A maior festa do Brasil voltou atraindo uma verdadeira multidão para a Esplanada Ferroviária, em Campo Grande. O Carnaval foi responsável por reunir, nos últimos cinco dias, milhares de foliões, que puderam festejar após dois anos de restrições sanitárias em decorrência da Covid-19.
Para se ter uma ideia da adesão dos campo-grandenses ao Carnaval, o tradicional bloco de rua Cordão Valu contou com, pelo menos, 20 mil foliões no sábado.
“Muita felicidade em poder voltar, depois de dois anos, para a rua e encontrar as pessoas. Estamos muito felizes. É difícil, não é fácil fazer essa festa desse tamanho, mas está tudo lindo”, disse Silvana Valu, uma das fundadoras do Cordão Valu.
No domingo e na segunda-feira, a animação ficou por conta do bloco Capivara Blasé. E mesmo com a chuva nos dois dias de festa, por volta de 9 mil foliões por dia marcaram presença na Esplanada Ferroviária.
“Em toda a minha vida prestigiei esse evento. A chuva não atrapalhou em nada, eu vim toda animada e receptiva para o Carnaval”, destacou a foliã Maristela Machado.
Natural de Campo Grande, Aparecida Freitas Oliveira, de 71 anos, esteve pela primeira vez no carnaval de rua da Capital na tarde de sábado – e não deixou de comparecer no domingo também.
“Eu vim no sábado e saí atrás do trio, foi maravilhoso e foi a primeira vez que vim aqui. Vim no domingo e nem esperava que fosse tão familiar, o que foi bom demais”, afirmou Aparecida.
Neste ano, o bloco Capivara Blasé homenageou Gal Costa, cantora e compositora brasileira que morreu em novembro de 2022, aos 77 anos, como explicou ao Correio do Estado a produtora do bloco, Ângela Montalvão.
ÚLTIMO DIA
O carnaval de rua na Esplanada Ferroviária terminou ontem na Capital, com o bloco Cordão Valu encerrando a festa. A trégua nas chuvas, que fizeram parte da festa nos dias 19 e 20, atraiu ainda mais os foliões na tarde desta terça-feira.
A equipe do Correio do Estado esteve presente no encerramento do Carnaval, e, para o campo-grandense João Agostinho, o retorno da festa após dois anos trouxe a sensação de liberdade.
“O Carnaval voltar foi um verdadeiro presente, exercício de liberdade e arte com todo mundo na rua. Estávamos com saudade disso”, salientou João.
Segundo a arquiteta Gina Matias, de 34 anos, no geral, a festa ocorreu de forma tranquila durante os cinco dias.
“Estávamos com muita saudade, frequentamos o Cordão Valu há muitos anos e é muito bom ver a festa voltar com gente na rua, de forma tranquila e sem grandes problemas. É um saldo superpositivo para o Carnaval deste ano”, destacou.
DESFILES
O desfile das escolas de samba de Campo Grande ocorreu nos dias 20 e 21, na Avenida Alfredo Scaff, próximo à Praça do Papa, na Vila Sobrinho.
Neste ano, apenas sete das oito escolas que desfilaram serão avaliadas pelos jurados. A escola Unidos do Bairro Cruzeiro levou para a Praça do Papa o samba-enredo “PerFuMum, a essência que me seduz”.
A Vila Carvalho desfilou com o samba: “Carvalho numa nova era, na casa do meu pai e várias moradas não estamos sós”.
A escola herdeiros do Samba, que abriu o Carnaval, mas não entrou na disputa pelo melhor desfile, trouxe como samba-enredo “Bate, bate coração, Joaquim Murtinho, 100 anos de educação”.
A escola Cinderela veio para a disputa com o samba-enredo “No rufar da bateria, me entrego à emoção. Cinderela, 30 anos de amor e paixão”. Já a escola Deixa Falar trouxe “Carnavalis” como tema neste ano.
O samba-enredo da Igrejinha foi “Uni-duni-tê, a Igrejinha vem brincar com você”.
A escola Unidos do Aero Rancho foi para a avenida com o samba-enredo “Eu sou o grande Aero Rancho! Esse é o meu povo”. E, por fim, a escola Catedráticos do Samba desfilou com o tema “Coxim, o portal do Pantanal vira festa no meu Carnaval”. (Colaboraram Alanis Netto e Alison Silva)
Saiba: A apuração dos votos para consagrar a campeã do Carnaval 2023 de Campo Grande está marcada para as 14h de hoje, na Avenida Alfredo Scaff.




