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MS registra primeira morte por dengue do ano

Outro óbito segue sob investigação

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Uma mulher de idade entre 70 e 79 anos, residente de Inocência, foi a primeira vítima de dengue do ano em Mato Groso do Sul. Além desta, uma segunda morte segue sendo investigada.

As informações constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, e ainda não há boletim atualizado da dengue da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A pasta foi procurada, mas não forneceu maiores informações a respeito do óbito até o momento de publicação deste material.

Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, o estado já registrou 1.708 casos prováveis da doença em 2025. Inocência, município onde residia a vítima, já teve 52 casos provaveis neste ano.

Em 2024

De janeiro a dezembro do ano passado, Mato Grosso do Sul registrou 16.229 casos confirmados de dengue e 32 óbitos, com uma taxa de letalidade da doença de 0,20%, uma das maiores dos últimos anos.

Dos casos, 724 foram confirmados em Campo Grande, e uma morte.

DENGUE

SINTOMAS

  • Febre alta > 38°;
  • Dor no corpo e articulações;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Mal estar;
  • Falta de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas no corpo.           

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática, apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.

Normalmente, a primeira manifestação da doença é a febre alta, superior a 38º, de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Os sinais de alarme são assim chamados por sinalizarem o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito.

A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

SINAIS DE ALARME

Os sinais de alarme são caracterizados principalmente por:

  • Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal;
  • Sangramento de mucosa;
  • Aumento progressivo do hematócrito.

A fase crítica tem início com o declínio da febre (período de defervescência), entre o 3° e o 7° dia do início de sintomas. Os sinais de alarme, quando presentes, ocorrem nessa fase. A maioria deles é resultante do aumento da permeabilidade capilar. Essa condição marca o início da piora clínica do paciente e sua possível evolução para o choque, por extravasamento plasmático. Sem a identificação e o correto manejo nessa fase, alguns pacientes podem evoluir para as formas graves.

Os casos graves de dengue são caracterizados por sangramento, disfunções de órgãos ou extravasamento de plasma. O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido pelo extravasamento, habitualmente entre o 4º e o 5º dia no intervalo de 3 a 7 dias de doença , sendo geralmente precedido por sinais de alarme.

Mulheres grávidas, crianças e pessoas mais velhas (acima de 60 anos) têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.

Os riscos aumentam quando o indivíduo tem alguma doença crônica, como asma brônquica, diabetes mellitus, anemia falciforme, hipertensão, além de infecções prévias por outros sorotipos.

Busque ajuda!

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

TRANSMISSÃO

O vírus da dengue (DENV) pode ser transmitido ao homem principalmente por via vetorial, pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas, no ciclo urbano humano-vetor-humano. Os relatos de transmissão por via vertical (de mãe para filho durante a gestação) e transfusional são raros.

PREVENÇÃO

Deve-se reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros, sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas/capas/tampas, impedindo a postura de ovos do mosquito Aedes aegypti. Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos devem ser adotadas por viajantes e residentes em áreas de transmissão. A proteção contra picadas de mosquito é necessária principalmente ao longo do dia, pois o Aedes aegypti pica principalmente durante o dia.

Recomenda-se as seguintes medidas de proteção individual:

  • Proteger as áreas do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas;
  • Usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas do corpo. Também pode ser aplicado sobre as roupas. O uso deve seguir as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação. Deve ser observada a existência de registro em órgão competente. Repelentes de insetos contendo DEET, IR3535 ou Icaridina são seguros para uso durante a gravidez, quando usados de acordo com as instruções do fabricante. Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações até 10% de DEET, no máximo 3 vezes ao dia;
  • A utilização de mosquiteiros sobre a cama, uso de telas em portas e janelas e, quando disponível, ar-condicionado.

TRATAMENTO

O tratamento para infecção pelo vírus dengue é baseado principalmente na reposição volêmica adequada, levando-se em consideração o estadiamento da doença (grupos A, B, C e D) segundo os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, assim como no reconhecimento precoce dos sinais de alarme. Para os casos leves com quadro sintomático recomenda-se:

  • Repouso relativo, enquanto durar a febre;
  • Estímulo à ingestão de líquidos;
  • Administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre;
  • Não administração de ácido acetilsalicílico;
  • Recomendação ao paciente para que retorne imediatamente ao serviço de saúde, em caso de sinais de alarme.

Os pacientes que apresentam sinais de alarme ou quadros graves da doença requerem internação para o manejo clínico adequado. Ainda não existe tratamento específico para a doença.

A dengue, na maioria dos casos leves, tem cura espontânea depois de 10 dias.

É importante ficar atento aos sinais e sintomas da doença, principalmente aqueles que demonstram agravamento do quadro, e procurar assistência na unidade de saúde mais próxima.

O indivíduo pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque pode ser infectado com aos quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposto a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, o indivíduo passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico, ficando ainda susceptível aos demais.

Com informações de Ministério da Saúde.

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Violência

Motorista é morto após colisão em frente a conveniência em Campo Grande

Motorista de 40 anos foi morto com tiro no rosto após colisão em frente a conveniência na Avenida dos Cafezais; suspeito fugiu e teve carro depredado por testemunhas

14/06/2026 14h27

Foto: Welyson Lucas

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Uma colisão de trânsito registrada na madrugada deste domingo (14) terminou em homicídio e causou revolta entre frequentadores de uma conveniência no Bairro Macaúbas, localizado entre os bairros Centro-Oeste e Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, foi morto com um tiro no rosto após bater o carro que conduzia na traseira de outro veículo que estava estacionado na Avenida dos Cafezais.

O crime aconteceu em frente à Conveniência Cafezais, conhecida popularmente como "Bar da Morte", estabelecimento que ganhou notoriedade por já ter sido cenário de outros homicídios.

Após o disparo, o autor fugiu do local, enquanto testemunhas, indignadas com a violência do caso, depredaram o veículo deixado por ele na cena do crime.

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, Renato estava no local acompanhado da esposa, Cintia Souza da Silva, de 38 anos. O casal consumia bebidas no estabelecimento quando decidiu deixar a conveniência.

Ao dar partida em um GM Celta, Renato acabou colidindo na traseira de um Ford Versailles que estava estacionado logo à frente. As circunstâncias exatas da batida ainda serão apuradas pelas autoridades.

Segundo relatos de testemunhas, após o impacto, o proprietário do Versailles, identificado como Claudio Barros de Araujo, de 40 anos, desceu do veículo e caminhou até a porta do motorista do Celta. Em seguida, teria sacado uma arma de fogo e efetuado um disparo à queima-roupa.

O tiro atingiu a região do olho esquerdo de Renato. Mesmo ferido, ele ainda tentou sair do automóvel, mas caiu no chão poucos metros depois. Equipes de socorro foram acionadas, porém a vítima não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar constatou o óbito ainda no local.

Após o disparo, o suspeito fugiu antes da chegada das forças de segurança. O Ford Versailles utilizado por ele permaneceu na cena do crime.

Revolta após o crime

A execução provocou indignação entre frequentadores da conveniência e moradores que presenciaram a cena. Revoltadas com a violência e com a aparente banalidade da motivação, diversas pessoas passaram a depredar o veículo deixado pelo suspeito.

Pedras foram arremessadas contra o automóvel, que teve vidros quebrados e sofreu diversos danos antes da chegada das autoridades.

Veículo do suspeito abandonado após o homicídio

Testemunhas relataram que a reação foi motivada pela brutalidade do assassinato, ocorrido logo após uma colisão de pequena proporção.


Carro do suspeito com danos provocados por populares

 

Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram toda a sequência dos acontecimentos e deverão auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Suspeito é procurado

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia. O caso foi registrado como homicídio e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Os investigadores analisam imagens de monitoramento e realizam diligências para localizar Claudio Barros de Araujo, apontado como autor do disparo. Até a publicação desta reportagem, ele não havia sido localizado.

A motivação do homicídio ainda será esclarecida durante a investigação. As primeiras informações apontam que a discussão teve início logo após a colisão entre os veículos, mas as circunstâncias que levaram ao disparo fatal ainda serão apuradas pelas autoridades.

tragédia em SP

Prefeitura de Limeira diz que vai processar governo federal após a morte de jovem em rope jump

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada de uma altura de 40 metros sem corda e o momento foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o salto

14/06/2026 12h30

A jovem de 21 anos foi arremessada sem corda

A jovem de 21 anos foi arremessada sem corda Reprodução

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A prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, afirmou que vai processar o governo federal por omissão pela morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, neste sábado, 13. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada de uma altura de 40 metros sem corda. O momento foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o salto. Três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual - quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco.

Em nota, a gestão municipal diz que vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências de órgãos federais desde o início de 2025. Por meio da Câmara Municipal, o município afirma que encaminhou ofícios cobrando medidas de segurança.

No comunicado, a prefeitura diz que a tragédia "torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão". A prefeitura afirma que garantiu apoio à Polícia Civil no curso das investigações e se solidarizou com os familiares e amigos da vítima.

"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o governo federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", afirmou o prefeito Murilo Félix (Podemos).

Ao Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamentou "a morte trágica de uma jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto".

A secretaria afirmou que a ponte "pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares" e que "a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026".

O órgão ainda afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. O que se sabe sobre o caso

Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, sendo que três permaneceram detidas. A defesa dos presos afirma que eles têm experiência na atividade e que foi a primeira fatalidade em anos de atuação, segundo o Globo.

A corda não foi amarrada em Maria Eduarda. Em vídeos gravados por quem acompanhava o salto e publicados nas redes sociais, é possível ver três homens carregando a jovem. Depois que ela é erguida, um deles permanece atrás, observando, enquanto outros dois continuam por uma estrutura metálica. A corda estava enrolada no chão, atrás deles. Quando Maria Eduarda é arremessada, as pessoas que aguardavam o salto percebem a falta do equipamento e se desesperam.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou parada cardiorrespiratória e óbito no local.

A jovem publicou uma sequência de stories na manhã deste sábado, 13, nos quais mostrou pulseiras de identificação e o local da atividade.

Os instrutores que aparecem nas imagens usam camisas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. As contas no Instagram de ambas não estão mais disponíveis. Juntas, tinham cerca de 100 mil seguidores.

Os saltos, inclusive com crianças, eram registrados e compartilhados nas redes sociais. Em dezembro de 2025, o salto com a Entre Cordas custava R$ 130.

O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antônio de Campos, afirmou ao Estadão que "foi um erro grotesco" e que os instrutores "esqueceram metade da operação". Segundo ele, que conhece e opera comercialmente no local do salto, o protocolo tradicionalmente seguido é de conduzir a pessoa andando pela plataforma para que ela mesma pule.

O rope jumping é um esporte parecido com o bungee jumping. A principal diferença é onde o equipamento é preso - e, consequentemente, o movimento do corpo ao saltar. No bungee jump, a corda presa aos pés produz um "efeito iôiô". Já no rope jump, a pessoa é presa com cordas pela cintura e pelo peitoral, ficando "sentada" durante o salto.

Uma ciclista morreu ao cair da mesma ponte em abril de 2024. Em agosto do ano seguinte, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente no local.

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