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Nasa detalha planos para construção de base permanente na Lua; saiba os próximos passos

A missão Moon Base 2, prevista também para este ano, será operada pela empresa Astrobotics, que terá uma segunda oportunidade para pousar na Lua seu veículo Griffin

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Dois meses depois de a Agência Espacial Americana prometer o que parecia impossível - construir uma colônia humana na Lua ao longo dos próximos dez anos -, os responsáveis da Nasa detalharam os primeiros passos para que o sonho se torne realidade.

Na terça-feira, 25, Jared Isaacman, administrador da Nasa, anunciou que antes do fim deste ano, lançará três missões robóticas à superfície lunar, todas executadas por empresas privadas.

A primeira delas, prevista para o segundo semestre, é a Moon Base 1, a cargo da Blue Origin, a empresa espacial de Jeff Bezos A missão terá como destino o polo sul da Lua, onde os EUA planejam construir sua base. Essa missão marcará a estreia do Blue Moon, o veículo desenvolvido por Bezos capaz de aterrissar na Lua

A segunda versão desse veículo vai competir com a Starship, de Elon Musk, para ver qual será usado para levar os primeiros astronautas do século XXI a pisar na Lua, nas missões Artemis 4 e Artemis 5.

A missão Moon Base 2, prevista também para este ano, será operada pela empresa Astrobotics, que terá uma segunda oportunidade para pousar na Lua seu veículo Griffin - que fracassou na primeira tentativa de pouso em janeiro de 2024. A terceira missão do novo programa dos EUA para construir sua base lunar também será executada por uma empresa privada, a Intuitive Machines, cuja alunisagem de sua sonda robótica Athena foi acidentada, depois de uma primeira tentativa fracassada.

Encarregado de desenvolver os ambiciosos planos de Isaacman para o estabelecimento da primeira colônia humana na Lua, o engenheiro Carlos García Galán, diretor do programa Moon Base, da Nasa, explicou durante a apresentação as três fases do projeto espacial: a primeira, que começa ainda este ano com as primeiras missões anunciadas, será destinada a realizar testes e aprender como os astronautas conseguirão sobreviver por longos períodos em um ambiente ainda mais hostil que o encontrado pelos astronautas das missões Apolo, entre 1969 e 1972.

Desta vez, o pouso previsto é no polo sul lunar, onde as temperaturas chegam a 200 graus negativos durante as noites que duram duas semanas e onde há crateras que ficam permanentemente na escuridão. Para estudar a fundo essa região, onde será estabelecida a colônia permanente, a Nasa planeja levar para lá veículos que os astronautas usarão para se deslocar na Lua, além de vários drones e outros instrumentos científicos.

Esses equipamentos serão enviados pelas 21 missões à Lua previstas para ocorrerem entre 2026 e 2029, quando se completa a fase inicial do Moon Base. Para 2029 já está prevista a criação das primeiras bases habitáveis, que serão provisórias, e funcionarão com a energia oriunda de instalações solares e nucleares. A partir de 2032, as bases serão permanentes, erguidas com a ajuda de robôs de construção.

Essa primeira colônia humana em outro mundo contaria com veículos de transporte pressurizados para cobrir grandes distâncias, com um sistema de telecomunicações e com centrais nucleares capazes de gerar energia de forma constante para que a base sobreviva às gélidas e longas noites lunares.

Condenação

Homem é condenado após publicar vídeo ofendendo servidora

O caso ocorreu em 2019 e obteve desfecho agora em 2026, sete anos após o ocorrido

29/05/2026 11h20

Homem foi condenado pela 8ª Vara Cível de Campo Grande, a pagar uma indenização de R$ 10 mil, à uma servidora pública

Homem foi condenado pela 8ª Vara Cível de Campo Grande, a pagar uma indenização de R$ 10 mil, à uma servidora pública Foto: Arquivo

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Um homem foi condenado pela 8ª Vara Cível de Campo Grande, a pagar uma indenização de R$ 10 mil, à uma servidora pública, após ele publicar um vídeo em 2019 proferindo ofensas verbais, o vídeo foi gravado durante o atendimento no órgão público. 

Conforme o inquérito, a autora da ação relatou que o réu, foi até o seu local de serviço para solicitar o seguro-desemprego, porém teve seu pedido negado. 

Visto que apresentou uma Carteira de Trabalho e Previdência Social, visivelmente alterada, indo contra as exigências legais. 

Ainda de acordo com a servidora, após a negativa do pedido, o homem passou a proferir ofensas verbais em voz alta e gravou um vídeo do atendimento, que posteriormente foi publicado em rede social. 

A publicação alcançou milhares de visualizações e gerou inúmeros comentários com teor ofensivo e ameaçador contra a servidora, deixando a vítima constrangida e abalada psicologicamente. 

Após o ocorrido, ela registrou um boletim de ocorrência e deu entrada com um processo judicial pedindo a remoção do conteúdo e indenização pelos danos sofridos. 

Ao ser citado no processo, o réu não apresentou contestação decretando dessa forma sua revelia, que é quando o acusado no processo não apresenta ou ignora o prazo. 

Na sentença proferida pelo juiz Mauro Nering Karloh, destacou que a vítima comprovou os fatos narrados, apresentando o vídeo gravado e capturas das publicações que foram feitas na rede social. 

Apesar do livre arbítrio ser constitucionalmente legal, existem limites como proteção à honra, à imagem e à dignidade das pessoas. 

Dessa forma, o magistrado entendeu que o réu ultrapassou os limites permitidos, por causa de um mero descontentamento com o atendimento realizado pela servidora. 

Por fim, ficou estipulado também que além da indenização fixada em R$ 10 mil, o autor terá que realizar a exclusão definitiva do vídeo no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00 limitada a 60 dias.

MATO GROSSO DO SUL

OAB/MS realiza votação para definir nomes ao cargo de desembargador

Advogados inscritos apresentaram propostas e passaram por sabatina nesta sexta-feira, em Campo Grande; relação com seis nomes será encaminhada ao Tribunal de Justiça para continuidade do processo de escolha do novo desembargador

29/05/2026 11h10

Conselheiros estaduais e membros vitalícios da OAB/MS participam, nesta sexta-feira, da votação que definirá a lista sêxtupla para vaga de desembargador do TJMS

Conselheiros estaduais e membros vitalícios da OAB/MS participam, nesta sexta-feira, da votação que definirá a lista sêxtupla para vaga de desembargador do TJMS Marcelo Victor

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) realiza nesta sexta-feira (29), em Campo Grande, a votação que definirá a lista sêxtupla para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pelo Quinto Constitucional. Pela manhã, os candidatos inscritos participaram de apresentação pública e sabatina antes do início da escolha, feita por conselheiros estaduais e membros vitalícios da entidade.

A vaga foi aberta após a exoneração do desembargador Ary Raghiant Neto, que deixou o cargo pouco mais de três anos após assumir a cadeira para retornar à advocacia. Ele havia sido nomeado em 2022 pelo então governador Reinaldo Azambuja (PL), também por meio do Quinto Constitucional.

Ao todo, nove candidaturas foram homologadas pela OAB/MS. Conforme as regras do edital, a lista será composta por três homens e três mulheres. Após a definição da lista sêxtupla, os nomes serão encaminhados ao Tribunal de Justiça, responsável por reduzir a relação para uma lista tríplice. A escolha final caberá ao governador Eduardo Riedel (PP).

O Quinto Constitucional é um mecanismo previsto no artigo 94 da Constituição Federal que reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para integrantes da advocacia e do Ministério Público, com o objetivo de ampliar a representatividade na composição do Judiciário.

Entre os candidatos está a ex-procuradora-geral do Estado Ana Carolina Ali Garcia, que deixou o comando da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) em abril para disputar a vaga. Especialista em Direito Tributário pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários), ela também possui MBA em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Também disputa a vaga Regina Iara Ayub Bezerra, advogada com atuação nas áreas empresarial, tributária e administrativa. Outro nome na disputa é Augusto Cesar Guerra Vieira, advogado com atuação de assessor de desembargador no Tribunal de Justiça e fundador do escritório Vieira e Guerra Advogados.

Na área criminal, José Roberto Rodrigues da Rosa atua como advogado e psicólogo, com pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal. Já José Eduardo Chemin Cury é sócio do escritório Pradebon, Cury & Luna Advogados Associados e possui especialização em Direito Administrativo, Constitucional e Eleitoral.

A lista de inscritos ainda reúne Silmara Salamaia Gonçalves, presidente da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS no triênio 2025-2027; Ewerton Araújo de Brito, advogado e professor de Processo Penal e prática penal na Unigran, além de ex-presidente da 4ª Subseção da OAB em Dourados e Itaporã; Mário Augusto Garcia Azuaga, que atua em diversas áreas do Direito em municípios do interior do Estado; e Maristela Fernandes Del Picchia, advogada com atuação em Mato Grosso do Sul.

Até a publicação desta matéria, o resultado oficial da votação ainda não havia sido divulgado pela OAB/MS.

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