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Mutirão contra dengue promove "limpa" em residências de Campo Grande

Com pontos de descarte para entulhos em diversas regiões, a ação tem início no dia 1º de dezembro. Confira os locais e o que pode ser descartado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande inicia mais uma edição do “Meu Bairro Limpo”, em combate ao mosquito da dengue, no período em que as chuvas aumentam na Capital.
A ação tem como foco os entulhos que acabam ficando nos quintais e são propícios à proliferação do mosquito Aedes aegypti, em um momento em que o município registrou 4.547 notificações de dengue.

Conforme o Informe Semanal divulgado nesta terça-feira (25), uma pessoa morreu por dengue neste ano.
Apesar de não haver casos graves ou internações por dengue no momento, assim como nenhuma notificação de Zika, a Capital registra 270 casos confirmados de chikungunya.

Somente na última semana, equipes de combate às endemias visitaram 14.891 imóveis e identificaram 326 focos do mosquito.
Para evitar o aumento das notificações nas próximas semanas, a Prefeitura está antecipando a ação de limpeza dos quintais.

“Precisamos que cada morador também faça a sua parte. O mosquito nasce dentro dos quintais, e qualquer recipiente esquecido pode virar um criadouro”, destaca Veruska Lahdo, superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Saiba o que pode ser descartado

O mutirão será realizado em sete etapas, com diversos pontos de coleta para que a população descarte entulhos que acabam se acumulando durante o ano.

Durante a ação, equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) irão prestar auxílio, recolhendo materiais que contribuem para o acúmulo de água, em visitas aos imóveis, além de tirar dúvidas dos munícipes sobre os pontos de descarte, onde será possível levar:

  • pneus
  • garrafas PET
  • embalagens plásticas
  • vidro
  • latas
  • papel
  • papelão
  • sacolas
  • plásticos não aproveitáveis
  • pequenos objetos domésticos

O que não pode ser descartado

  • móveis volumosos
  • eletrodomésticos
  • entulho
  • galhos
  • resíduos verdes
  • eletrônicos
  • lâmpadas
  • pilhas
  • produtos químicos
  • pneus de uso industrial ou agrícola

Vacina contra dengue

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan teve o registro aprovado nesta quarta-feira (26) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um avanço que deverá desafogar o sistema de saúde.
O Butantan possui um milhão de unidades do imunizante prontas para distribuição. A vacina é a primeira do mundo a ser aplicada em dose única.


“É um feito histórico para a ciência e a saúde no Brasil. Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa: a vacina em dose única do Instituto Butantan. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país”, afirmou, em nota, o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

O governo pretende incorporar o imunizante ao Programa Nacional de Imunizações, visando iniciar a vacinação no início de 2026, com a expectativa de disponibilizar mais de 30 milhões de doses.

Quem pode tomar a vacina?

Podem receber a Butantan-DV pessoas entre 12 e 59 anos.

Quando será?

A abertura do mutirão será na segunda-feira (1º), na Rua Dr. Alfredo Aurélio de Castro, 748, no Nova Campo Grande, em frente à Escola Municipal Professor Ernesto Garcia de Araújo.

Confira os pontos de descarte

01/12 a 05/12 – Região Imbirussú

  • Nova Campo Grande – Praça K com Avenida Três
  • Jd. Inápolis – Rua Granito, 55, esquina com Rua Aruanã

08/12 a 12/12 – Região Lagoa

  • Jd. Batistão – Rua Fátima do Sul com Rua Rio Brilhante

15/12 a 19/12 – Região Prosa / Centro

  • Jd. Noroeste – Rua Indianápolis esquina com Rua Nazaré
  • Rua Dom Pedro I esquina com Rua 11 de Outubro

05/01 a 09/01 – Região Anhanduizinho 1

  • Bairro Universitário – Rua Júlia Pereira de Souza, esquina com Rua Francisco Aguiar Pimenta

12/01 a 16/01 – Região Anhanduizinho 2

  • Jd. das Hortênsias – Rua Prímula, em frente ao nº 390

19/01 a 23/01 – Região Segredo

  • Nova Lima – Rua Firmo Cristaldo, entre as ruas Júlio Prestes e Eugênia Lima

26/01 a 30/01 – Região Bandeira

  • Jardim Itamaracá – Rua Padre Mussa Tuma com Amabile Tanarche Cappi

** Com informações da Agência Brasil

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Rota Clandestina

Operação mira grupo que movimentou mais de R$ 76 milhões com cigarros

Foram feitas 12 grandes apreensões, com mais de um milhão de maços de cigarros apreendidos

16/06/2026 07h30

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande Divulgação: Polícia Federal

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Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rota Clandestina contra uma organização criminosa em Campo Grande. O objetivo é desarticular o grupo que atua na importação ilegal de cigarros provenientes do Paraguai para comercialização em território nacional. A ação da PF é realizada junto com a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal.

São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, sendo 13 em Campo Grande e um em Santa Luzia (MG) , além de cinco mandados de prisão preventiva e cinco medidas cautelares de monitoração eletrônica. Além disso, foi determinado o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.

A investigação partiu do compartilhamento de informações entre os órgãos fiscalizadores, o que possibilitou a obtenção de resultados operacionais relevantes. Segundo o  desconfiaram da evolução patrimonial incompatível com a renda declarada.

A Receita Federal afirma que o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 76 milhões. Foram feitas 12 grandes apreensões, com mais de 1 milhão de maços de cigarros apreendidos. Os investigados são acusados pelos de crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande

A Polícia Federal relata que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, realizando operações ilegais de remessa de valores ao exterior (dólar-cabo) para pagamento de fornecedores no Paraguai, além de ocultar patrimônio em nome de terceiros.

O nome da operação faz referência ao uso de rotas alternativas e meios clandestinos empregados pelo grupo para internalizar os cigarros no país e distribuí-los para outras unidades da federação.

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Estupro de Vulnerável

Homem é condenado a 18 anos por estupro de criança em Campo Grande

Após denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, homem é condenado por abusar da enteada entre 2017 e 2024

15/06/2026 18h44

Foto: Divulgação

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Um homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a enteada, em Campo Grande, após investigação e atuação da 69ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os abusos ocorreram dentro da residência da família, entre os anos de 2017 e 2024, quando a vítima tinha entre 6 e 12 anos.

Segundo a denúncia do MPMS, o padrasto aproveitava os momentos em que ficava sozinho com a criança para praticar atos libidinosos e conjunção carnal. O caso veio à tona após a ex-esposa do réu suspeitar que a filha estivesse sofrendo violência do pai.

Durante o atendimento psicossocial, a filha do denunciado relatou que não sofreu abusos, mas contou que a enteada de seu pai era abusada por ele e que tinha medo de ir à casa do pai por esse motivo.

Em julgamento, o réu negou as acusações, alegando que a vítima teria inventado a história por ciúmes da filha biológica. A Justiça, no entanto, rejeitou essa versão, considerando-a isolada e sem provas. O relato da vítima foi considerado robusto e corroborado por perícias e testemunhas.

Sentença

A sentença condenou o acusado por estupro de vulnerável em continuidade delitiva, que é um benefício jurídico no qual o juiz considera vários crimes da mesma espécie como um único crime continuado, com pena agravada pelo fato de ele ser padrasto da vítima, ter se aproveitado das relações domésticas e pela reincidência criminal.

O condenado cumprirá a pena em regime fechado e deverá pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais à vítima.

O caso também evidencia a importância de que familiares e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento, sinais de medo, isolamento ou qualquer indício de sofrimento em crianças e adolescentes.

O diálogo aberto, o acompanhamento da rotina e a criação de um ambiente seguro para que os menores se sintam à vontade para falar são fundamentais para a identificação precoce de possíveis situações de abuso, especialmente quando ocorrem dentro do próprio ambiente familiar.

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