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tragédia

Muito abalada, viúva de Eduardo Campos proíbe que TVs sejam ligadas em casa

Muito abalada, viúva de Eduardo Campos proíbe que TVs sejam ligadas em casa

correio24horas

15/08/2014 - 12h45
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Em meio ao caos de uma tragédia, “Dona Renata”, viúva de Eduardo Campos, quase não fala. As poucas palavras traduzem o sofrimento pelo qual a família passa: “Eu penso que é um pesadelo”, disse à secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, amiga íntima da família.

Junto com os cinco filhos e familiares, Renata Campos não quis ir a São Paulo acompanhar as buscas pelos corpos das sete vítimas do acidente com o Cessna Citation que caiu na manhã de quarta-feira, em Santos. A viúva pediu que todas as TVs da casa fossem desligadas. Amigos atestam sua serenidade em meio à dor, inclusive amamentando Miguel, caçula de sete meses.

Ao primo Joaquim Pinheiro, filho mais velho de Eduardo, João Campos, 20 anos, desabafou. “Perdi um pai e um líder, mas tem que se dar um jeito para que a bandeira dele não caia porque os ideais dele são o futuro do Brasil”.  

O jovem é filiado ao PSB e cogitou se candidatar a deputado estadual neste ano. Mas o próprio pai o aconselhou a primeiro  terminar os estudos para depois decidir se seguia ou não a carreira política. João teria dito a Joaquim que deverá entrar para a política. 

Segundo Pinheiro, João e a família vivem um clima de perplexidade, ainda sem entender o que aconteceu. “A família está procurando um ajudar aos outros para não perder o chão”, disse. 

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que tem atuado como porta-voz da família do ex-governador Eduardo Campos (PSB), deixou a residência às 2h e retornou às 6h de ontem. “A família está muito abalada e este é um momento de estar próximo”, disse, ao reforçar não ser o momento ainda de discutir política. 

longa noite Segundo o presidente do PSB pernambucano, Sileno Guedes, a primeira noite da família de Campos foi “muito longa e inacreditável”. “É um momento muito duro para todos nós, especialmente para a família, que vive um momento que jamais esperava”, disse.

Ex-motorista do ex-governador Miguel Arraes (PSB), que morreu há nove anos, no mesmo dia da morte do neto, 13 de agosto, Everaldo Procópio, 61, estava inconsolável. “Perdi o meu amigo, perdi um cabra que me adotou como filho, a quem devo tudo que tenho”, disse ele, que conheceu Campos no final década de 1980, quando Arraes voltou do exílio na Argélia. 

A família está procurando um ajudar aos outros para não perder o chão

A jornalista Cecília Ramos, viúva do assessor de imprensa Carlos Percol, que estava no mesmo avião que Eduardo Campos com mais cinco pessoas (ver boxe na página ao lado), se encontrou ontem com Renata para uma cerimônia religiosa na casa do ex-governador, em Recife. 

A viúva de Percol foi cumprimentada por políticos e amigos da família Campos e chorava muito. Os dois se casaram há quatro meses. Ela havia se mudado para São Paulo há cerca de dez dias e, assim como o marido, trabalhava na campanha de Eduardo Campos.

Em uma entrevista emocionante, Cecilia deu a informação que o velório será no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Ela contou que o marido vivia os momentos mais felizes da vida dele, estava fazendo o que gostava, e que junto com Campos formavam uma dupla incansável, com muita confiança na conquista dos projetos. 

“Mesmo assim não dormi um dia com o meu marido. A gente ia tentar se ver ontem”, disse. Segundo Cecilia, Percol estava muito feliz e não via nem ele nem Eduardo reclamarem de cansaço. “A missão era esta e eles estavam dispostos a cumprir. Foi a melhor pessoa que conheci na vida. Não havia tempo ruim para eles”, afirmou. “O que aconteceu mostra que a gente se comprometa para fazer o bem. Meu conforto é que ele estava tão feliz”.

abalada A ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa de Eduardo Campos, permanece em casa em luto ao lado de familiares. Segundo Pedro Ivo, integrante da Rede Sustentabilidade, amigo de Marina e coordenador das iniciativas de “mobilização” da campanha, Marina está acompanhada de duas filhas em sua residência, na Zona Sul de São Paulo, e não tem planos de deixar o local ao menos por hoje.

A filha de Marina Silva, Mayara Lima, relatou o sentimento de tristeza após a morte do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. “Não é um momento fácil para a minha mãe e toda a equipe, mas ela tenta se manter forte”, escreveu, em mensagem no Facebook.

homenagem Militantes da Juventude do PSB de São Paulo estão se reunindo nas ruas próximas ao local do acidente que matou o candidato do partido à Presidência, Eduardo Campos, com o objetivo de homenagear não apenas Campos, mas também as demais vítimas.

Festa

Investimento do governo de MS no carnaval de Campo Grande chega perto de R$ 2,6 milhões

São esperados mais de 100 mil foliões na Capital

01/02/2026 08h15

Carnaval deve movimentar R$ 25 milhões em Campo Grande

Carnaval deve movimentar R$ 25 milhões em Campo Grande Divulgação / Governo de MS

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O Governo de Mato Grosso do Sul destinou cerca de R$ 2,6 milhões à Liga das Escolas de Samba para o carnaval de Campo Grande de 2026. O valor é o dobro do que foi investido no ano passado. 

Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o valor é uma estratégia para ampliar o alcance do Carnaval como instrumento de abastecimento da economia e criação de renda. 

"É um investimento que a gente considera significativo, uma evolução muito grande, principalmente considerando o retorno que isso deu em termos de fomento. Então, é um orgulho muito grande a gente ter tido esse aporte, que com a certeza terá retorno tanto na valorização da nossa cultura como na questão da geração de renda para a nossa população", frisou. 

O aporte garante uma estrutura de grande porte para o evento na Capital, com palcos, iluminação, som, serviços de apoio e logística, além de melhorias nas condições para artistas, trabalhadores e entidades carnavalescas. 

Com uma estimativa de público de 100 mil foliões, o impacto econômico deve ser sentido em diversos setores, como o comércio, hotelaria, alimentação e transporte, devendo movimentar R$ 25 milhões na economia. 

Nessa época já existe um fluxo turístico para Campo Grande, de pessoas do interior, de outros estados, pois o nosso Carnaval já se tornou referência. Então é muito importante que a gente una essas forças tanto nas escolas de samba como dos blocos de Carnaval", comentou o diretor-presidente da Fundação de Cultura do Estado, Eduardo Mendes.

Em Campo Grande, o Carnaval terá três pontos de festa: a Esplanada Ferroviária, dos dias 14 a 17 de fevereiro, entre 15h e 23h; a Praça do Papa, com desfiles nos dias 16 e 17 de fevereiro, às 19h; e na Praça Aquidauana, além, é claro, dos bloquinhos de rua. 

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Polícia Militar (PMMS) estão responsáveis pela segurança do local, com 180 policiais por noite. A organização do trânsito e fechamento das ruas necessárias estão por conta do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). 

Haverá apoio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que prestarão socorro a quem precisar no local. 

Confira a programação do Carnaval de rua em Campo Grande:

7 de fevereiro

  • 9h - Bloco As Depravadas – Bar do Zé (Barão do Rio Branco, 1213)
  • 15h - Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Arena do Horto Florestal (Av. Fábio Zahran, 316)
  • 16h - Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (Rua Aquidauana, 28)

8 de fevereiro

  • 15h - Farofa com Dendê – Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco de Laricas - Orla Ferroviária, Avenida Noroeste

12 de fevereiro

  • 20h - Bloco Evoé Baco - Rua Antônio Maria Coelho, com 14 de julho

13 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 16h - Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103)
  • 16h - Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91)

14 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 9h às 14h - Bloco Acorda o Galo - Morada dos Bais

15 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária

16 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária
  • 15h - Cia Barra de Saia - Orla Morena (voltado para mulheres, mães e crianças)
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 16h - Bloco Subaquera – Rua Abdala Roderbourg, 692, Vila Margarida

17 de fevereiro

  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

PARECER FAVORÁVEL

Campo Grande: Ministério Público apoia ação da OAB-MS contra aumento do IPTU

Promotora de Justiça deu parecer favorável à mandado de segurança da OAB-MS para suspender as cobranças excessivas, decorrentes do aumento na taxa do lixo e do fim do desconto de 20% no IPTU

31/01/2026 19h50

MPMS e OAB entendem que houve majoração indireta do IPTU, devido a redução do desconto para pagamento à vista e também por não respeitar o prazo de 90 dias

MPMS e OAB entendem que houve majoração indireta do IPTU, devido a redução do desconto para pagamento à vista e também por não respeitar o prazo de 90 dias Foto: MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul(MPMS), por meio da promotora de justiça Paula da Silva Volpe, manifestou-se de forma favorável à concessão da medida liminar solicitada pela Seccional da Ordem de Advogados do Brasil em MS (OAB/MS) contra o aumento da cobrança no carnê do IPTU em 2026 pela prefeitura de Campo Grande.

A promotora de Justiça não acolheu os argumentos da prefeitura de Campo Grande apresentados no mandado de segurança ajuizado pela OAB-MS no início do mês de janeiro, deu parecer favorável aos pedidos feitos pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul para a retomada do desconto de 20% na cobrança do IPTU, e para que o município limite o reajuste no tributo à correção inflacionária do ano passado, de 5,32%. 

A OAB-MS, na ação assinada por seu presidente, Bitto Pereira, busca suspender o que considera uma alta abusiva e ilegal do imposto.  Apesar do apoio do MPMS, ainda não foi tomada nenhuma decisão pelo Judiciário.

MPMS e OAB entendem que houve majoração indireta do IPTU, devido a redução do desconto para pagamento à vista e também por não respeitar o prazo de 90 diasPresidente da OAB-MS, Bitto Pereira

A OAB-MS sustenta que houve majoração indireta do IPTU, devido a redução do desconto para pagamento à vista e também por não respeitar o prazo de 90 dias. Além disso, alega que a alteração da carga tributária esteve sob o rótulo de mera atualização monetária.

Outro ponto que o órgão contesta é o estudo técnico do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI), usado como base para mudar imóveis de categoria sem formalização normativa e sem publicidade adequada.

O Ministério Público observa que, apesar de alguns imóveis não terem sofrido alterações na identidade, houve elevação substancial na cobrança do IPTU, decorrente da alteração da alíquota aplicada, que passou de 1,5% para 3,5%, ocasionando aumento real da carga tributária, sem respaldo em lei formal específica e sem observância das limitações constitucionais ao poder de tributar. 

O órgão ministerial também aponta que o Decreto Municipal nº 16.422/2025 anunciou a adoção do índice IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), no percentual de 5,32%, como parâmetro de atualização monetária, porém introduziu critérios administrativos adicionais e a aplicação destes extrapolou a simples recomposição inflacionária.

Tal manobra do município resultou na prática, em majorações substanciais e assimétricas do tributo, configurando aumento indireto da carga tributária por meio de ato infralegal, em violação ao princípio da legalidade estrita em matéria tributária. 

Município

Em manifestação ao pedido da liminar, o Município de Campo Grande argumentou que a OAB-MS não teria legitimidade ativa para requerir o mandado de segurança coletivo, e que deveria restringir-se exclusivamente a seus membros ou inscritos.

Sustentou, ainda, a inexistência da probabilidade do direito invocado, a autoridade do Poder Executivo para a fixação dos percentuais de desconto do IPTU, a legalidade, publicidade e motivação do PSEI, bem como a inexistência de majoração de alíquota, defendendo tratar-se de mera atualização monetária da base de cálculo. 

Por fim, o Município diz que a medida pretendida tem ausência de perigo de dano da medida pretendida, alegando que os contribuintes têm a possibilidade de impugnar os lançamentos que entenderem indevidos pela via administrativa municipal.

Análise do MPMS

A Promotora de Justiça Paula da Silva Volpe entende que a OAB-MS tem, sim, o dever institucional de defender a ordem jurídica e que o caso trata de efeitos concretos (cobrança imediata), e não de lei abstrata.

Alega que a controvérsia instaurada não se refere a casos individualizados de contribuintes determinados, mas a atos normativos e administrativos de efeitos gerais, que incidem de forma uniforme e impessoal sobre todos os lançamentos do IPTU de 2026.

O parecer destaca que o Município promoveu um "aumento real" disfarçado de atualização. Citou o exemplo de um imóvel cujos dados físicos não mudaram, mas o imposto saltou de R$ 425,37 para R$ 1.118,15 devido ao novo enquadramento.

Sobre o não cumprimento do prazo de 90 dias, o MPMS diz que considerando que o fato gerador do IPTU ocorre em 1 de janeiro de 2026, a incidência válida da norma para promover o aumento do tributo dentro do prazo mínimo, a publicação da lei deveria ser até 3 de outubro de 2025.

Contudo, a Lei Complementar Municipal nº 550/2025 foi publicada apenas em 27 de outubro de 2025, com produção de efeitos antecipada para 5 de novembro, razão pela qual não se consumou o lapso temporal constitucionalmente exigido, o que viola ao princípio da anterioridade nonagesimal.

Já em relação ao perigo de dano que a Prefeitura alega, o MPMS evidencia-se na exigibilidade imediata do tributo em valores potencialmente ilegais, com impacto financeiro direto e generalizado sobre os contribuintes, apto a gerar prejuízos de difícil ou incerta reparação, sobretudo diante da natureza alimentar do orçamento familiar e da multiplicidade de situações atingidas.

Medida não é irreversível

Por fim, a Promotora Paula Volpe sustenta que não há risco de irreversibilidade da medida, uma vez que a eventual suspensão dos efeitos do lançamento ou do regime de cobrança impugnado possui caráter provisório e reversível, sendo plenamente possível o restabelecimento da exigência tributária caso sobrevenha decisão final favorável ao Município, não se tratando, demais, de hipótese de liberação definitiva de valores ou de esvaziamento da competência arrecadatória do ente municipal.

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