Cidades

CONTRABANDO

No ano, polícias apreendem 2,52 mi
de maços de cigarros no Estado

Somente na sexta (15), foram 11 carretas com carga de R$ 33 milhões

DANIELLA ARRUDA

16/06/2018 - 13h07
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Em menos de seis meses, aproximadamente 2,52 milhões de maços de cigarros contrabandeados foram tirados de circulação em Mato Grosso do Sul, como resultado de apreensões de rotina e operações realizadas pelas polícias federal, rodoviária federal, Receita Federal e Polícia Militar no Estado.

Os números levam em conta ao menos sete ocorrências de médio e grande porte divulgadas pelas instituições de janeiro até este mês e foram realizadas em rodovias federais e estaduais. Na maioria delas, o valor da carga apreendida não foi informado, de acordo com levantamento realizado pelo Portal Correio do Estado.

Na mais recente das ações, já considerada um recorde histórico em apreensão de cigarros paraguaios e prisão em flagrante de motoristas, a Polícia Federal apreendeu nesta sexta-feira (15), durante operação na rodovia MS-141, em Ivinhema, onze carretas carregadas com cigarros contrabandeados do Paraguai. Estimativas iniciais indicam que cada carreta estava carregada com aproximadamente um milhão de maços de cigarros estrangeiros, em uma carga total avaliada em torno de R$ 33 milhões.

A ação aconteceu com a participação de policiais de Naviraí e Dourados, que prenderam nove motoristas dos caminhões. Todos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal de Naviraí e foram autuados pela prática dos crimes de contrabando e organização criminosa. Em nota, a Polícia Federal informou que esta apreensão pode se tratar do recorde histórico de apreensão de cigarros paraguaios e prisões em flagrante de motoristas. Os últimos registros deste tipo de operação pela instituição são de 2010, quando foram apreendidos 15 caminhões com cigarros e um motorista foi preso em flagrante.

Já no dia 17 de maio, a PF de Naviraí havia apreendido caminhão baú contendo aproximadamente 500 mil maços de cigarro contrabandeado do Paraguai, durante operação de rotina na MS-295, na região de Iguatemi. Segundo os agentes, a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 1,5 milhão, com base nos preços de mercado. O motorista, de 33 anos, afirmou que fora contratado para transportar a mercadoria da fronteira com o Paraguai até a capital do estado de São Paulo.

Outras operações

Em 10 de março, ação da Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de dois caminhões, carregados com 700 mil maços de cigarro contrabandeados do Paraguai. Conforme informado aos policiais pelos condutores, o destino da mercadoria ilícita era, respectivamente, os Estados de São Paulo e Goiás. O valor dos carregamentos não foi divulgado.

Já no dia 28 do mesmo mês, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu um caminhão baú, com placas de Campo Grande, carregado com 30 mil pacotes de cigarro. Conforme informações divulgadas à época, o veículo transportava uma carga de mudança da Capital para Nova Alvorada do Sul, mas depois seguiria para São Paulo com os cigarros. Também não foi informado o valor deste carregamento.

Em abril, no dia 19, foi a vez da Polícia Militar de Nova Casa Verde flagrar 960 caixas de cigarro em uma carreta, em Nova Andradina. A apreensão, realizada após o veículo parar no município para abastecer em um posto de combustíveis, resultou na apreensão de 48 mil pacotes do produto.

No dia 12 de maio, a PRF apreendeu durante a Operação Égide 70 mil pacotes de cigarros, transportados em uma carreta, na BR-463, em Ponta Porã. O carregamento, que não teve o valor divulgado, tinha como destino São Paulo.

Na última quinta-feira (14), Policiais militares de Terenos apreenderam 180 mil pacotes de na MS-355. O carregamento de cigarro estava dividido entre duas carretas e um caminhão Bitrem.

Quadrilhas

Ainda em abril,a Polícia Federal deflagrou a Operação Homônimo, para desarticular duas quadrilhas de contrabandistas de cigarros que agiam em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Espírito Santo. O grupo, com entrepostos em Naviraí e Iguatemi, cidades localizadas na principal rota de cigarreiros do país, importava produtos paraguaios sem autorização da Receita Federal e causou prejuízo estimado em R$ 14 milhões aos cofres públicos.

A PF cumpriu ao todo 35 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 45 de busca e apreensão e 32 de sequestro e bloqueio de bens, em decorrência de investigações iniciadas em agosto de 2017 pela delegacia de Sorocaba (SP). Algumas pessoas detidas já haviam sido alvos da Operação Mandrin, deflagrada pela mesma delegacia em 2007, também pela prática de contrabando.

Ao longo das investigações foram feitos 17 autos de prisão em flagrante com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, resultando na prisão de 25 suspeitos, na apreensão de 25 veículos entre caminhões, vans e automóveis, bem como na apreensão de 4,27 milhões de maços de cigarro. (Colaborou Natalia Yahn)

PROCON

Bancos e operadoras lideram ranking de reclamações em MS

Bradesco, Vivo, Claro, Energisa e Banco BMG estão entre as empresas mais acionadas pelos consumidores em 2025

15/03/2026 16h00

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado Divulgação

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Serviços bancários, de telefonia e de energia elétrica concentraram a maior parte das reclamações registradas por consumidores em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. Dados divulgados pelo Procon estadual mostram que instituições financeiras e operadoras de telecomunicações lideram o ranking de empresas mais demandadas do Estado. 

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado. Desse total, 12.811 foram queixas relacionadas a produtos ou serviços, que passaram por análise técnica para comprovação da relação de consumo. Após essa etapa, 6.445 reclamações foram classificadas como fundamentadas, ou seja, quando há indícios de descumprimento das normas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o levantamento, apenas 41% dessas reclamações foram atendidas pelas empresas, enquanto a maior parte terminou sem solução direta apresentada ao consumidor. 

Entre as companhias com maior número de reclamações estão dois bancos, duas operadoras de telefonia e uma concessionária de energia elétrica: 

  • Banco Bradesco
  • Telefônica Brasil (Vivo)
  • Claro S.A.
  • Energisa Mato Grosso do Sul
  • Banco BMG

Entre essas empresas, o banco Bradesco aparece com 197 reclamações fundamentadas, sendo a companhia mais acionada pelos consumidores sul-mato-grossenses no período analisado.

Principais motivos das reclamações

Os registros do Procon apontam que os problemas mais frequentes variam conforme o setor, mas seguem alguns padrões.

No caso dos bancos, as principais queixas envolvem cobrança de serviços não contratados, problemas com cartão de crédito e crédito consignado, além de dificuldade para cancelamento de contratos.

Já nas operadoras de telefonia, consumidores relataram cobranças indevidas, oferta não cumprida, instabilidade ou má qualidade de internet e telefonia, além de dificuldades para cancelar planos.

No setor de energia elétrica, as reclamações mais comuns dizem respeito a cobranças consideradas abusivas, informações insuficientes sobre o serviço e problemas no faturamento da conta de luz.

Base de dados pública

O cadastro de reclamações fundamentadas é publicado anualmente pelos órgãos de defesa do consumidor e reúne casos em que houve análise técnica da relação de consumo.

Além do relatório estadual, o site do Procon também disponibiliza dados produzidos por 20 dos 45 Procons municipais de Mato Grosso do Sul, ampliando o monitoramento sobre a relação entre empresas e consumidores no Estado.

O levantamento completo pode ser consultado na página oficial do Procon-MS.

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DADOS ALARMANTES

Tentativas de feminicídio em 2026 quase dobram em relação ao ano passado

Além das sete mortes já registradas este ano, ano também acumula 27 tentativas de assassinato, se consolidando como uma das épocas mais violentas para mulheres em MS

15/03/2026 15h31

Tentativas de feminicídio já acumulam 27 registros em 2026

Tentativas de feminicídio já acumulam 27 registros em 2026 Foto: Gerson Oliveira / Arquivo

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Números atualizados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) confirmam que 2026 já é um dos piores anos para as mulheres no território sul-mato-grossense, já que, além dos sete feminicídios registrados, houveram também 27 tentativas de assassinato em 75 dias, quase o dobro de 2025 no mesmo período analisado.

Desde o dia 1º de janeiro deste ano, 27 mulheres já sofreram alguma tentativa de assassinato por companheiros ou familiares homens, dos quais oito ocorreram em janeiro, 10 em fevereiro e 9 nas duas primeiras semanas de março, média de uma tentativa a cada 72 horas. Os números ficam mais alarmantes quando comparados com os anos anteriores.

Em 2025, também nos primeiros três meses, somaram-se 14 tentativas de feminicídios (seis em janeiro, cinco em fevereiro e três em março), a metade do acumulado em 2026. No ano passado, a estatística terminou com 88 tentativas. Já no ano anterior, em 2024, foram 19 tentativas no primeiro trimestre, também abaixo em comparação com 2026.

O ano mais recente que ultrapassa a marca registrada atualmente é 2023, quando Mato Grosso do Sul catalogou incríveis 41 tentativas de assassinato contra mulheres nos primeiros 90 dias do ano, uma média próxima de uma tentativa a cada dois dias. Naquele ano, o Estado terminou com 126 registros.

Vale destacar que tentativa de feminicídio é crime hediondo no Brasil, como prevê a Lei 14.994/2024 do Código Penal, e é caracterizado quando o agente tenta matar uma mulher por razões da condição de sexo feminino, mas não consuma o ato por circunstâncias alheias à sua vontade. Geralmente, a pena para este tipo de crime alcança entre oito a 10 anos de prisão.

Violência doméstica

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, MS registrou 4.378 casos de violência doméstica em 2026. Considera-se violência doméstica qualquer ato de agressão (física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial) que cause dano à mulher, no âmbito familiar, doméstico ou de relação íntima, baseando-se no gênero para impor sofrimento, controle ou humilhação, previsto dentro da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06).

Recentemente, um caso ganhou repercussão em Campo Grande por envolver o médico e diretor-presidente da Secretaria Municipal de Esporte (Funesp), Sandro Benites, após uma mulher de 43 anos, que afirma ser companheira de Sandro nos últimos seis anos, período em que ela relata ter sido alvo de humilhações, ameaças, repressões e controle emocional. 

Com isso, a mulher registrou boletim de ocorrência por violência psicológica e conseguiu medida protetiva contra Sandro. Um dia após o caso vir à tona, ele foi exonerado do cargo pela prefeita Adriane Lopes (PP), sob justificativa de "esclarecer fatos de caráter pessoal".

Feminicídios em 2026

O caso mais recente aconteceu no dia 8 de março, justamente no Dia Internacional da Mulher. A indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul passa a registrar sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026.

A 6ª morte ocorreu no início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

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