Cidades

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Mulher vive terror após ex-namorado invadir sua casa e sequestrá-la em Dourados

O suspeito cometeu o crime, pois suspeitava de traição quando estavam juntos

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Na tarde desta terça-feira (14), a Guarda Municipal de Dourados (GMD) deslocou até o bairro Residencial Bonanza para averiguar uma situação onde uma mãe relatou que recebeu ligação da sua filha pedindo socorro, pois seu ex-namorado estaria dentro da sua casa. O rapaz foi identificado como Giovane Henrique Rodrigues Matozo 

A mãe disse que quando chegou na sua casa, o suspeito já havia deixado o local levando a sua filha. A denunciante tentou lgiar para a vítima, que não atendeu, mas em um determinado momento, teve uma resposta por mensagem do WhatsApp dizendo: " OII MÃE", às 08:42 e não obteve mais contato.

Às 10 horas a guarnição recebeu uma mensagem da mãe da vítima informando o endereço onde sua filha estaria pedindo socorro e ajuda novamente. A equipe deslocou até o bairro Dioclecio Artuzi, na Rua Professor Ronaldo, onde encontrou a mulher acompanhada tia de Geovane. 

Invasão e sequestro

De acordo com a ocorrência registrada pelos policiais, a vítima relatou que, no momento da invasão, estava sozinha, dormindo em seu quarto por volta das 8h, quando acordou ao ouvir o portão abrindo e do lado de fora estava seu ex-namorado chamando por seu nome.

Como a vítima não respondeu ao chamado, o homem começou a forçar as janelas da casa para abrir, conseguindo abrir a do quarto da vítima. Após isso, a mulher conseguiu se trancar no banheiro e pedir socorro por telefone para sua mãe. 

O acusado arrombou a porta do banheiro e retirou de suas mãos o celular. Em seguida, arrastou a mulher para fora da casa. Em todo momento o autor dizia "agora você vai junto comigo", conseguindo jogar a vítima para dentro do carro, com roupas íntimas que estava dormindo e sair do local. 

Segundo relatos da vítima, Geovane dirigiu pela BR-463 sentido oeste/leste até ao bairro Greenvile, próximo a uma mata e pediu para ela descer do veículo. Os dois permaneceram neste local por aproximadamente 40 minutos, onde o homem acusava a mulher de traição e não aceitava o fim do relacionamento que ocorreu há uns 15 dias depois de uma discussão. 

Geovane vasculhava o celular da vítima procurando mensagens ou indícios de traição. Também foi neste momento que o autor mandou mensagem para a mãe da vítima, se passando como a filha. 

Segundo a vítima, na área de mata, o acusado tentou enforcá-la pressionando sua cabeça contra o encosto do banco do veículo, causando lesões no pescoço e cabeça lado direito. Ela disse que no momento que estava com o acusado, pensou que iria ser morta, pois ele estava muito agressivo e violento. 

Após GEOVANE receber uma ligação de sua irmã, ele saiu com a vítima do local e deixou-a na casa da tia dele, onde a mulher foi encontrada pelas autoridades. 

O acusado deixou a vítima, sem roupas apropriadas, em frente a residência e fugiu. Diante dos fatos e relatos, a vítima foi conduzida pela equipe da GMD até a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), com lesões nos dois lados do pescoço e no lado direito da cabeça.

A mulher solicitou medidas protetivas de urgência para se manter sem nenhum tipo de contato e aproximação com autor.

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CAMPO GRANDE

Assassino de agente penitenciário é morto pelo Choque em Campo Grande

Homem também era apontado como receptador e investigado por crimes graves; execução de agente penitenciário aconteceu em 2015 em frente a Casa do Albergado

20/06/2026 11h30

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande Divulgação

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Um homem de 45 anos morreu após ser baleado por policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) durante uma abordagem na noite desta sexta-feira (19), na Vila São Conrado, em Campo Grande. Identificado como Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como “Buguinho”, ele era procurado por equipes que realizavam patrulhamento em busca de uma motocicleta vermelha utilizada no roubo de um iPhone.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais avistaram um veículo com as mesmas características trafegando na contramão e iniciaram a abordagem. Ao perceber a aproximação da viatura, Marcelo parou a motocicleta e desembarcou.

Ainda segundo o registro policial, ele desobedeceu às ordens da equipe e, em determinado momento, tentou sacar uma arma que carregava na cintura. Diante da situação, o comandante da guarnição efetuou cerca de quatro disparos contra o suspeito.

Marcelo foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por ele era produto de furto registrado no dia anterior.

Segundo informações da polícia, Marcelo possuía extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, receptação, porte irregular de arma de fogo, furtos e evasão de custódia, entre outros delitos.

Além disso, ele estava entre os investigados pela execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, assassinado em fevereiro de 2015 em frente à antiga Casa do Albergado, em Campo Grande. À época, as investigações apontaram Marcelo como mentor da ação, motivada por desavenças com agentes penitenciários.

Letalidade policial volta ao nível de 2023

Esta foi, conforme acompanhamento da imprensa, a 61ª morte do ano em decorrência de intervenção policial em Mato Grosso do Sul. Com mais este caso, a letalidade policial volta a registrar em 2026 praticamente o mesmo ritmo observado em 2023, ano que fechou com recorde histórico de 131 mortes decorrentes de ações das forças de segurança no Estado.

Com mais este caso, a letalidade policial, que vinha apresentando redução nos dois últimos anos, voltou a operar em um ritmo semelhante ao registrado em 2023, quando o Estado alcançou o maior número de mortes por "intervenção legal de agente do Estado" desde o início da série histórica disponível. 

Naquele ano, primeiro da gestão do governador Eduardo Riedel e do então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, foram contabilizados 131 óbitos. O número representou uma morte a cada 66,8 horas. 

Agora, depois dos 171 dias de 2026, as 61 mortes registradas equivalem a um intervalo médio de aproximadamente 67 horas entre cada ocorrência, praticamente o mesmo índice observado no ano recorde. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo médio entre os casos foi de 101,8 horas. Já em 2025, houve nova queda, para 73 registros, o equivalente a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes registradas em 2025 permaneceram acima dos números observados em qualquer ano anterior a 2023. O recorde anterior pertencia a 2019, quando a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) contabilizou 70 mortes decorrentes de intervenção policial. 

Os dados oficiais da Sejusp apontam 54 mortes neste ano. Já o levantamento realizado por veículos de imprensa, com base nos registros divulgados pelas forças de segurança, contabiliza 61 casos até este sábado (20).

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CLIMA

Pantanal registra até 49 milímetros e adia período de estiagem

Chuvas em quase todo o Estado marcou queda nas temperaturas e precede frio de 9ºC marcado para a próxima quinta-feira

20/06/2026 10h30

Arquivo Correio do Estado

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Durante a noite de sexta-feira (19), a região pantaneira de Mato Grosso do Sul chegou a registrar 49,4 milímetros de chuva. Com o volume de água, o período de estiagem no Pantanal sul-mato-grossense deve adiar em pelo menos um mês.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as cidades que abrangem a região pantaneira tiveram queda de 25ºC para 14ºC da tarde de sexta-feira para a manhã deste sábado (20).

Em Corumbá, Capital do Pantanal, foi registrado apenas 0,6 milímetros durante a manhã de ontem. Porém, na região norte pantaneira foram registrados 49,4 milímetros nas proximidades da Fazenda Campo Zélia, e 17,8 milímetros na Fazenda Eldorado da Formosa região próxima a fronteira com Mato Grosso.

Em outras regiões do Estado a chuva também deu as caras e registraram queda nas temperaturas que está prometida a mais de um mês.

Em Corguinho, município a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande e banhado pelo Rio Aquidauana, que forma as margens da região pantaneira, também registrou chuva durante toda a tarde de sexta-feira e se estendeu até a madrugada de hoje, com 29 milímetros de chuva.

Na região Centro-Sul, a cidade de Naviraí marcou 21,8 milímetros. Em Dourados a chuva também apareceu com 19,2 milímetros, além de Bonito e Ponta Porã com 17 e 13 milímetros de chuva, respectivamente.

Mais ao extremo sul do Estado, o município de Sete Quedas localizado na ponta de Mato Grosso do Sul registrou 10,4 milímetros e 12,2ºC.

No Bolsão, Três Lagoas registrou o maior volume com 5,8 milímetros, seguido de Chapadão do Sul com 3 milímetros e Costa Rica sem registros de chuva.

Em Campo Grande, a chuva apareceu ainda durante a tarde e dura até a manhã deste sábado, até o momento são cerca de 21,8 milímetros e quedas nas temperaturas de 24ºC registrado ontem para 14ºC.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrão, na região do Jardim Panamá foram 8,6 milímetros de chuva, além do mesmo volume na região do Jóquei Club. Nas proximidades do bairro Tirandentes foram 7,6 milímetros e o mesmo volume na região da Embrapa.

Segundo o especialista as chuvas continuaram fracas e leves durante o dia, com o céu nublado e frio mais intenso durante a noite.

O Climatempo reforça a queda na temperatura e durante a madruga de domingo pode chegar a 11º. A previsão é que o dia mais frio seja na próxima quarta e quinta-feira, com temperatura minímas durante a manhã de 10ºC e 9ºC, respectivamente.

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