Cidades

DE LESTE A OESTE

No combate ao tráfico, MS apreende 273 kg de cocaína e cumpre mandados de prisão

Carga milionária de entorpecentes foi localizada na BR-376, entre Dourados e Ivinhema, enquanto o município de Três Lagoas também foi alvo de operação da PF nesta quinta (07)

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Na BR-376, entre Dourados e Ivinhema, na madrugada de ontem (06), a polícia Civil apreendeu mais 273 kg de cocaína, e como Mato Grosso do Sul há tempos é reconhecido como rota do tráfico de drogas esse trabalho de combate feito pelas forças policiais são incessantes, citando como exemplo mais uma ação na manhã de hoje (07) no interior do Estado. 

Batizada pela Polícia Federal como "Operação Calibre Branco", a ação desta quinta-feira (07) cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Três Lagoas e mais um em Uberaba (MG), além de dois mandados de prisão cautelar, todos deferidos pela 3ª Vara Criminal do município sul-mato-grossense. 

Segundo a Polícia Federal (PF), o foco dessa operação é justamente desmantelar a facção criminosa que tem realizado crimes tanto de tráfico de drogas, quanto do comércio ilegal de armas de fogo na região leste de Mato Grosso do Sul. 

Além disso, as delegacias de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e de Ivinhema conseguiram uma grande apreensão na madrugada de quarta-feira (06), tirando de circulação 273,55kg de cocaína e quase 85 kg de crack que estavam fracionados em 38 tabletes. 

A maior quantidade apreensão estava fracionada em 248 tabletes, localizados no interior da lataria de um caminhão. 

Segundo divulgado pela Polícia Civil, o trabalho faz parte da operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, batizada como "Protetor", que repassou informações para a Defron sobre um grupo que transportava quantidade abundante de entorpecentes em um caminhão vermelho. 

Vindo da região fronteiriça, o veículo passaria por Dourados durante a noite, sendo identificado rumo ao distrito de Indápolis ainda na noite de terça (05).

Aparentemente com o pneu estourado e indicando estar sem carga, o motorista ia em alta velocidade pela rodovia, momento que começou a perseguição próximo ao trevo de acesso ao distrito, na Vila São Pedro. Ainda assim, ele conseguiu passar pelos policiais e, inicialmente, sumir na rodovia. 

Com isso, as forças policiais da delegacia de Ivinhema foram acionadas, executando um bloqueio na BR-376, em frente a um laticínio, onde o motorista do caminhão foi abordado por volta de 01h30 de ontem (06). 

Apreensões do ano

Nervoso e dando respostas confusas, assim que questionado sobre o carregamento ele confessou o crime e, cabe apontar que, esse motorista recebeu voz de prisão por tráfico de drogas, assim que identificada a carga que transportava.

Antes dele, a última apreensão da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul aconteceu em na madrugada de 26 de fevereiro, quando 164 kg de cocaína e quase 197 kg de maconha foram encontrados em um caminhão abandonado na BR-262, fronteira com a Bolívia. 

Nesse caso, o motorista não foi localizado e, sendo feita a apreensão, a polícia federal abriu investigações tanto para identificar tanto o motorista quanto quem seria o responsável pela carga.

Ainda que a primeira ação de apreensão a chamar atenção em 2024 tenha sido os 62 kg de cocaína encontrados em uma ambulância, em 09 de janeiro, na BR-262, outras duas apreensões realizadas na primeira semana de 2024 já somavam 76 kg, totalizando 138 kg só nos primeiros 10 dias do ano. 

Já em 19 de janeiro, a PRF localizou e apreendeu mais 238 kg de cocaína, em Rio Verde de Mato Grosso, no interior do Estado, considerada a primeira grande apreensão de 2024, superada cerca de 11 dias depois. 

Em 30 de janeiro, no município de Ivinhema, a fiscalização da PRF na BR-376 encontrou 242 kg de cocaína em um caminhão Volvo/FH12. Nessa ocasião o motorista fazia zigue-zague pela pista e, por isso, foi abordado. 

Já em 02 de fevereiro, outros 107 kg da droga foram encontrados em um caminhão carregado de eucalipto. O curioso desse caso é que, após os policiais pararem o caminhão, enquanto retiravam os estepes por estranharem o peso das rodas, o motorista fugiu e não foi mais localizado. 

Em seu lugar, a mulher que viajava com ele, vinda de Chapadão do Sul com destino à Minas Gerais, foi presa em flagrante após a localização das substâncias. 

Na sequência de casos inusitados, uma caminhonete transportada em um caminhão cegonha com destino para São Paulo carregava 126 kg de cocaína nas rodas, localizada por um cão farejador da Polícia Rodoviária Federal em 10 de fevereiro. 

Antes disso, em 08 de fevereiro, equipes da PRF localizaram mais 82 kg dessa mesma substância transportada em uma S/10 pela BR-463. Os policiais só conseguiram fazer a apreensão após alcançarem o motorista de 23 anos, que não obedeceu à parada e empreendeu fuga. 

Ainda, no intervalo de cinco dias, entre 14 e 19 de fevereiro, a PRF em Corumbá apreendeu mais 33,2 kg de cocaína em três ocasiões diferentes.

Depois, uma perseguição iniciada em Brasilândia e encerrada em São Paulo resultou na apreensão de 234 kg de cocaína. Nesse caso, um comboio de três veículos iniciou fuga na divisão com o Estado paulista.

Para além das apreensões da PRF, até mesmo o Exército Brasileiro conseguiu uma grande apreensão de cocaína na fronteira da Bolívia. Na chamada parte alta de Corumbá, 163 kg foram encontrados pela 18ª brigada de Infantaria de Pantanal, em 19 de fevereiro. 

Também a Polícia Federal mostrou bons resultados de apreensões em Mato Grosso do Sul neste 2024 até então, sendo a primeira em 11 de janeiro, em Corumbá, encontrando 9,5 kg da droga em fiscalização nas rodovias. 

Depois disso, a PF em MS localizou mais 50 kg de pasta base de cocaína em Ponta Porã, em 20 de janeiro; 3,6 kg da droga em Campo Grande, com uma mulher que embarcava no aeroporto com destino à São Luiz (MA), além de outros 20 kg em Ponta Porã, na BR-463, antes mesmo do fim de janeiro. 

Ainda assim, a maior apreensão dessa força policial em Mato Grosso do Sul aconteceu quando a Polícia Federal localizou em Bataguassu quase meia tonelada de cloridrato de cocaína, que tinha como destino o porto do Santos (SP), o que indica que essa substância deixaria o País rumo ao exterior.

 

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Expansão

Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

Áreas somam cerca de 669 mil hectares de unidades de conservação

08/09/2026 23h00

Foto: Fabíola Sinimbú / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

As reservas são Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Somadas, as reservas chegam a cerca de 669 mil hectares.

Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí,  totalizando a área em 13.502 hectares. Em discurso, o presidente disse que a proteção total do meio ambiente só ocorrerá quando a sociedade perceber o quão lucrativo é o turismo em áreas preservadas para “descansar e conhecer a nossa riqueza”.

“[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”. A assinatura dos decretos ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro assinou os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três unidades da Flona de Humaitá, que totalizam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

Quilombolas

O evento também marcou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A verba deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.

Justiça

Diretores da PF apoiam Andrei Rodrigues e colocam cargos à disposição

Diretor-geral foi afastado preventivamente por André Mendonça

08/09/2026 22h00

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma carta manifestando “total apoio” ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi afastado preventivamente do cargo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na carta, os diretores expressam apoio também ao diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, que também foi afastado. Eles colocaram o cargo à disposição do diretor interino da PF, William Marcel Murad. 

“Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”, diz o texto. 

Andrei foi afastado por Mendonça na manhã desta terça. Segundo a decisão, o diretor-geral da PF teve participação no monitoramento ilegal do ministro durante o mês de agosto, quando ao menos seis relatórios internos foram produzidos. 

O texto assinado pelos diretores da PF continua afirmando que “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”. 

A nota fala ainda de “ataques” à PF e “usurpação de funções”, completando ser do interesse público que os diretores defendam uma instituição capaz de assegurar o Estado Democrático de Direito.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, conclui o texto. 

A decisão monocrática que afastou Andrei chegou a ser colocada em julgamento na Segunda Turma do STF, que formou maioria de três entre cinco ministros para confirmar a medida. O desfecho da análise foi adiado por um pedido de vista (mais tempo de análise) feito pelo ministro Gilmar Mendes. 

Além de Mendes e Mendonça, compõem a turma os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que votaram a favor do afastamento, e Dias Toffoli, que ainda não se posicionou.

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