então. De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antonio Carlos Videira, a inauguração de mais uma estrutura reforça o comprometimento com a proteção das mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência. 

“A expansão das Salas Lilás é um dos pilares da nossa política de segurança pública. São ações que mostram nosso compromisso com uma justiça mais acessível, empática e eficaz para quem mais precisa”, afirmou. 

Para o delegado Alex Junior da Silva, titular da delegacia de Mundo Novo, a unidade no município representa um avanço visível no enfrentamento à violência contra a mulher. 

“Não se trata apenas de uma estrutura física, mas de um espaço planejado para que as vítimas se sintam seguras e acolhidas. A sala também será usada para atendimentos integrados, com a presença de profissionais de diferentes áreas, todos capacitados para prestar o suporte técnico necessário”, disse Alex. 

Salas Lilás

As Salas Lilás são ambientes reservados dentro de delegacias da Polícia Civil onde é prestado atendimento privado e humanizado a vítimas de violência. 

Nelas, é oferecido suporte especializado para o registro de boletins de ocorrência, solicitação de medida protetiva de urgência e requisição de exames periciais, tudo no mesmo ambiente, implantadas com base nos princípios da Lei Maria da Penha (11.340/06) e do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (Lei 8.069/90). 

O atendimento é feito por equipes capacitadas, com escuta e apoio psicológico, reduzindo o risco de novas violências à vítima e o impacto emocional de quem procura ajuda através da Polícia Civil. 

A primeira Sala Lilás de Mato Grosso do Sul foi inaugurada em 2019. Desde então, o projeto vem se consolidando como uma política de Estado, ocorrendo em parceria com a assistência social dos municípios, com técnicos de plantão para acompanhar as vítimas durante os procedimentos na delegacia e no encaminhamento a redes de proteção. 

Para o Delegado-Geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lúcio, essa integração entre os serviços é o que garante o sucesso do projeto. 

“Em situações graves, o delegado aciona um profissional do serviço social, que acompanha a vítima durante todo o atendimento e garante suporte contínuo, inclusive com acesso a abrigos, benefícios sociais e inclusão em programas de capacitação e empregabilidade”, explica. 

Além de Mundo Novo,  Sidrolândia, Bonito, Maracaju, Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Amambai, Iguatemi e outros já contam com unidades em funcionamento.

A expectativa do governo é de que novas inaugurações sejam realizadas até o fim do ano.

CIDADE MORENA

CCZ confirma 4° morcego com raiva em Campo Grande

Quarto caso de morcego infectado pelo vírus em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto

26/03/2026 10h14

Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Executivo Municipal confirmou ainda ontem (25) o quarto morcego positivo para o vírus da raiva em território campo-grandense neste ano, o que segundo o Poder Público reforça que a circulação viral permanece ativa na capital. 

Conforme repassado pela Médica Veterinária do CCZ, Dra. Cristina Pires de Araújo, o quarto caso de morcego infectado em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto, em que a moradora tomou todas as medidas necessárias e isolou o animal antes de ligar para o CCZ. 

"Recolhemos e o animal foi encaminhado para exames laboratoriais onde foi constatada a presença do vírus da raiva. Estou aqui para lembrar a população que, ao encontrar um morcego vivo ou morto, isolem o animal com um pote, balde ou pano e ligue para o CCZ para fazer o recolhimento", complementa a profissional. 

Além disso, esse caso se diferencia dos demais registrados até então, que foram encontrados em andares mais altos, o que reforça que esses animais podem aparecer em todos os tipos de imóveis, por isso é importante seguir algumas recomendações, como por exemplo: 

  • Não toque: nunca manipule o animal ao encontrar morcego em situação atípica (voando baixo, pendurado em locais baixos, dentro de casa ou caído), vivo ou morto. 
     
  • Isole o animal: caso não seja possível cobrir o animal com um balde, isole o cômodo onde ele se encontra para evitar o contato de pessoas e animais da residência.
     
  • Ligue para o CCZ: com o contato imediato, é possível solicitar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
     
  • Vacine-se: importante manter a vacina antirrábica de cães e gatos em dia (anual), para proteger o pet e sua família em caso de contato acidental com algum morcego contaminado. 

"Embora os casos anteriores tenham ocorrido em regiões como o Santa Fé e Vivendas do Bosque, o registro no Jardim Campo Alto demonstra que morcegos positivos podem ser encontrados em qualquer bairro. A prevenção salva vidas", complementa o CCZ em nota.

Como acionar o CCZ

Localizado na Av. Sen. Filinto Müller, número 1601, do bairro Vila Ipiranga em Campo Grande, o CCZ possui alguns canais que são disponibilizados para atendimento ao público, o que inclui um número de WhatsApp voltado somente para o envio de mensagens: (67) 99142-5701, que podem ser enviadas de segunda a sexta, das 7h às 17h. 

Abaixo, você confere também os horários do setor de recolhimento: 

  • Segunda a Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
  • Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
  • Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794

 

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Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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