Cidades

RECURSOS HÍDRICOS

Nível do Rio Paraguai atinge o menor nível da história e situação deve piorar

Na régua perto da Marinha em Ladário, a água está nove centímetros abaixo de zero.

Continue lendo...

O Rio Paraguai está com o pior nível dos últimos cinco anos em alguns pontos e a situação tende a ficar pior até o fim de outubro. A projeção é do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e foi divulgada durante transmissão ao vivo pela internet nesta sexta-feira (11).

Conforme o gerente de recursos hídricos do órgão, Leonardo Sampaio, na régua perto da base da Marinha em Ladário a água está nove centímetros abaixo de zero.

Em 2015, o menor nível registrado naquele local foi de 153 centímetros. No ano seguinte, caiu para 212 cm. Em 2017 subiu para 155cm e em 2018 para 234 cm. Contudo, ano passado voltou a cair e bateu 95 cm, valor que já foi superado.

Também de forma atípica, o Rio Paraguai não transbordou como de costume em junho e julho. A previsão de Sampaio é de que a água continue recuando, o que deve dificultar a navegação. a estimativa é feita com base nas projeções de chuva para Mato Grosso do Sul, que não devem ser tão intensas.

Precipitações são esperadas entre os dias 19 e 21 de setembro e depois entre 25 e 26, mas em volume inferior ao necessário para reverter a situação, mas que devem ajudar a controlar os incêndios no Pantanal, que se espalham devido ao tempo seco.

O ideal seria que o Rio Paraguai tivesse, no geral, altura de 3,6 metros, mas atualmente está em 2,8 metros. Os rios Miranda, Aquidauana e o Rio Pardo, na bacia do Paraná, também sofrem com a escassez de chuvas.

Ampliação

MSGÁS fecha contrato de R$ 3,5 milhões para ampliar a rede de gás natural

Empresa vence disputa para fornecer tubos de PEAD que serão utilizados na expansão da infraestrutura de distribuição de gás natural em diferentes regiões do Estado

09/07/2026 16h29

Foto: Divulgação MSGÁS

Continue Lendo...

A Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGÁS) homologou uma das principais licitações do ano voltadas à expansão da infraestrutura energética estadual.

Publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (9), o resultado da concorrência eletrônica confirma a contratação da empresa Polierg Indústria e Comércio Ltda. para o fornecimento de tubos de polietileno de alta densidade (PEAD), material utilizado na implantação e ampliação da rede de distribuição de gás natural no Estado. 

O contrato foi dividido em quatro lotes, que somam R$ 3.505.600,00. Os valores homologados são de R$ 851,4 mil, R$ 1,87 milhão, R$ 316,2 mil e R$ 468 mil, respectivamente. Todo o processo ocorreu por meio da Licitação Eletrônica nº 001/2026, após o encerramento do prazo para recursos administrativos. 

Segundo a publicação oficial, os tubos de PEAD serão destinados à área de concessão da companhia em Mato Grosso do Sul.

O material é considerado essencial para a construção de novos ramais de distribuição e para a ampliação da capacidade da rede, por apresentar elevada resistência mecânica, flexibilidade e durabilidade, características que garantem maior segurança no transporte de gás natural. 

O investimento faz parte da estratégia da MSGÁS de fortalecer a infraestrutura energética do Estado e acompanhar o crescimento da demanda pelo gás natural, combustível que vem sendo utilizado cada vez mais pela indústria, pelo comércio, por estabelecimentos de serviços e também em projetos de mobilidade e geração de energia.

A expansão da rede de distribuição é considerada um dos principais pilares para atrair novos empreendimentos industriais, reduzir custos operacionais de empresas e ampliar a competitividade econômica de Mato Grosso do Sul.

Em Mato Grosso do Sul, o gás natural já abastece diversos empreendimentos industriais e desempenha papel estratégico em cadeias produtivas de grande relevância para a economia estadual.

O combustível é utilizado por frigoríficos, indústrias de alimentos e bebidas, fábricas de papel e celulose, cerâmicas, metalúrgicas, usinas do setor sucroenergético e empresas ligadas à mineração e à transformação mineral.

Além de garantir maior eficiência nos processos produtivos, o uso do gás natural contribui para a redução dos custos operacionais e das emissões de poluentes, tornando a produção mais competitiva e ambientalmente sustentável.

A disponibilidade do gás natural é vista como diferencial para setores que demandam grande consumo energético, como indústrias alimentícias, cerâmicas, metalúrgicas, frigoríficos e fábricas instaladas ou em fase de implantação no Estado.

Além de favorecer a atividade industrial, a ampliação da malha de distribuição cria condições para que novos consumidores comerciais e residenciais sejam atendidos futuramente, acompanhando o crescimento urbano e econômico dos municípios contemplados pelos projetos da companhia.

Conforme o resultado publicado, a empresa vencedora fornecerá os tubos conforme as especificações técnicas previstas no edital, que integra o Processo Administrativo nº 202/2025.

A contratação ocorreu pela modalidade de licitação eletrônica, seguindo as regras da Lei Federal nº 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais.

Nova fronteira energética

A ampliação da rede de gás natural ocorre em um momento de forte expansão do setor energético em Mato Grosso do Sul.

Na semana passada, a Atvos lançou a pedra fundamental de sua primeira planta de etanol de milho, na Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul, empreendimento superior a R$ 1 bilhão que integra um complexo de transição energética com produção de etanol de cana, etanol de milho, bioeletricidade e biometano.

Embora o projeto utilize fontes renováveis próprias, o avanço simultâneo dos investimentos em gás natural e bioenergia evidencia a estratégia do Estado de diversificar sua matriz energética e ampliar a oferta de infraestrutura para atender a expansão industrial e atrair novos empreendimentos.

Mato Grosso do Sul

Gigante da celulose pede à Justiça despejo de ex-funcionários

Ações judiciais envolvem ex-colaboradores que permaneceram em casas construídas para atender à implantação do Projeto Cerrado, em Ribas do Rio Pardo

09/07/2026 16h17

Casas da Suzano S/A em Ribas do Rio Pardo, no Bairro Santo Antônio

Casas da Suzano S/A em Ribas do Rio Pardo, no Bairro Santo Antônio Divulgação

Continue Lendo...

A Suzano S/A ingressou com ações de despejo contra ex-funcionários que continuam ocupando as casas construídas pela empresa em Ribas do Rio Pardo, cidade localizada a 96,8 quilômetros de Campo Grande.

As ações de despejo incluem pedidos de cobrança de aluguéis e de concessão de liminar para desocupação imediata dos imóveis e estão fundamentadas no encerramento do vínculo empregatício dos ex-funcionários.

O contrato de aluguel no Residencial Santo Antônio, conjunto habitacional construído pela Suzano em Ribas do Rio Pardo paralelamente à implantação de sua linha de produção de celulose, o Projeto Cerrado, estabelece que a locação é válida somente enquanto o contrato de trabalho estiver vigente.

O encerramento do contrato de trabalho, ou seja, a demissão do funcionário, encerra automaticamente a locação do imóvel pertencente à Suzano.

Durante a construção da unidade de Ribas do Rio Pardo, a Suzano ergueu 954 casas no Bairro Santo Antônio, além de entregar 80 apartamentos na cidade.

À época do lançamento, o objetivo do programa habitacional era oferecer moradia aos colaboradores que precisavam residir na região para exercer suas atividades profissionais. As casas estão localizadas no Residencial Santo Antônio.

O investimento na construção das moradias foi de R$ 57 milhões. Em todo o Projeto Cerrado, que abriga a maior linha de produção de celulose em operação no planeta, com capacidade superior a 3 milhões de toneladas por ano, foram investidos R$ 22 bilhões.

Argumentos jurídicos e valores de aluguel

A Suzano sustenta que os contratos de locação foram firmados com vínculo direto ao contrato de trabalho.

Pelos termos acordados, o valor histórico do aluguel mensal era de R$ 180,00, com reajustes anuais baseados no menor índice entre o INPC e o IGP-M ou conforme os reajustes salariais.

Entre as hipóteses de rescisão automática da locação previstas em contrato, destaca-se o encerramento do contrato de trabalho.

Após a dispensa, os ex-funcionários teriam, conforme previsão contratual e a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), o prazo de 30 dias para desocupar voluntariamente o imóvel.

Uma das ações de despejo é contra T.M.I., ex-mecânico que teve o contrato rescindido em março de 2026 e deveria ter deixado o imóvel até 19 de abril de 2026. A Suzano cobra R$ 554,52, referentes ao aluguel de maio e à multa compensatória.

M.N.S., outro ex-mecânico da empresa, também é alvo de ação de despejo. Ele teve a rescisão formalizada em março de 2026, com prazo para desocupação até 22 de abril de 2026. Nesse caso, a dívida acumulada é maior, chegando a R$ 2.386,79, incluindo aluguéis em atraso de períodos anteriores à rescisão, entre junho de 2025 e fevereiro de 2026, além de multas.

A empresa afirma ter tentado solucionar a questão extrajudicialmente por meio de notificações recebidas pelos réus em abril de 2026. No entanto, os imóveis permanecem ocupados.

Liminar

A Suzano pleiteia a concessão de liminar para que a Justiça determine a desocupação dos imóveis no prazo de 15 dias.

As ações seguem em tramitação na Comarca de Ribas do Rio Pardo, e a Suzano já manifestou desinteresse na realização de audiências de conciliação, buscando a retomada definitiva dos imóveis e a condenação dos réus ao pagamento dos débitos e das custas processuais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).