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MS lidera ranking nacional de maior volume de chuva em 24h

A partir de terça-feira, o calor deve voltar em todas as regiões do Estado e as chuvas podem dar uma trégua

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Desde o último domingo, Mato Grosso do Sul tem sido destaque nacional nos volumes de chuva acumulados. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), nas últimas 24 horas, entre as quatro cidades com mais precipitação, duas eram de MS. 

O município de Ivinhema liderou a lista, com 71,2 milímetros até às 9 horas da manhã desta segunda-feira (17). Amambai apareceu em quarto lugar, com 53,8 milímetros. Nas segunda e terceira colocação, Sete Lagoas (MG) e Florestal (MG) acumularam 63,6 milímetros e 58,2 milímetros, respectivamente. 

Durante o final de semana, Campo Grande apareceu como a capital que mais acumulou volumes de chuva no País, com 31 milímetros entre sábado (15) e domingo (16). Em seguida, aparece Cuiabá, com 9,5 milímetros, e São Paulo, com 5 milímetros. 

A diferença expressiva entre as capitais mostra o impacto das chuvas em Mato Grosso do Sul nos últimos dias em relação às outras capitais e cidades brasileiras. 

Junto com as chuvas nesta segunda-feira, Campo Grande também teve a presença de uma frente fria. Segundo divulgado pelo Inmet, a Capital registrou temperatura de 17,5ºC, com sensação térmica de 8,7ºC. 

Essas condições são esperadas até o final do dia, devido ao transporte de calor e umidade, aliado à atuação de áreas de baixa pressão e à passagem de cavados, o que favorece a formação de chuvas intensas e grandes acumulados. 

Volta do calor

A partir de terça-feira (18), no entanto, a temperatura volta a subir e a chuva deve dar uma trégua no Estado devido à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que mantém o tempo seco. 

Segundo a previsão climática divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), as máximas podem chegar a 37ºC, especialmente nas regiões norte e pantaneira. 

Acompanhado a isso, a umidade relativa do ar também deve cair, variando entre 15% e 40%. Porém, não são descartadas pancadas de chuva, principalmente na região leste do Estado. 

Até a quinta-feira (20), estão previstas mínimas entre 13ºC e 16ºC e máximas até 32ºC nas regiões sul, cone-sul e Grande Dourados. 

Nas regiões pantaneira e sudoeste, as mínimas variam entre 17ºC e 22ºC, e as máximas podem chegar a 37ºC. 

Nas regiões leste, bolsão e norte, as temperaturas podem chegar a 15ºC e máximas até 36ºC. 

Na Capital, são esperadas variações mínimas entre 16ºC e 18ºC e máximas entre 27ºC e 33ºC. 

Eventualmente, podem acontecer rajadas de vento superiores a 50 km/h. 

Imunidade

Com as constantes variações de temperatura, entre frio, calor e umidade variável, manter a imunidade da saúde não é fácil. Em períodos assim, é normal observar sintomas de resfriados e redução da imunidade. 

Por isso, alguns cuidados podem ser tomados para preservar a saúde e manter a imunidade alta, para lidar com o constante "tira casaco, coloca casaco" de Mato Grosso do Sul. 

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.

decreto

Mesmo com decisão para recalcular IPTU, prefeitura altera apenas prazo para pagamento

Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial dá dois dias a mais para contribuinte pagar a segunda parcela, mas mantém o prazo para pagamento à vista

10/02/2026 18h31

Decreto altera apenas data para pagamento, mantendo o valor do tributo

Decreto altera apenas data para pagamento, mantendo o valor do tributo Foto: Divulgação

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Em meio a uma batalha judicial sobre a cobrança do Importo Predial e Territorial Urbado (IPTU), a Prefeitura de Campo grande publicou decreto com a prorrogação do prazo de vencimento da segunda parcela do imposto, que terminaria nesta terça-feira (10). O Município não se manifestou, no entanto, sobre decisão que o obriga a recalcular o valor do tributo limitando o reajuste para 5,32%.

O decreto com a prorrogação do prazo de vencimento do IPTU parcelado foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município.

A medida altera exclusivamente a data para pagamento da segunda parcela, cujo vencimento foi prorrogado por dois dias, passando do dia 10 para 12 de fevereiro. As demais parcelas seguem com a data de vencimento inicial previstas no carnê.

A exceção é a primeira parcela, que anteriormente já havia tido o pagamento prorrogado para até o dia 10 de dezembro de 2026.

Com relação ao pagamento do tributo à vista, com desconto de 10%, em parcela única, a data foi mantida para 12 de fevereiro.

Pela manhã, após a Câmara Municipal aprovar a manutençao do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o aumento da taxa do lixo, o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, chegou a comentar que o pagamento da parcela única seria suspenso, mas o decreto mantém a data de vencimento para quinta-feira.

Veja como ficou o novo calendário divulgado pela prefeitura:

À vista

  • Em parcela única - 12 de fevereiro de 2026

Parcelado

  • 1ª parcela - 10 de dezembro de 2026
  • 2ª parcela - 12 de fevereiro de 2026
  • 3ª parcela - 10 de março de 2026
  • 4ª parcela - 10 de abril de 2026
  • 5ª parcela - 11 de maio de 2026
  • 6ª parcela - 10 de junho de 2026
  • 7ª parcela - 10 de julho de 2026
  • 8ª parcela - 10 de agosto de 2026
  • 9ª parcela - 10 de setembro de 2026
  • 10ª parcela - 13 de outubro de 2026
  • 11ª parcela - 10 de novembro de 2026
  • 12ª parcela - 10 de dezembro de 2026

Derrota na Justiça

Conforme reportagem do Correio do Estado, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Dorival Renato Pavan, negou, nesta terça-feira, pedido feito pela Prefeitura de Campo Grande em processo de suspensão de liminar (PSL), ajuizado no dia anterior.

Com a decisão, a prefeitura terá de cumprir determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que limita o reajuste do IPTU no exercício de 2026 a 5,32%, percentual que se refere à correção inflacionária, cujo índice é o IPCA-E.

A prefeitura terá 30 dias para cumprir a medida, tendo que recalcular o tributo para que o aumento limite-se ao percentual inflacionário.

A decisão que obriga o município a recalcular o valor do IPTU cobrado do cidadão tem origem em mandado de segurança ajuizado no mês passado pela Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), assinado pelo seu presidente, Bitto Pereira, e por outros integrantes de comissões e do conselho.

Após quatro anos

Garagem vende carro de promotora, trava transferência e é condenada pela Justiça

Carro pertencia a Mariana Sleiman Gomes, promotora de Justiça de Nioaque

10/02/2026 18h15

Foto: Divulgação

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Promotora de Justiça de Nioaque, Mariana Sleiman Gomes foi obrigada junto à garagem Pizino Motors, regularizar a transferência de um Peugeot 3008 Griffe, comprado por um terceiro, que há quase quatro anos, vive impasse para ter a documentação do veículo em seu nome. A decisão é da 8ª Vara Cível de Campo Grande e foi assinada pelo juiz Mauro Nering Karloh.

Além da obrigação de transferir o veículo, Mariana Sleiman e a concessionária foram condenados a ressarcir o comprador em R$ 264,86, valor referente a multas anteriores à compra do carro, que acabaram sendo pagas por ele.

O caso começou em janeiro de 2022, quando o comprador encontrou o anúncio do veículo no site ShopCar. O carro estava exposto na garagem localizada no bairro Itanhangá Park. 

Após test drive e negociação, o valor foi fechado em R$ 180 mil. O pagamento foi feito conforme contrato, com entrada no cartão de crédito e transferências bancárias, quitando o valor total em menos de uma semana. O comprador saiu da loja com o veículo, cópia do documento digital e seguro ativo.

Impasse

O problema começou quando chegou o momento de transferir o carro, após a garagem apresentar justificativas sucessivas para não entregar a autorização de transferência.Foi então que descobriu que o veículo não estava em nome do dono da loja, mas sim de Mariana Sleiman.

Inicialmente, ela chegou a concordar com a transferência e até enviou uma imagem do documento preenchido, contudo, semanas depois, voltou atrás, alegando que não havia recebido o pagamento integral da garagem que intermediou a venda.

Segundo ela, o veículo havia sido vendido de forma parcelada ao proprietário da loja, que não cumpriu o acordo financeiro. Mesmo assim, a Justiça entendeu que o comprador final agiu de boa-fé, pagou o valor integral, adquiriu o carro em uma loja regular e não poderia ser penalizado por um "conflito comercial" entre vendedor e intermediário, neste caso a concessionária.

Na sentença, o juiz destacou que o comprador tomou todas as cautelas esperadas, comprando o veículo em uma garagem ativa, firmou contrato formal, efetuou os pagamentos corretamente e recebeu o carro por tradição, prática comum no mercado.

O magistrado também ressaltou que eventuais prejuízos da promotora, deveriam ser cobrados da empresa que não cumpriu o acordo com ela e não do comprador final. “Não é razoável transferir ao comprador de boa-fé o risco de uma negociação mal conduzida entre os vendedores”, pontuou a decisão.

Deste modo, garagem e a antiga proprietária devem entregar até o fim deste mês a autorização de transferência do veículo. A decisão cabe recurso. O espaço segue aberto. 

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