Cidades

Campo grande

Atropelamento de animal volta a provocar acidente grave no anel viário

Tatiane Gonçalves Medeiros, de 33 anos, morreu atropelada por caminhão após atingir uma capivara na BR-262

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Tatiane Gonçalves Medeiros, de 33 anos, morreu em acidente de moto, na noite desta quinta-feira (11), no KM-352 da BR-262, nas proximidades do Posto Taurus, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, Tatiane trafegava de moto pela BR-262, quando colidiu contra uma capivara, que invadiu a pista repentinamente.

Após a colisão, a vítima se desequilibrou e caiu no asfalto. Em seguida, foi atropelada por um caminhão - conduzido por seu marido - que vinha logo Atrás. Ela morreu na hora. O atropelamento não foi proposital.

Capacete de Tatiane, após o acidente. Foto: Marcelo Victor

O condutor não teria conseguido frear a tempo, passando com o caminhão sobre a motocicleta e sobre Tatiane, que veio a óbito no local. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo. Ele é marido de Tatiane e atropelou sua própria esposa sem intenção.

Com o impacto, a capivara foi lançada para o canteiro da pista e também morreu.

Após o acidente, a motocicleta deslocou-se lateralmente e atingiu a lateral esquerda (lado do motorista) do caminhão da Solurb, que trafegava no sentido contrário.

Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, socorrer os envolvidos, recolher os vestígios do acidente, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

Em 12 de junho de 2024, uma carreta tombou no anel viário após atropelar um tamanduá. O motorista, de 40 anos, não teve ferimentos graves e foi encaminhado ao hospital para atendimento médico.

Ambos acidentes aconteceram em uma rodovia em que há vegetação nativa no entorno, o que propicia o aparecimento de animais.

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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