A primavera 2023 foi atípica e marcada por cinco ondas de calor que atingiram todo o País, com MS sendo um dos epicentros das maiores temperaturas, mostra balanço do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Conforme o balanço, o calor extremo em grande parte do País e eventos de ondas de calor foram reflexo dos impactos do fenômeno El Niño, que tende a favorecer o aumento da temperatura em várias regiões do planeta.
As temperaturas máximas e mínimas ficaram acima da média principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste, com maiores desvios de temperatura máxima variando entre 2°C e 4ºC acima da média.
Durante a estação, foram observadas cinco ondas de calor, porém, a mais ampla e persistente ocorreu entre os dias 8 e 19 de novembro. Como resultado, diversas cidades registraram temperaturas máximas acima de 40°C, especialmente em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.
Além disso, segundo o Inmet, na região Centro-Oeste, a chuva ficou abaixo da média, pois houve atraso no início do período chuvoso. V
Vale destacar que a primavera de 2023 foi considerada a segunda mais seca da Região Centro-Oeste, ficando apenas atrás do ano de 2020.
Brasil
Na primavera de 2023, o maior volume de chuva foi registrado na Região Sul, divisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de áreas pontuais do oeste da região amazônica, com volumes superiores a 500 milímetros (mm).
Já os menores volumes foram observados nas regiões Norte e Nordeste. No interior da Região Nordeste e nos estados do Amapá, Rondônia e centro-norte do Pará, os volumes de chuva foram inferiores a 250 mm, considerados abaixo da média histórica.
Em Conceição do Araguaia (PA) e Caravelas (BA), onde costuma chover entre 450 mm e 550 mm na primavera, foram registrados acumulados de 131 mm e 94 mm, respectivamente, nas estações meteorológicas do Inmet.
A falta de chuva deixou os principais rios da região amazônica, como o Negro e Solimões, com volumes abaixo da média, trazendo prejuízos à navegação.
Tais impactos estão relacionados à combinação de fatores, como o fenômeno El Niño e o aquecimento do Oceano Atlântico Norte.
Os maiores volumes de chuva foram observados no sul do Pará e do Amazonas, mas não foram suficientes para atingir a média histórica, apresentando desvios de 200 mm a 300 mm abaixo da climatologia.
*Com assessoria.





