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rio de janeiro

'Não aguentava o choro', diz acusada de matar bebê de 7 meses

'Não aguentava o choro', diz acusada de matar bebê de 7 meses

G1

26/03/2014 - 12h15
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O pai do bebê de 7 meses morto no Morro do São Carlos, no Estácio, no Centro do Rio, aguardava por volta das10h desta quarta-feira (26), no Instituto Médico-Legal, também no Centro, a liberação do corpo da criança. A babá dele foi presa suspeita do crime. Muito abalado, Luiz Henrique Soares dos Santos, de 24 anos, disse ao G1 que está "com o coração saindo pela boca" desde que recebeu a notícia da morte do filho.

O bebê Paulo Henrique Cesário dos Santos foi morto na noite de terça-feira (25). Suspeita de matar a criança, a babá Ingrid de Carvalho Cristiano, de 20 anos, foi presa em flagrante e levada para a 17ª DP (São Cristovão). De acordo com a polícia, ela teria confessado o crime e justificado que "não aguentava o choro" da criança. Ingrid foi autuada por homicídio doloso qualificado — quando há intenção de matar e por motivo fútil.

"Estou pedindo forças porque tenho outro filho para criar. Ele é muito apegado ao irmão e tem só três anos", desabafou. De acordo com Luiz Henrique, Ingrid é vizinha da família e cuidava do bebê havia quatro meses.

“Ela era conhecida de longe. Foi indicada pela colega da minha esposa como babá. Ela olhava outras crianças na casa dela. Ela morava perto da minha casa, era vizinha", afirmou o pai, acrescentando que a mulher, Natalie Fernandes Cesário, de 31 anos, está "inconsolável".
Rosto inchado

De acordo com o pai, o bebê Paulo Henrique já havia aparecido com o rosto inchado há dois dois meses. No entanto, o filho de 3 anos contou aos pais que a criança havia caído da cama. “Como meu filho mais velho me disse que ele tinha caído da cama, a gente achou que ele tinha caído mesmo, nós acreditamos. Ele [irmão da vítima] estava com ela porque estava de férias na creche”, declarou.

Luiz Henrique disse que espera agora que a "justiça seja feita". "A vida vai ser difícil, foi tudo planejado [o bebê]. Infelizmente, vamos tocar nossa vida porque tenho outro bebê para tomar conta. Tenho que viver com isso. Com o tempo a gente vai se acostumando. Deus queira que a justiça seja feita. Deus é maior", lamentou.

Filha teria delatado mãe
O servente de obras Luiz Henrique Soares contou que a família ficou sabendo das agressões ao bebê pela própria filha de Ingrid, de 4 anos, quando já estavam no corredor do Hospital Central da Polícia Militar. Duas senhoras ouviram a menina e, segundo Luiz, contaram à polícia.

"Quando voltou do trabalho, minha mulher foi pegar a criança e encontrou o Paulinho muito molinho. A Ingrid disse que ele estava doente, que deu um banho nele e botou a criança para dormir. Minha mulher correu com ele para o hospital e ela foi junto. No corredor, a filha dela contou que a mãe tinha ido a uma festa, queria dormir e o bebê estava chorando. Aí ela foi, colocou ele no chão e pisou no peito e no pescoço do bebê", contou o pai.

Luiz contou ainda que Natalie já tinha pedido para ser demitida pra ficar em casa cuidando do bebê. Luiz disse ainda que o casal tinha que trabalhar porque está construindo uma casa para sair da casa dos pais, no Morro de São Carlos.

O casal pagava R$150 para Ingrid tomar conta do bebê. "Jamais pensei que ela fosse fazer uma coisa dessas com meu filho. Nunca imaginei. Agora, só quero a justiça seja feita. Acredito até que pode ter machucado outras crianças", disse o pai do bebê.

Natalino Cesário, avô do bebê, ainda muito abalado disse na manhã desta quarta-feira (26), ao acompanhar o genro no IML, que "a ficha ainda não caiu" e que ainda não sabe como vai explicar ao neto mais velho, Pedro, de 3 anos, que o irmão morreu.

"Saio todo dia para passear com meu netinho Pedro. Como o Paulinho era de colo, saía menos. Ele era chorão mesmo, mas era um bebê. Bebê tem de chorar, mesmo. Sempre dizia que nasci, construí minha casinha, cuidei do terreno para abrigar os filhos e que um dia seria enterrado ali pelos meus netos. Mas, infelizmente, sou eu que estou enterrando meu netinho", lamentou o avô.

Suspeita teria confessado
De acordo com a PM, Ingrid Carvalho Cristiano teria confessado o crime na 17ª DP, onde o caso foi registrado. Ela foi presa por policiais militares do 4º BPM (São Cristovão). De acordo com a polícia, Ingrid teria jogado a criança no chão e, em seguida, dado cotoveladas e pisado em seu pescoço. Ainda segundo a PM, ela alegou que estava cansada de ouvir o choro do bebê.

Dezenas de curiosos se aglomeravam na porta da unidade policial na manhã desta quarta e gritaram "assassina", quando a suspeita saiu do local. Ingrid não esboçou reação e não quis falar sobre o crime. Da delegacia ela foi levada para o Instituto Médico-Legal para exames de corpo de delito. Em seguida, ela deve ser encaminhada para o sistema penitenciário do estado.

Conforme as informações da PM, após o crime, a mãe do bebê e a suspeita levaram, juntas, o corpo de Paulo até o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). Da unidade, ambas foram levadas para a delegacia para prestarem depoimento.

DENÚNCIA

MP investiga suposta farra das diárias na Câmara de Dourados

Vereadores participam de uma única sessão semanal e custam R$ 29,1 mil por mês aos cofres públicos municipais somente com salários e indenizações

24/10/2026 12h40

Desde agosto de 2023 a Câmara de Dourados funciona em uma sala alugada no Shopping Avenida Center

Desde agosto de 2023 a Câmara de Dourados funciona em uma sala alugada no Shopping Avenida Center

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Após receber denúncias do farmacêutico bioquímico Racib Panage Harb, que já foi candidato a vereador três vezes e candidato a prefeito de Dourados nas duas últimas eleições, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis fraudes no pagamento de diárias e indenizações pagas a parte dos 21 vereadores do município, o segundo mais populoso de Mato Grosso do Sul.

Conforme publicação do diário oficial de segunda-feira (26), o promotor Luiz Eduardo Pinheiro quer "apurar a legalidade, a transparência, a rastreabilidade e a regularidade material dos gastos públicos havidos com a cota para o exercício da atividade parlamentar (CEAP), diárias de viagem e suprimentos de fundos referentes ao exercício de 2025, eventual ocorrência de dano ao erário, decorrente de fatos relacionados, e medidas de compliance interno”. As denúncias foram apresentadas por Racib ao MPMS no dia 2 de março. 

Dados já anexados à investigação revelam que o vereador Sérgio Nogueira, por exemplo, recebeu R$ 58.991,00 no ano passado somente em diárias. Em viagens dentro do Estado, o valor definido pela Câmara é de R$ 950,00. Se a viagem for para outro estado, sobe para R$ 1,3 mil. Então supondo que o valor tenha sido repassado para viagens internas, ele ficou 62 dias fora de Dourados no ano passado.

Enquanto isso, o vereador Janio Colman Miguel recebeu apenas R$ 337,00.  Por outro lado, ele aparece em quarto lugar entre aqueles que mais receberam verbas indenizatórias, que também estão na mira da investigação da promotoria. A Câmara pagou R$ 104.908,33 para Janio Miguel em um ano.

O primeiro colocado neste quesito foi o vereador  Rubens Gomes Prates, que faturou R$ 115.330,75 ao longo de 2025. Em último lugar ficou o vereador petista Elias Ishy de Mattos, R$ 47.722,80.

Eleita deputada federal no dia 4 de outubro com a promessa de “acabar com essa zona na política”, a vereadora Isa Marcondes recebeu R$ 88.631,91 em verbas indenizatórias e R$ 46.849,00 a título de diárias, ficando entre os dez que mais custaram aos cofres públicos no ano passado. 

Além das diárias e das verbas indenizatórias, os vereadores ainda recebem o salário fixo de R$ 17.837,32, o que garante renda bruta superior a R$ 226 mil por ano.

Somando salários, diárias, verbas indenizatórias e de suprimentos, os 21 vereadores consumiram quase R$ 7,33 milhões no ano passado, o que equivale a uma média de R$ 350 mil por parlamentar, o equivalenta a quase 18 salários mínimos por mês, ou R$ 29,1 mil. 

Embora seja um valor invejável para a grande maioria dos trabalhadores, os vereadores não chegam a ser marajás. Porém, se for levado em consideração que participam de uma única sessão semanal, já podem ser classificados como tal. 

MAIS PRAZO

A promotoria solicitou que a presidência da câmara repassasse, além dos valores, “comprovantes individualizados de despesas que originaram os pedidos de ressarcimento, incluindo notas fiscais, recibos, extratos bancários e demais documentos que demonstrem a efetiva realização dos gastos”. Mas, a Casa pediu mais prazo sob a alegação de que estes documentos estavam sendo digitalizados ainda.


Um dos principais alvos das denúncias de Racib, que na eleição passada recebeu 2.455 votos na disputa pela prefeitura, é presidente da Câmara, Liandra Ana Brambilla. Conforme os documentos anexados à investigação do MP, no ano passado ela recebeu quase R$ 112 mil em diárias e reembolsos.

No mês passado, Racib apresentou denúncias pedindo seu afastamento do cargo sob o argumento de que sua prestação de contas relativa a abril de 2025 ela emitiu nota, às 13h26 do dia 3 de abril, em uma churrascaria de Dourados, no valor de R$ 60,13. A despesa, segundo Racib, seria normal, se ela não tivesse solicitado, no mesmo período, diária de R$ 674, em Campo Grande, para o período de 2 a 3 de abril, com finalidade de agenda no gabinete do deputado Neno Razuk.

“Fica evidente a utilização das diárias e da verba de indenização no mesmo período, o que caracteriza irregularidades”, alertou.

]Depois, citou ainda a prestação de contas emitida no dia 5 de junho, às 13:27h, de outro estabelecimento de Dourados, no valor de R$ 109,76, para almoço. Mas, no mesmo período teria recebeu da Câmara o valor de R$ 1.011,00 para agenda na Assomassul, em Campo Grande, nos dias 5 e 6 de junho. 

“Aqui ficou claro que houve o mesmo fato gerador (Irregular). Ou seja, o agente público viajou a trabalho e recebeu diárias do órgão público para cobrir seus gastos com pousada e alimentação, ela não poderia utilizar a verba indenizatória para ressarcir as mesmíssimas notas fiscais do restaurante que se refere a alimentação, ficando claro que foi indenizada duas vezes pelo mesmo gasto, gerando dano ao erário. Aqui não podemos ser levianos de dizer que existe um enriquecimento ilícito mas no mínimo um dano ao erário. Se é de um real, 100 ou mil ou milhões, o dano existe. Fica evidente a prática irregular que a verba indenizatória permite em casos como esses”, denunciou.

Na época, Liandra da Saúde, como é conhecida, afirmou que as denúncias tinham viés político, já que foram feitas às vésperas da eleição da mesa diretora da Casa, que ocorreu no dia 2 de outubro e a reconduziu para o biênio 2027-2028. 

Ao apresentar suas denúncias ao MP, o farmacêutico se baseou em uma decisão liminar proferida no dia 5 de fevereiro pelo ministro Flávio Dino, do STF, que determinou, entre outras providências, “a reavaliação das verbas indenizatórias pagas a agentes públicos, a edição e publicação de ato motivado com discriminação rubrica a rubrica e respectivo fundamento legal, bem como a suspensão de verbas não expressamente previstas em lei”.

A presidente da Câmara, porém, garantiu ao MP que todos os pagamentos feitos a vereadores de Dourados obedecem as normas legais e por isso os pagamentos seguem sendo feitos no mesmo ritmo adotado no ano passado. 

saúde

Mais Médicos Especialistas oferece 132 vagas para MS em nova chamada

São 4 vagas imeditas e 128 para cadastro reserva; Inscrições estão abertas até dia 29 de outubro e profissionais especializados irão atuar no SUS

24/10/2026 11h23

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde abriu inscrições para a segunda chamada do 3º ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Em Mato Grosso do Sul, são 132 vagas, sendo quatro imediatas e 128 para cadastro reserva.

Conforme o edital, as quatro vagas imeditas são para Três Lagoas, sendo três para aprimoramento em Oncologia Clínica, com foco nos cânceres prevalentes no Sistema Único de Saúde (SUS), e uma para aprimoramento em Rotinas Assistenciais em Medicina Intensiva no SUS.

Já as vagas para formação de cadastro estão distribuídas em 22 munícipios, sendo:

  • Dourados - 43
  • Três Lagoas - 34
  • Costa Rica - 6
  • Coxim - 6
  • Fátima do Sul - 6
  • Ponta Porã - 6
  • Brasilândia - 3
  • Caarapó - 3
  • Rio Brilhante - 3
  • Amambai - 2
  • Cassilândia - 2
  • Naviraí - 2
  • Nova Andradina - 2
  • Sidrolândia - 2
  • Aparecida do Taboado - 1
  • Aquidauana - 1
  • Bonito - 1
  • Corumbá - 1
  • Itaporã - 1
  • Itaquiraí - 1
  • Nova Alvorada do Sul - 1
  • Ribas do Rio Pardo - 1

   

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de outubro, pelo Portal UNA-SUS.

A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

De acordo com o Edital nº 25/2026, em todo o Brasil serão 224 vagas de preenchimento imediato e 4.350 para cadastro reserva, distribuídas em 24 cursos de aperfeiçoamento, em áreas como anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, urologia, psiquiatria, entre outras especialidades.

Benefícios

Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):

  • R$ 20 mil para municípios de alta ou muito alta vulnerabilidade;
  • R$ 15 mil para os de média vulnerabilidade;
  • R$ 10 mil para os de baixa ou muito baixa vulnerabilidade.

Quem pode participar

Podem participar médicos e médicas, com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ativo.

O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Mais Médicos Especialistas

O Projeto Mais Médicos Especialistas foi instituído pela Portaria GM/MS nº 7.177, de 10 de junho de 2025, com objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS, reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

O programa qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública.

Desde a implementação, 2.279 médicos especialistas já ingressaram no PMM-E, e 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.

 

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