Cidades

OPERAÇÃO CONTENÇÃO

Mulher é presa em Campo Grande durante operação contra o CV

Mandados cumpridos pela Denar em MS integram ofensiva interestadual da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra esquema que teria movimentado R$ 453 milhões em quatro anos

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, nesta sexta-feira (29), um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão em Campo Grande durante apoio à “Operação Contenção”, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o esquema financeiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A ação em Mato Grosso do Sul foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). A investigada, identificada pelas iniciais B.P.M.F., de 33 anos, é suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro e teve desdobramentos também nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Maranhão.

Conforme as investigações, o grupo utilizava empresas de reciclagem e comércio de sucatas para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas, especialmente na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), área considerada estratégica para atuação da facção.

As equipes apontam que o esquema incluía empresas de fachada, emissão de notas fiscais fraudulentas, contas bancárias de terceiros e intensa movimentação financeira entre empresas para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.

Segundo informações divulgadas pela imprensa do Rio de Janeiro, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 453 milhões em um período de quatro anos. A operação também mira integrantes apontados como responsáveis pela administração financeira do grupo.

Entre os alvos da ofensiva está Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. Ele não foi localizado e segue foragido. A esposa dele, Raquel Neves dos Santos Mendonça, foi presa durante o cumprimento dos mandados.

Outro investigado é Alex Sandro Ferreira de Araújo, conhecido como “Tek”, apontado pela polícia como responsável pela gestão financeira da facção. Ele também não foi encontrado.

As apurações foram conduzidas com base em relatórios de inteligência financeira, quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, além do cruzamento de dados patrimoniais.

De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva tem como principal objetivo desarticular a estrutura econômica que sustenta o tráfico de drogas e enfraquecer financeiramente o Comando Vermelho.

A Denar disponibiliza os telefones (67) 99995-6105, via WhatsApp, e (67) 3345-0000 para denúncias anônimas.

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MATO GROSSO DO SUL

OAB/MS realiza votação para definir nomes ao cargo de desembargador

Advogados inscritos apresentaram propostas e passaram por sabatina nesta sexta-feira, em Campo Grande; relação com seis nomes será encaminhada ao Tribunal de Justiça para continuidade do processo de escolha do novo desembargador

29/05/2026 11h10

Conselheiros estaduais e membros vitalícios da OAB/MS participam, nesta sexta-feira, da votação que definirá a lista sêxtupla para vaga de desembargador do TJMS

Conselheiros estaduais e membros vitalícios da OAB/MS participam, nesta sexta-feira, da votação que definirá a lista sêxtupla para vaga de desembargador do TJMS Marcelo Victor

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) realiza nesta sexta-feira (29), em Campo Grande, a votação que definirá a lista sêxtupla para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pelo Quinto Constitucional. Pela manhã, os candidatos inscritos participaram de apresentação pública e sabatina antes do início da escolha, feita por conselheiros estaduais e membros vitalícios da entidade.

A vaga foi aberta após a exoneração do desembargador Ary Raghiant Neto, que deixou o cargo pouco mais de três anos após assumir a cadeira para retornar à advocacia. Ele havia sido nomeado em 2022 pelo então governador Reinaldo Azambuja (PL), também por meio do Quinto Constitucional.

Ao todo, nove candidaturas foram homologadas pela OAB/MS. Conforme as regras do edital, a lista será composta por três homens e três mulheres. Após a definição da lista sêxtupla, os nomes serão encaminhados ao Tribunal de Justiça, responsável por reduzir a relação para uma lista tríplice. A escolha final caberá ao governador Eduardo Riedel (PP).

O Quinto Constitucional é um mecanismo previsto no artigo 94 da Constituição Federal que reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para integrantes da advocacia e do Ministério Público, com o objetivo de ampliar a representatividade na composição do Judiciário.

Entre os candidatos está a ex-procuradora-geral do Estado Ana Carolina Ali Garcia, que deixou o comando da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) em abril para disputar a vaga. Especialista em Direito Tributário pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários), ela também possui MBA em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Também disputa a vaga Regina Iara Ayub Bezerra, advogada com atuação nas áreas empresarial, tributária e administrativa. Outro nome na disputa é Augusto Cesar Guerra Vieira, advogado com atuação de assessor de desembargador no Tribunal de Justiça e fundador do escritório Vieira e Guerra Advogados.

Na área criminal, José Roberto Rodrigues da Rosa atua como advogado e psicólogo, com pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal. Já José Eduardo Chemin Cury é sócio do escritório Pradebon, Cury & Luna Advogados Associados e possui especialização em Direito Administrativo, Constitucional e Eleitoral.

A lista de inscritos ainda reúne Silmara Salamaia Gonçalves, presidente da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS no triênio 2025-2027; Ewerton Araújo de Brito, advogado e professor de Processo Penal e prática penal na Unigran, além de ex-presidente da 4ª Subseção da OAB em Dourados e Itaporã; Mário Augusto Garcia Azuaga, que atua em diversas áreas do Direito em municípios do interior do Estado; e Maristela Fernandes Del Picchia, advogada com atuação em Mato Grosso do Sul.

Até a publicação desta matéria, o resultado oficial da votação ainda não havia sido divulgado pela OAB/MS.

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OPERAÇÃO JANUS

PMs ligados ao narcotráfico são transferidos para presídio em Campo Grande

O 2º sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira são acusados de prestarem serviços de agiotagem e proteção a traficantes

29/05/2026 10h50

Operação do Gaeco cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar

Operação do Gaeco cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar

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Os policiais militares de Ribas do Rio Pardo presos na Operação Janus, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram transferidos para o Presídio Militar Estadual (PME), em Campo Grande. A transferência foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira 929). Eles são acusados de prestarem serviço a narcotraficantes e também atuarem na agiotagem. 

Três dos quatro presos na operação de ontem (28) tiveram seus nomes divulgados na publicação. São eles: o 2º sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira.

Na publicação, consta que a transferência foi "por inconveniência da permanência na OPM (Organização Policial Militar)". Eles pertenciam a 13ª Companhia Independente da PM (CIPM), de Ribas do Rio Pardo.

Operação

A Operação Janus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), tem o objetivo de desmantelar crimes praticados por policiais militares em atuação perante a 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, que atua na cidade que desde 2021 e recebeu milhares de novos moradores em decorrência da instalação da fábrica de celulose da Suzano, ativada em julho de 2024. 

Segundo o MPMS, a investigação começou nos primeiros meses de 2025, a partir de denúncias apresentadas à promotoria revelando que policiais militares, então lotados na referida cidade, associaram-se a traficantes locais para o fim de praticar o comércio ilícito de entorpecentes.

O trabalho investigativo, que se estendeu por 14 meses, demonstrou que os agentes públicos protegiam os criminosos com os quais firmavam parceria, permitindo que comercializassem drogas livremente e até chegavam a usar violência contra inimigos desses traficantes parceiros.

Além disso, forneciam drogas para que esses comparsas revendessem, com posterior repasse de lucros, sendo que algumas dessas substâncias eram desviadas de apreensões realizadas em flagrante, inclusive após informações repassadas pelos próprios “sócios” deste comércio ilegal. 

Também restou apurado que alguns dos policiais militares investigados atuavam na prática ilícita da agiotagem e na cobrança de dívidas entre terceiros, quando eram contratados para empregar ameaças contra os devedores, valendo-se, evidentemente, da condição de servidores da segurança pública.

A operação cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Todos os mandados foram cumpridos com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado.

O nome da operação faz referência ao deus romano de duas faces – Janus – e simboliza a inversão de papéis verificada na investigação, em que policiais ostentam a importante representação estatal pela frente, mas agem de forma criminosa nos bastidores.

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