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Saúde

MS vai receber mais de 10 mil doses da vacinas contra o vírus da bronqueolite

O VSR é o responsável por 32% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Estado

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Mato Grosso do Sul vai receber 10.755 doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite.

As doses são provenientes de um investimento de R$ 1,17 bilhão para compra de 1,8 milhão de imunizantes contra o vírus, que deve ser distribuído em lotes para os estados brasileiros na rede pública de saúde. 

O primeiro lote, com 673 mil doses já começa a ser distribuído neste mês, como anunciado nesta terça-feira (25) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

O início da vacinação em gestantes deve ser imediata, a partir da chegada das doses. Com a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante, o imunizante será aplicado a partir da 28ª semana de gestação, para proteção dos bebês menores de seis meses. 

A meta do Governo Federal é imunizar, pelo menos, 80% do público alvo, composto por gestantes e crianças até 6 meses de idade. 

Além das doses previstas para este ano, ainda é esperada a compra de mais 4,2 milhões até o ano de 2027. 

A vacina não era ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até agora e só foi possível a partir da assinatura de um acordo envolvendo o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que garantiu a transferência de tecnologia do imunizante no Brasil. 

Assim, o país passa a fabricar a vacina e oferecê-la de forma gratuita à população pelo SUS, ao passo que na rede particular, pode chegar a R$ 1,5 mil. 

“O Ministério da Saúde fez uma grande transferência de tecnologia de uma empresa internacional para garantir a oferta dessa vacina, que será totalmente nacionalizada no SUS por meio do Instituto Butantan. A campanha de vacinação começa já em dezembro. Todas as gestantes, a partir da 28ª semana, serão chamadas para receber o imunizante, garantindo proteção ao bebê ainda durante a gravidez”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

VSR

O Vírus Sincicial Respiratório é o responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos em todo o Brasil. 

Até o mês de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Em Mato Grosso do Sul, foram 1.991 casos da Síndrome causada pelo Vírus, 33,2% de todos os casos de SRAG. 

No Estado, 52,37% dos casos de SRAG foram registrados em crianças de zero a nove anos de idade, mesma faixa etária que corresponde a 9,4% dos óbitos pela Síndrome. 

Mato Grosso do Sul passou boa parte do primeiro semestre de 2025 em estado de alerta e alto risco para incidência da SRAG de acordo com vários boletins da Fiocruz, sendo freado, principalmente, pelas campanhas de vacinação contra a Influenza, que colocaram o Estado em destaque na cobertura vacinal do País. 

A complicação da situação se dá porque não existe nenhum tratamento específico para a bronquiolite, já que a doença é decorrente de uma infecção viral.

Assim, o que é possível é apenas o tratamento dos sintomas, que incluem terapia de suporte, suplementação de oxigênio quando necessário, hidratação e o uso dos broncodilatadores, para dilatação das vias aéreas do pulmão. 

Vacinação 

O grupo prioritário para receber a vacina são todas as gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição para a idade da mãe e a recomendação é que seja tomada uma dose única a cada nova gestação. 

A eficácia da estratégia foi comprovada a partir de estudos clínicos, que mostraram que a vacinação materna tem uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos recém-nascidos até 90 dias após o seu nascimento. 
 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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