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Músicos e filho de Renato Russo disputam nome da 'Legião'

Músicos e filho de Renato Russo disputam nome da 'Legião'

G1

09/06/2014 - 07h31
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Uma polêmica na música vira caso de Justiça. De um lado, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, músicos da Legião Urbana. De outro, Giuliano, o filho do líder da banda, Renato Russo.

Quem, afinal, pode usar o nome Legião Urbana?

“Há uma insensibilidade que vai contra tudo isso que foi pregado nas letras do Renato, no nosso trabalho, onde a gente se entregou. Isso é aviltante”, reclama Bonfá.

“Desejo do meu pai, para mim, é lei”, garante Giuliano.

Marcelo Bonfá foi baterista da Legião Urbana. Dado Villa-Lobos, guitarrista. A banda chegou ao fim em 1996, com a morte do vocalista Renato Russo.

Giuliano Manfredini é filho de Renato. Ele tinha 7 anos quando o pai morreu. Aos 24 anos, ele cuida da herança do pai.

Nesta semana, Giuliano lançou um novo site da Legião, com fotos e histórias sobre a banda.
E veio à tona um racha.

“O herdeiro não representa a banda Legião Urbana", escreveu Dado em uma rede social.

“Eu não posso ver a minha vida, as nossas vidas, sendo manipuladas e geridas em um ambiente na internet e acreditar que aquela é realmente a história da banda”, queixa-se Dado.

“É um site que tem como objetivo juntar toda a informação que gira em torno da história da Legião Urbana e tornar isso acessível para o público”, conta o filho de Renato Russo. 

O site é só um capítulo de uma disputa maior, que envolve o uso da marca Legião Urbana. A marca está registrada por uma empresa que pertence a Giuliano.

“Em determinado momento, no começo dos anos 90, final dos anos 80, um sujeito registrou a marca. A gente conseguiu junto a um juiz o ganho da causa e essa marca teve que ir para uma empresa que foi assumida pela empresa do Renato”, lembra Dado.

“Ou seja, a Legião Urbana pertencia a ele, junto o domínio da marca Legião Urbana. Dez anos se passaram e isso nunca foi contestado, com ele vivo”, argumenta Giuliano.

“Ele era tipo nosso irmão mais velho. Renato, vamos lá, advogados: ok, ok, tá tudo resolvido”, diz Dado.

“Quando meu pai morreu, ele deixou tudo para mim, por um desejo dele, e acabou se tornando um direito meu”, afirma Giuliano.

Portanto, legalmente cabe a Giuliano autorizar ou não o uso do nome da banda.

“Em todos os projetos que fomos convidados a resolver sempre teve alguma coisa assim: 'ah, mas peraí, vamos ver isso então'”, observa Bonfá.

Em 2012, Dado e Bonfá foram obrigados a cancelar a participação deles num tributo à Legião que seria realizado em Curitiba.

“É impossível dissociar a marca do artista. E o artista somos nós”, destaca Dado.

“Eles são os donos da capa do livro. O que que tem dentro?”, questiona Bonfá.

Fantástico: Para você, Dado e Bonfá podem usar o nome Legião Urbana?

Giuliano: Podem! E acho que devem! Eu quero ver os caras trabalhando, eu quero ver os caras na rua circulando, eu quero ver os caras vencerem.

Mas os ex-integrantes querem garantir esse direito por escrito e por isso estão processando a empresa de Giuliano.

“Estamos falando de direitos que estão no mesmo patamar, no mesmo status constitucional. O judiciário vai ter que criar, não existe uma solução pronta no sistema para esse problema, que harmonize esses dois direitos”, explica a professora de direito constitucional da Uerj Ana Paula de Barcellos.

As músicas da Legião não estão em disputa. Dado e Bonfá podem tocá-las, já que são coautores da maioria delas. Mas há um acervo inédito do grupo que não será lançado enquanto a questão da marca não for resolvida.

“A gente quer, por exemplo, lançar o DVD do Metropolitan. Eles estão dizendo não”, reclama Giuliano.

“Se for ocorrer algum projeto de relançamento, sobras de estúdio, enquanto essa situação tiver nessa condição, não há menor possibilidade de isso acontecer”, afirma Dado.
Uma audiência de conciliação foi agendada para a próxima quarta-feira.

“Eu quero a participação de todos, diálogo”, alega Dado.

“Eu estou sempre disposto a conversar. Sempre de portas abertas”, argumenta Giuliano.

“Para a sobrevivência econômica e cultural desse acervo, algum acordo vai ter que se construído”, acredita Ana Paula de Barcellos.

“São as nossas vidas, a nossa história que foi escrita durante quase duas décadas sem pensar muito nessa questão de marca. E aí hoje a gente se vê numa situação esquisita”, diz Dado. 

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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