Cidades

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Nelsinho terá apoio do partido da Igreja Universal

Nelsinho terá apoio do partido da Igreja Universal

Redação

09/06/2008 - 23h45
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Lidiane Kober e Lívia Ferreira

 

O PRB, braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, abandonou o projeto de concorrer à Prefeitura de Campo Grande e fechou apoio à reeleição do prefeito Nelsinho Trad (PMDB). A informação partiu ontem de manhã do próprio Nelsinho, depois de confirmar o nome do presidente da Câmara Municipal, Edil Albuquerque (PMDB) , como seu pré-candidato a vice. Nelsinho mostrou suas anotações pessoais em que o PRB constava da lista de partidos com maiores potenciais de votos no arco de aliança.

Embora não considere a aliança sacramentada, a Direção Regional do PRB confirmou a tendência de se unir ao atual prefeito.

No entanto, a ex-primeira dama do Estado, Maria Aparecida Pedrossian, tida até então como pré-candidata a prefeita, negou a possibilidade de se aliar ao atual prefeito. Disse que tudo não passa de uma estratégia de Nelsinho para tirá-la da disputa e garantiu que o PRB vai concorrer na majoritária com chapa pura.

Presidente regional do PRB, o pastor José Divino disse ontem que dois fatores pesaram na decisão de apoiar Nelsinho: o fato de Maria Aparecida não estar bem colocada nas pesquisas eleitorais e a necessidade de o partido priorizar as Câmaras. "A Maria Aparecida tem o seu valor, mas nas pesquisas de opinião ela não atingiu uma densidade eleitoral que possa empolgar para valer a chapa majoritária", justificou. Ele lembrou que, por ser um partido novo, o PRB precisa se fortalecer primeiro nas câmaras municipais. "O partido está começando. Temos que subir degrau por degrau. Todo edifício começa na fundação", justificou.

Em relação à candidatura de Maria Aparecida, Divino lembrou que o próprio marido da ex-primeira-dama, Pedro Pedrossian, é contrário a ela entrar na disputa. "Não queremos ser causa da desarmonia de ninguém", afirmou Divino.

A proposta de aliança com Nelsinho será discutida na reunião que a Executiva Municipal do PRB realiza sexta-feira.

Árvore Seca

Por telefone, Maria Aparecida disse que não há a menor possibilidade de o PRB desistir de lançar candidato a prefeito. "Esta candidatura é irreversível. O Nelsinho está fazendo de tudo para enfraquecer minha candidatura. Isto é um sinal de que estamos incomodando. Ninguém atira pedra em árvore seca", afirmou.

        Ao lado do PT e do PTB, o PRB chegou a formar uma frente de oposição a Nelsinho. Pela proposta original, os três partidos indicariam pré-candidatos a prefeito e o mais bem sucedido nas pesquisas ficaria com a vaga. A frente se dissolveu e hoje apenas o PT está na trincheira oposta a Nelsinho, já que o PTB também decidiu aderir ao prefeito.

Cidades inteligentes

Agetran espera implantar patinetes e bikes elétricas compartilhadas em agosto

A Agência depende do interesse de empresas para a realização do serviço e o início da fase experimental

23/06/2026 17h00

Serviço prevê aluguel de patinetes e bicicletas elétricas

Serviço prevê aluguel de patinetes e bicicletas elétricas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) espera implantar o período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em Campo Grande até o mês de agosto deste ano. 

Os testes terão duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agetran, podendo ser ampliado para 180 dias até a regulamentação do trânsito de ciclomotores nas ciclovias. 

O início dos testes dependem do interesse de empresas em se cadastrarem para a realização do trabalho. A elas fica a responsabilidade da realização de campanhas educativas e divulgação dos trabalhos a serem feitos, em conjunto com a Agetran. 

"A princípio, a gente tem buscado o que acontece em outras capitais do nosso País onde as empresas estarão disponibilizando esse material, sejam patinetes ou bicicletas elétricas. Nesse período de experiência estaremos avaliando qual dessas modalidades serão mais utilizadas pelo campo-grandenses", afirmou o diretor de trânsito da Agetran, Ideu Vilela.

A ideia é que Campo Grande se una a grandes cidades que possuem o serviço de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos, onde o acesso é feito via aplicativo e o usuário paga pelo tempo de uso.

Entre as cidades com os serviços ativos estão São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Recife (PE), Ilhéus (BA) e Vitória (ES). 

Em Campo Grande, a Agetran estima a ampliação para mais de 135 quilômetros de ciclofaixas para a realização do serviço.

As empresas interessadas já podem apresentar um Plano Operacional à Agetran, contendo a área de atuação, quantitativo de equipamentos, mecanismos de monitoramento, manutenção, atendimento ao usuário e gestão operacional, conforme publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na última segunda-feira (22). 

Ficará a cargo da empresa contratada toda a parte de infraestrutura para funcionamento do projeto, bem como a manutenção e recolhimento dos equipamentos, rastreamento de frota, a observância da legislação de trânsito, mobilidade urbana e acessibilidade e compartilhamento de informações operacionais solicitadas pelo Município. 

À Agetran, além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica a incumbência de delimitar as áreas onde os patinentes e bicicletas poderão circular. 

"Nós vamos fazer esse teste buscando entender o movimento e a quantidade desse modal que temos na cidade, para entender e trazer uma regulamentação. Com a regulamentação, nós conseguimos entrar com campanhas educativas para o trânsito. Nós pretendemos deixar cursos à disposição de ciclitas e pessoas que estarão utilizando essa modalidade de transporte", explicou o diretor presidente da Agetran, Ciro Vieira. 

"A partir do momento que nós, se tivermos alguma empresa que se cadastrar para fazer esse teste conosco, aí sim, nós já vamos começar. Um dos requisitos é justamente que ele faça uma campanha prévia para poder operar, já trazendo essas orientações de segurança para a sociedade que estiver transitando ali nas cicloias ou ciclofaixas", finalizou. 


 

Papo de Respeito

Projeto leva debate sobre violência contra a mulher para escolas de MS

Parceria entre TJMS e Governo do Estado aposta na educação de adolescentes para combater a violência de gênero e promover uma cultura de respeito dentro e fora das salas de aula

23/06/2026 16h58

Foto: Divulgação

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A prevenção à violência contra a mulher passará a fazer parte do cotidiano de estudantes da rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e o Governo do Estado oficializaram nesta segunda-feira (22) um acordo de cooperação para a implementação do projeto Papo de Respeito, iniciativa que busca conscientizar adolescentes sobre relações saudáveis, igualdade de gênero e enfrentamento à violência contra a mulher.

A formalização da parceria ocorreu no gabinete da presidência do TJMS e reuniu representantes do Poder Judiciário e do Executivo estadual.

Assinaram o termo de cooperação o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Dorival Renato Pavan, a coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Sandra Artioli, além dos secretários estaduais da Educação, Hélio Queiroz Daher, e da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira.

Desenvolvido pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar e pela Secretaria de Comunicação do TJMS, em parceria com as secretarias estaduais, o projeto-piloto será realizado inicialmente em nove escolas da rede estadual de ensino e envolverá estudantes do primeiro ano do ensino médio.

A proposta tem como principal objetivo inserir o debate sobre a violência contra a mulher no ambiente escolar por meio de uma linguagem próxima da realidade dos adolescentes.

A iniciativa busca estimular reflexões sobre respeito, cidadania e convivência social, apostando na educação como ferramenta de transformação cultural e prevenção de comportamentos violentos.

Segundo o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, a união entre diferentes instituições é um dos pilares do projeto.

Para ele, a participação das secretarias estaduais fortalece a iniciativa e amplia seu alcance, permitindo que o tema seja trabalhado de forma permanente dentro da comunidade escolar.

“A participação da Secretaria de Educação e de todos os envolvidos na construção desse projeto será muito significativa, não apenas para o Poder Judiciário, mas para o próprio Estado de Mato Grosso do Sul. Temos aqui o embrião de uma iniciativa que pode ser levada a outros Estados da federação e que tem potencial para se tornar uma referência nacional”, disse Pavan. 

Metodologia 

Durante a execução do programa, professores e coordenadores pedagógicos receberão capacitação específica para abordar o tema em sala de aula.

Na sequência, os estudantes serão divididos em grupos e desafiados a desenvolver campanhas publicitárias voltadas à conscientização sobre a violência contra a mulher.

Os trabalhos poderão ser produzidos em diversos formatos, incluindo vídeos para redes sociais, carrosséis digitais, peças gráficas para outdoors e busdoors, entre outros materiais de comunicação.

Ao final do processo, cada escola realizará uma seleção interna e poderá inscrever uma produção por categoria.

As campanhas vencedoras serão premiadas e passarão a integrar ações institucionais de conscientização promovidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, ampliando a visibilidade das mensagens produzidas pelos estudantes.

Para a desembargadora Sandra Artioli, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher, o período da adolescência é decisivo para a formação de valores e comportamentos.

Segundo ela, muitos jovens reproduzem práticas e discursos violentos sem compreender as consequências dessas atitudes, o que reforça a necessidade de abordar o tema dentro das escolas.

A magistrada destaca que o projeto pretende transformar os próprios estudantes em agentes multiplicadores de uma cultura de respeito e de enfrentamento à violência de gênero, utilizando ferramentas e linguagens que fazem parte do universo dos adolescentes.

O secretário estadual de Educação, Hélio Queiroz Daher, ressaltou que a iniciativa vai além de uma campanha pontual.

Segundo ele, a proposta busca incorporar a discussão ao processo de aprendizagem dos alunos, garantindo que o tema seja tratado de forma contínua e integrada às atividades pedagógicas.

“Não se trata de uma ação isolada. A discussão sobre a violência contra a mulher passa a integrar o currículo e o processo de aprendizagem dos estudantes. A premiação é importante, mas o grande legado do projeto é o debate que ele promove dentro das escolas”, afirmou o secretário de Estado de Educação, Hélio Queiroz Daher. 

Já o secretário estadual da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, afirmou que o combate à violência contra a mulher exige mobilização permanente de toda a sociedade.

Para ele, o problema ultrapassa barreiras sociais, econômicas e culturais, tornando indispensável a atuação conjunta de diferentes instituições para a construção de soluções efetivas.

A expectativa dos organizadores é que o projeto sirva como modelo para outras unidades da federação e contribua para a formação de uma nova geração mais consciente sobre igualdade, respeito e direitos das mulheres.

A iniciativa surge em um contexto de fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência de gênero e aposta na educação como caminho para promover mudanças duradouras na sociedade.

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