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MS teve mais emendas autorizadas do que estados populosos, como SP e RJ

Proporcionalmente à sua população, Mato Grosso do Sul recebeu R$ 120,05 por pessoa este ano de projetos da bancada

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Mato Grosso do Sul recebeu este ano R$ 330.003.556 milhões do governo federal provenientes de emendas parlamentares da bancada federal do Estado, o valor representaR$ 120,05 por pessoa e, segundo levantamento feito pela Folha de São Paulo, MS recebeu mais do que outras unidades da federação que são muito mais populosas, como São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com o levamentamento da Folha, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação em relação ao valor enviado pela União neste ano, proporcionalmente a sua população, mesmo com apenas dois parlamentares da base do governo federal (Camila Jara e Vander Loubet). 

Conforme o último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul tem 2.757.013 habitantes, o que significa que os R$ 330 milhões liberados dariam R$ 120,05 por pessoa, valor muito superior ao de São Paulo, por exemplo, o estado mais populoso do País ocupa a última posição no ranking. Os R$ 2,45 bilhões de emendas representam apenas R$ 55,09 por pessoa (são 44.411.238 habitantes).

Já no Rio de Janeiro, terceiro maior estado brasileiro, com 16.055.174 pessoas, recebeu R$ 1,29 bilhão, o que significa R$ 80,32 por habitante.

Para o deputado estadual Vander Loubet (PT), que é líder da bancada federal de Mato Grosso do Sul, esses o valor é “reflexo de um equilíbrio que precisa haver no Orçamento da União”.

“São Paulo e os outros grandes estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, não podem ter tudo e ficar com tudo. Eles já levam vantagem na hora de aprovar projetos de interesse de suas localidades, por conta dos tamanhos das bancadas, então entendo que essa questão das emendas faz justiça ao nosso Estado, que só tem 8 deputados e que precisa muito dos investimentos federais para o desenvolvimento, já que não temos o poder industrial e comercial deles”, declarou Vander.

“Aliás, nesse sentido, é importante entender as emendas parlamentares como instrumento de apoio aos estados menores. Do contrário, os grandes estados, as unidades mais ricas da Federação, levariam ainda mais vantagem sobre os estados com menos capacidade de arrecadação”, completou o deputado.

O valor de repasse reflete projetos da Câmara Federal e do Senado, onde Mato Grosso do Sul conta com três parlamentares, Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke (Podemos) e Tereza Cristina (PP).

Segundo o senador Nelsinho Trad, a conquista dos recursos pelos parlamentares de MS tem alguns elementos, entre eles o apoio do governo do Estado com projeto e a presença de Simone Tebet no Ministério do Planejamento e Orçamento.

“Quando a gente conquista um recurso isso é fruto de um tripé. Primeiro vem uma boa proposta para a liberação desses recursos e aí contamos muito com a ajuda do governo do Estado, depois uma equipe boa e antenada com as linhas de crédito dos ministério, e por último vem a atuação dos parlamentares e o prestígio dele. Temos também a ministra Simone Tebet, que nos ajuda bastante”, explicou Trad.

Entre as emendas de bancadas pagas neste ano estão: os R$ 523,4 mil para a reforma e reaparelhamento do Aeroporto de Dourados; a reestruturação dos institutos da rede federal de educação profissionalizante, no valor de R$ 2,4 milhões (R$ 542,2 mil já foram pagos); e R$ 6,6 milhões (R$ 329,4 mil já repassados) para o Instuto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).

Segundo o senador Nelsinho Trad, do total liberado também há os R$ 1,6 milhão usados para recapeamento da Avenida Duque de Caxias, entre o Aeroporto Internacional e o Núcleo Industrial no Bairro Indubrasil.
Conforme o site Siga Brasil, dos R$ 331 milhões liberados para Mato Grosso do Sul, a maior parte foi para projetos do governo do Estado, com R$ 178,1 milhões. O restante foram para prefeituras do Estado, com R$ 152,8 milhões. A maior parte destes recursos, ainda segundo consulta na plataforma, são destinados para obras na saúde e educação.

CAMPEÃO DE EMENDAS

Segundo a Folha de São Paulo, o segundo menor estado do Brasil, o Amapá lidera proporcionalmente o ranking de emendas parlamentares liberadas até o início deste mês.

O governo federal pagou ao estado da região norte R$ 393 milhões em emendas indicadas por deputados federais e senadores, o que dá R$ 535 por habitante.

O estado tem os senadores Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo, e Davi Alcolumbre (União Brasil), que deve voltar à presidência da Casa em 2025.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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