Pesquisadores do curso de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) analisa os efeitos e possíveis benefícios de dietas e exercícios em mulheres com diagnóstico da Síndrome do Ovário Policístico. Uma nova etapa se inicia em fevereiro e pacientes já podem se inscrever para acompanhamento clínico gratuito.
Seja por seus fatores de risco como resistência à insulina (aumento de açúcar no sangue), diabete, pressão alta, obesidade, essa síndrome necessita de tratamento intensivo que precisa ser aliado a hábitos saudáveis.
Diante disso, através do edital Acelera Uems, Mato Grosso do Sul desenvolve o projeto de pesquisa 'Dieta com redução de carboidratos e exercício físico - endurance para mulheres com Síndrome do Ovário Policístico: Ensaio Clínico Randomizado', com apoio financeiro da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul)
Distúrbio hormonal que atinge entre cinco a 10% das brasileiras, a SOP é caracterizada por pequenas bolsas que contêm material líquido ou semissólido, que levam à irregularidade menstrual, excesso de pelos, acne e obesidade.
"Essa pesquisa se justifica pela necessidade de buscar intervenções que irão auxiliar na redução de complicações decorrentes dessa síndrome, bem como melhorar a qualidade de vida dessa população. Buscamos oferecer um atendimento acessível e humanizado", destaca Antônio José Grande, responsável por coordenar a pesquisa.
Acompanhamento
Com uma nova etapa começando em fevereiro, o projeto será desenvolvido com 120 mulheres que serão divididas em três grupos, sendo um para controle (com dieta padrão e sem adoção de atividades físicas), enquanto o "Exercício", trará para as pacientes apenas as atividades aeróbicas.
Já no último grupo, batizado de "Dieta+Exercícios", trará atividades de mobilidade específicas, que se unem a uma baixa ingestão de carboidratos.
Com a participação gratuita garantida, as mulheres que buscarem o projeto precisam - além do diagnóstico e idade acima de 18 anos - possuam um Índice de Massa Corporal (IMC), calculado dividindo-se o peso em kg, pelo quadrado da altura, em metros acima de 25.
Diretor-científico da Fundect, Nalvo Franco de Almeida Jr. esclarece que esse projeto e sua relevância comunitária pode, através da Ciência; Tecnologia e Inovação, mudar a vida de várias pessoas.
"E essa é a principal função de uma agência de fomentos, como a Fundect, que é a de proporcionar aos nossos pesquisadores, com altíssima capacidade instalada, a execução de bons projetos", pontua ele.
Importante destacar que esse acompanhamento clínica acontecerá no ginásio poliesportivo do Centro de Referência de Assistência (CRAS) Albino Coimbra Filho. Localizado no Jardim Aeroporto, ponto esse revitalizado no último ano.
Interessadas no projeto podem agendar uma avaliação, seja através do whatsapp: (67) 99353-2184; em contato pelo Instagram sop.uems e/ou email [email protected].
**(Com assessoria)
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