Cidades

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

MS tem a quarta maior incidência de Aids no Brasil

MS tem a quarta maior incidência de Aids no Brasil

Rosana Siqueira com Notícias MS

01/12/2010 - 00h01
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Mato Grosso do Sul registrou desde 1984 até dezembro de 2009, 5.329 casos de AIDS, distribuídos nos 78 municípios do Estado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Mato Grosso do Sul representa a quarta maior incidência de Aids do País em comparação aos demais Estados. Em municípios de pequeno porte, poucos casos notificados representam um grande impacto na população. A incidência é calculada pelo número de casos dividido pelo número de pessoas residentes em determinado município e multiplicado por 100 mil habitantes. Desta forma a incidência de casos no Estado é a seguinte:

1º - Rochedo - 44,64 casos para cada 100.000 habitantes

2º - Ribas do Rio Pardo – 29,03/ 100.000 hab.

3º - Figueirão – 29,03/1000.000 hab

4º - Cassilândia – 27,69 / 100.000 hab

5º - Angélica – 26,79 / 100.000 hab

6º - Sidrolândia – 24,24 / 100.000 hab

7º - Mundo Novo – 24,23 / 100.000 hab

8º - Eldorado – 24,16 / 100.000 hab

9º - Campo Grande – 23,57 / 100.000 hab

10º - Corguinho – 22,86/ 100.000 hab

 Por isso hoje, no Dia Mundial de Luta contra Aids, a SES se une à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em grande mobilização que acontece a partir das 8 horas na Praça Ari Coelho.

Na oportunidade estará sendo lançada a campanha do Dia Mundial de Luta contra Aids (01/12), da Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem como público alvo jovens dos sexos masculino e feminino, com faixa etária entre 15 e 24 anos, principalmente nas classes C, D e E. O grupo considerado prioritário segue os moldes da campanha do Ministério da Saúde que tem como objetivo mostrar a proximidade da Aids do universo dos jovens e ainda dar maior visibilidade sobre questões de pessoas vivendo com HIV/Aids, combatendo desta forma o preconceito.

De acordo com a coordenadora do programa estadual DST/Aids e Hepatites Virais, Clarice Souza Pinto, as peças publicitárias da esfera nacional adotarão o titulo: “Uma dessas pessoas tem Aids. E não pode ser quem você pensa. A aids não tem preconceito. Você também não deve ter”. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Saúde adotou nos materiais publicitários o conceito de que a Aids está em qualquer grupo e, independente de ser homem ou mulher, a iniciativa é de usar a camisinha.

A SES elaborou folders educativos com o tema: “Pagode, sertanejo, eletrônica, heave metal. A Aids está em qualquer tribo. Previna-se” (foto aima). O material de acordo com Clarice Souza Pinto está sendo entregue para os municípios do Estado. “Além deste folheto estamos com outdoor nos considerados pontos turísticos e com incidência da doença. Temos spot para rádios que estão circulando até o dia 2 de dezembro, alem de faixas educativas que vamos distribuir nos principais pontos de concentração de pessoas na Capital”, informou.

Os municípios considerados prioritários são: Chapadão do Sul, Bela Vista, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Amambai, Rio Verde Bonito, Costa Rica, Bodoquena, Porto Murtinho, Sonora, Maracaju, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Antonio João, Caarapó e Iguatemi. “Nos cinco primeiros municípios implantamos o serviço aprimorado de DST/Aids com equipe multiprofissional para atender e prestar informações”, explica a coordenadora.

Nas grandes cidades como Dourados, Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas entre outros, a campanha esta sendo feita por meio de recursos vindos do Ministério da Saúde. Nos diversos cartazes da campanha estadual há a ilustração de um jovem com a mensagem: "Quem usa camisinha vive mais feliz". O objetivo é chamar a atenção para a prevenção da doença com recursos como a camisinha, que pode ser encontrada de graça nos postos de saúde. No mesmo material, a SES orienta os Serviços de Atenção Especializada (SAE) como locais mais indicados para informações sobre o HIV eAids.

Epidemiologia da Aids em Mato Grosso do Sul

De acordo com Clarice Souza Pinto, o cenário epidemiológico da Aids tem se modificado ao longo dos anos no Brasil. A epidemia tem apresentado força ao caracterizar sua interiorização, não só no Estado, mas em diversas regiões do Brasil, principalmente na região Sudeste. O total de casos de Aids notificados no Brasil é de 544.846 desde 1980 até junho de 2009.


 

Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

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Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

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