Cidades

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Multinacional entra com ação contra arrendamento da Cooagri

Multinacional entra com ação contra arrendamento da Cooagri

Redação

12/03/2010 - 07h44
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A empresa de esmagamento de soja norte-americana ADM entrou com recurso de agravo no Tribunal de Justiça do Estado contestando o arrendamento dos 17 armazéns da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cooagri), a um grupo de sete empresas, decidido em fevereiro pelo juiz da 2ª Vara Cível de Dourados, José Carlos Souza. Os advogados da Cooagri, já apresentaram as contra-razões do recurso, que será julgado pelo relator, desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, da 5ª Turma Cível do TJ. A multinacional alegou que teria sido excluída da lista das pretendentes a arrendar o sistema de armazenagem violando “a segurança jurídica, a isonomia processual e o interesse da universalidade dos credores”, segundo citou no recurso judicial. A decisão do juiz teria sido equivocada, de acordo com a multinacional, porque ele, “deferiu, sem nenhuma justificativa, oito das propostas formuladas pelos muitos interessados no arrendamento das unidades operacionais da Cooagri, sem observar a publicidade e ampla divulgação determinadas anteriormente, sem trazer para os autos nem sequer mencionar os critérios técnicos para a avaliação e escolha das propostas”. A s empresas e cooperativas arrendatárias, com tradição no setor agrícola e cadastro positivo, pagarão quase R$ 12 milhões por três anos, sendo R$ 3,9 milhões antecipados. A proposta da multinacional previa R$ 15 milhões, mas pelo prazo de sete anos, um dos fatores que teria pesado na decisão do juiz de Dourados, que considerou as outras propostas mais vantajosas. Custo Consta no processo em tramitação no Tribunal de Justiça, que após levantamento feito pela própria ADM, seria necessário um investimento de R$ 5.629.500 para a recuperação e manutenção, para serem retomadas as operações nos armazéns da Cooagri. O prazo mínimo de arrendamento seria de sete anos e o valor a ser pago, relativo a todas as unidades, de R$ 15 milhões. Com a homologação do arrendamento, a multinacional anteciparia o valor de R$ 7,5 milhões, ou seja, metade do total da operação. O remanescente seria quitado em parcelas anuais a partir do quarto ano de arrendamento. “Em síntese, embora o valor do arrendamento seja de R$ 15 milhões pelos sete anos, a Cooagri receberia somente R$ 11.228.235, equivalentes a R$ 1.604.035 em média por ano, sendo R$ 7,5 milhões antecipadamente e R$ 3.728.235 divididos em 3 parcelas anuais a partir do quarto ano de arrendamento”, frisaram os advogados Wilson Vieira Loubet e Celso José Rossato Júnior, autores das contra-razões no Tribunal. As sete empresas e cooperativas que ficaram como arrendatárias pagarão em três anos R$ 11.932.330, em parcelas anuais de R$ 3.974.433. O adiantamento, já depositado somou R$ 5.503.234. Assumiram os armazéns da Cooagri a Agro Jangada (Itaporã); Bonanza Armazéns Gerais (Dourados); Coamo Agroindustrial Cooperativa (Campo Mourão/PR); Cooperativa Agroindustrial Lar (Medianeira/PR); Dionei Guedin e Douglas Guedin (Caarapó); Jangada Armazéns Gerais (Itaporã); Luiz Antônio Stragliotto (Jardim); e, União -Indústria de Suplementação Animal (Bonito). As cooperativas paranaenses, com filiais no sul do Estado, e as empresas já fizeram os contratos de arrendamentos, pagaram a primeira parcela, assumiram os armazéns e estão recebendo a soja desta safra.

Pescaria

Após ser declarada uma espécie invasora, Ibama autoriza o abate sem limites do Pirarucu

A medida é válida para áreas fora da Bacia Amazônica

19/03/2026 12h00

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora Foto: Arquivo / Imasul

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), anunciou nesta quarta-feira (18) por meio do Diário Oficial da União, uma instrução normativa que altera as regras de manejo do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do planeta. 

Após o decreto, o animal passou a ser declarado como uma espécie invasora, quando encontrado fora da Bacia Amazônica, autorizando seu abatimento, fora de seu local. 

A nova medida tem como objetivo conter a espécie onde ele não é considerado nativo. Por ser um predador de topo de cadeia alimentar, o animal apresenta um risco ao equilíbrio ecológico, competindo com espécies locais e podendo reduzir populações nativas.

Com a nova medida, a pesca, captura e abate do pirarucu, foi liberada durante todo o ano para pescadores profissionais e artesanais. 

O Mato Grosso do Sul, tem as Bacias do Paraná e do Paraguai que percorrem parte de seu território. E caso pegue a espécie, o seu abate é liberado. Confira outras Bacias Hidrográficas que o pirarucu pode ser encontrado e tem permissão de abatimento. 

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
  • Região Hidrográfica do Parnaíba
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
  • Região Hidrográfica do São Francisco
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
  • Região Hidrográfica do Uruguai
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira, montante da barragem de Santo Antônio/RO. 

Não é estipulado um limite de peso ou tamanho, o abate é recomendado para qualquer tamanho. Além disso, todo e qualquer pirarucu capturado fora da Amazônia não deve ser devolvido ao ambiente – é recomendado o abate imediato, seja para pescadores profissionais ou para amadores. 

Quanto à comercialização da carne do pescado, fica restrito apenas para o estado onde ele foi capturado, impossibilitando o comércio interestadual. 

Outro ponto a ser destacado é o incentivo da doação da carne do pirarucu. O Ibama faz a orientação de que o alimento seja destinado, prioritariamente, aos programas públicos. Como por exemplo, organizações de combate à fome e merendas escolares. 

Apesar de ser protegido em seu habitat natural (a Bacia Amazônica), quando ele está presente em outras bacias, é considerado um invasor agressivo e de alto risco. Pois se alimenta de peixes menores o que pode ocasionar no desequilíbrio ecológico da região. 

A Instrução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação e será revisada em três anos para avaliar sua eficácia.

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TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO

Homem que assaltou idoso e causou morte por traumatismo é preso

Crime aconteceu em dezembro do ano passado e assaltante estava internado desde então por comportamento agressivo e suposto uso de entorpecentes

19/03/2026 11h30

Divulgação/PCMS

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Durante a manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (DERF) prendeu um homem, de 33 anos, que assaltou um idoso e o matou devido ao nível de violência cometido no momento do crime.

O assalto aconteceu há três meses, no final do ano passado, mas apenas hoje o homem foi preso, pois estava internado na Clínica Nosso Lar, em Campo Grande. A vítima de 70 anos, Abadio Arruda de Oliveira, morreu na hora com traumatismo crânio-encefálico.

Entenda o caso:

Na madrugada de 12 de dezembro de 2025, no Bairro Jardim Colibri, em Campo Grande, Abadio Arruda de Oliveira foi abordado por L.H.C.P. na garagem da própria casa com anúncio de assalto. O criminoso então utilizou violência extrema, agrediu o idoso na região da cabeça e levou o dinheiro que estava com a vítima no momento.

Devido à intensidade utilizada, o idoso sofreu traumatismo crânio-encefálico com exposição de massa encefálica e morreu na hora.

Em depoimentos de familiares e testemunhas, o assaltante e a vítima tinham conflitos anteriores, em que o suspeito mantinha comportamento agressivo, fazia ameaças e já havia rondado o local antes de concretizar o crime.

Com análise de imagens de câmeras de segurança das proximidades, também foi possível confirmar à movimentação do homem em direção a casa de Abadio.

Ao ser identificado, o assaltante foi localizado na Clínica Nosso Lar, onde ficou internado desde o dia 13 de dezembro de 2025, um dia após o crime. De acordo com informações, o homem apresentou comportamento agressivo e quadro de instabilidade, com origem no uso de substâncias entorpecentes.

A polícia então continuou a investigação e coletou provas nas vestimentas utilizadas pelo assaltante no momento da internação hospitalar e constatou a compatibilidade com o sangue da vítima. Além disso, também foram apreendidos objetos que possivelmente foram usados para cometer a agressão.

Devido à gravidade do crime e composição dos acontecimentos, foi determinada a prisão preventiva do investigado, que foi cumprida nesta manhã na clínica onde esteve internado durante os últimos meses. Agora, o preso foi conduzido à sede da DERF para ser interrogado sobre o caso.

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