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Decreto

Multa para ferro-velho sobe e triplica para R$ 30 mil em Campo Grande

Nova regra também eleva penalidade por compra de material sem origem comprovada e estabelece multa de R$ 60 mil quando produto for furtado

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A multa para estabelecimentos que comprarem ou comercializarem material metálico sem comprovação de origem vai triplicar em Campo Grande. A penalidade, que atualmente é de R$ 10 mil, passa para R$ 30 mil por infração. Uma segunda situação terá punição ainda maior: quando o material for proveniente de furto de patrimônio público, a multa prevista será de R$ 60 mil.

A mudança está em lei complementar publicada nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial de Campo Grande e altera as regras que já regulamentavam a compra, o armazenamento e a comercialização de sucatas e materiais metálicos na Capital.

Na prática, os R$ 30 mil passam a ser a multa aplicável à irregularidade relacionada à falta de comprovação da origem do material. Já os R$ 60 mil correspondem a uma situação específica, relacionada ao comércio de materiais que tenham sido furtados de bens pertencentes ao poder público. Ou seja, o valor de R$ 60 mil não substitui a multa de R$ 30 mil para todos os casos.

A diferença ganha dimensão diante das fiscalizações realizadas recentemente na cidade. Em uma operação realizada neste mês, um ferro-velho foi multado em R$ 10 mil após a fiscalização encontrar fios de alumínio sem o devido registro de entrada. O valor aplicado na ocasião era justamente o previsto pela legislação anterior.

Com a nova regra, uma irregularidade semelhante, caso constatada novamente, poderá resultar em multa de R$ 30 mil.

O que muda

A legislação municipal já proibia a compra, o armazenamento, o transporte, a comercialização, a reciclagem e o beneficiamento de materiais metálicos sem origem comprovada.

Entre os produtos citados estão fios e cabos de cobre e alumínio retirados de redes de energia, telefonia, internet e TV, além de placas de sinalização, tampas de ferro de poços de visita e hidrômetros. O texto também permite a aplicação das regras a materiais semelhantes.

A lei não proíbe a compra de sucata ou material usado de forma regular. O ponto central é a comprovação da procedência.

Os estabelecimentos continuam obrigados a manter registros de entrada e saída das mercadorias, com informações sobre quantidade, características do material, identificação de fornecedores e compradores e documentos que comprovem a origem.

Nos casos de doação ou inutilização de materiais, também deve ser mantida declaração com a identificação do responsável pela doação e o local de onde o produto foi retirado.

A penalidade de R$ 60 mil foi criada para uma situação mais específica: materiais provenientes de furto de patrimônio público.

A diferença é importante porque fios, cabos, tampas metálicas, placas e outros componentes retirados de equipamentos públicos podem voltar ao mercado de reciclagem depois do furto. Nesses casos, além da irregularidade na procedência, a nova regra estabelece uma multa maior para o estabelecimento envolvido.

A legislação também prevê outras consequências para empresas reincidentes. No caso de pessoa jurídica que voltar a cometer a infração, poderá ocorrer a cassação do alvará de funcionamento, conforme as condições estabelecidas na lei.

A multa, tanto no valor de R$ 30 mil quanto na hipótese específica de R$ 60 mil, ainda está sujeita à atualização pelo índice previsto na legislação municipal.

saúde

Oferta de vacina BCG é ampliada em postos de saúde de Campo Grande

Vacina era ofertada apenas uma vez por semana e agora está disponível de segunda a sexta-feira em 10 unidades de saúde; veja quais

23/09/2026 13h30

Oferta da BCG foi ampliada em Campo Grande

Oferta da BCG foi ampliada em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) ampliou a oferta da vacina BCG na Capital. Antes, o imunizante era aplicado uma vez por semana nas unidades de referência e agora está disponível de segunda a sexta-feira, exceto feriados, em 10 unidades de saúde de Campo Grande.

A ampliação da oferta pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) facilita o acesso à imunização, especialmente para recém-nascidos que não receberam a dose ainda na maternidade.

A BCG é uma das primeiras vacinas indicadas para as crianças e, preferencialmente, deve ser aplicada ainda ao nascer, antes da alta da maternidade. Na rede municipal, a dose também está disponível para recém-nascidos que não foram vacinados nesse período e para crianças que ainda precisam completar a vacinação.


A vacina protege principalmente contra as formas graves da tuberculose, é administrada em dose única e pode provocar uma pequena cicatriz no braço direito, uma característica conhecida da BCG.

Em 2025, Campo Grande aplicou 12.259 doses da vacina BCG e alcançou 103,57% de cobertura vacinal, superando a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde para esse imunizante. O percentual acima de 100% também considera a aplicação de doses em crianças de outros municípios do Estado, que são atendidas na Capital.

Confira onde vacinar:

USF Caiçara: 7h15 às 16h45
USF Ana Maria do Couto: 7h15 às 16h45
USF Iracy Coelho: 7h15 às 18h45
USF 26 de Agosto: 7h15 às 16h45
USF Cidade Morena: 7h15 às 11h e das 13h às 16h45
USF Nova Bahia: 7h15 às 16h45
USF Coronel Antonino: 7h15 às 16h45
USF Noroeste: 7h15 às 16h45
USF Coophavila: 7h15 às 18h45
Clínica Escola UFMS: 7h às 16h30

A Sesau orienta pais e responsáveis a procurarem uma das unidades de saúde para conferir a caderneta de vacinação, esclarecer eventuais dúvidas e manter em dia a proteção das crianças e de toda a família.

em investigação

Duas mulheres são encontradas mortas em casa incendiada em Rochedo

Polícia Civil investiga o caso como duplo homicídio e descartou, inicialmente, a hipótese de feminicídio

23/09/2026 12h29

Mulheres foram encontradas mortas em residência em Rochedo

Mulheres foram encontradas mortas em residência em Rochedo Foto: Reprodução

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Duas mulheres, que ainda não tiveram as identidades divulgadas, foram encontradas mortas em uma residência incendiada nesta terça-feira (23), em Rochedo.

De acordo com informações preliminares, o Corpo de Bombeiros foi acionado por pessoas que viram a fumaça e acionaram o socorro, já informando que havia duas vítimas.

No local, os militares constataram que as vítimas eram duas mulheres e já estavam em óbito. O fogo, que atingiu apenas parte da casa, foi contido pelos militares e por pessoas da vizinhança, que já tentavam apagar antes da chegada dos bombeiros.

Como houve duas vítimas, as polícias Militar e Civil também foram acionadas para os trabalhos investigativos.

A suspeita é de que as mulheres foram assassinadas e o fogo foi ateado na residência posteriormente ao crime, porque, segundo testemunhas, os corpos apresentam ferimentos.

A Polícia Civil confirmou, em nota, que se trata de um duplo homicídio e que os procedimentos estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime, ressaltando que a princípio não se trata de feminicídio.

Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil estão sendo mobilizadas para prestar apoio nas investigações.

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