Cidades

Entrevista

"Nossa expectativa é de que, a partir de 6 meses, já seja possível perceber avanços no Regional"

Secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul falou sobre o leilão para concessão do hospital, que deve ocorrer em dezembro, além de outros assuntos

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Em entrevista ao Correio do Estado, o titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Maurício Simões Corrêa, falou sobre a concessão para a iniciativa privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) e a expectativa do governo do Estado com o contrato.

O projeto do Hospital Regional prevê a concessão para a iniciativa, por meio da parceria público-privada (PPP), envolvendo tudo o que não está relacionado com a contratação de pessoal da parte médica.

De acordo com Simões, em seis meses a expectativa da SES é de que mudanças já sejam notadas no hospital.

“Nossa expectativa é de que, a partir de seis meses da assinatura do contrato, já seja possível perceber avanços, sobretudo na gestão operacional do prédio atual e no início das obras da nova estrutura”, declarou o secretário.

Simões também falou sobre o contrato para prestação de serviço de exames de imagem por meio da Health Brasil. Segundo o secretário, após firmar parceria com outra empresa, a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), houve novo avanço sobre o acordo com a Health Brasil. Confira a entrevista:

Com o avanço do sarampo nos países de fronteira de MS, qual é a preocupação para que a doença chegue ao Estado e quais medidas estão sendo tomadas para evitar o avanço da doença?

A Secretaria de Estado de Saúde intensificou este ano as ações de prevenção e vigilância do sarampo em Mato Grosso do Sul. Foram realizadas reuniões técnicas, treinamentos presenciais e atividades de sensibilização para capacitar profissionais na identificação precoce e resposta rápida a casos suspeitos.

Também houve intensificação da busca ativa, notificação imediata e monitoramento contínuo, além da publicação de uma nota de alerta com orientações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais.

Nos municípios de fronteira, como Corumbá e Ladário, foram adotadas estratégias específicas, com bloqueio vacinal seletivo em áreas de maior risco. Na vacinação, incluiu a dose zero, reforçou a ampliação da segunda dose e a atualização do esquema vacinal em todas as faixas etárias em todo o Estado, com atenção especial a migrantes e moradores de áreas de fronteira.

Também lançou a campanha MS Vacina Mais: Sarampo, que ocorrerá até 31 de agosto, com dia D de mobilização neste sábado, 30 de agosto.

O governo do Estado pretende entregar à iniciativa privada parte das operações do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Como essa medida pode impactar na melhora do atendimento na unidade e em quanto tempo depois da concessão espera esse avanço?

Esse rigor é o que nos assegura grandes oportunidades de selecionar uma empresa que demonstre não apenas expertise e histórico de sucesso em projetos semelhantes, mas também robustez econômica para conduzir uma operação da dimensão que nós vamos realizar.

Nossa expectativa é de que, a partir de seis meses da assinatura do contrato, já seja possível perceber avanços, sobretudo na gestão operacional do prédio atual e no início das obras da nova estrutura.

A SES não renovou o contrato com o Instituto Acqua para gestão do Hospital Regional de Ponta Porã por irregularidades em outro estado. Como garantir que o mesmo problema não aconteça em Campo Grande?

Em Campo Grande, adotamos o modelo de PPP, diferente de Ponta Porã, que é um chamamento público para organização social. Em ambos os casos, o ponto central é o mesmo: garantir rigor no processo seletivo e na construção do contrato. Isso assegura a escolha de um parceiro com experiência comprovada, histórico positivo de gestão em outras localidades e capacidade de entrega. 

Além disso, é fundamental que o Estado disponha de instrumentos eficazes de fiscalização para monitorar se o parceiro cumpre integralmente os compromissos firmados.

Sobre a questão do Hospital Regional de Três Lagoas, que também tem o contrato com a mesma empresa, ele segue normalmente? Pode correr o risco de ser encerrado também? Ou não deve ser renovado?

No caso de Três Lagoas, segue por conta de que não há previsão legal para o seu encerramento neste momento. Entretanto, se no momento da renovação contratual – à semelhança do que ocorreu com Ponta Porã –, se ainda persistirem as restrições identificadas nesta oportunidade, infelizmente a organização social também não poderá continuar à frente do Hospital de Três Lagoas, conforme prevê a legislação estadual.

Recentemente, vocês encontraram uma ONG de São Paulo para seguir com o contrato dos diagnósticos por imagem, investigada na Operação Turn Off. Entretanto, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) determinou que a Health Brasil continue oferecendo o serviço, o que será feito? Terá uma nova licitação?

Inicialmente, o contrato emergencial foi assumido pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem [Fidi], uma fundação pública de direito privado com vasta atuação em São Paulo, Goiás, Minas Gerais e, agora também, em Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma instituição de grande porte, com estrutura robusta e corpo clínico qualificado para atender às demandas de diagnóstico por imagem.

O fato de estar sob investigação não a desqualifica automaticamente para uma contratação emergencial. Inclusive, a decisão parcial do Tribunal de Contas, que determinou a suspensão temporária do contrato, teve origem em questionamento de outra empresa que visou apenas possibilitar análise mais detalhada e foi revogada no dia 19 de agosto.

Em reunião com a Santa Casa de Campo Grande em março deste ano, por conta do envio de R$ 25 milhões para socorro ao hospital, foi estabelecido que a unidade faria um plano de recuperação financeira para evitar que situações como essa voltassem a acontecer. Esse plano foi entregue? Se sim, o que ele prevê? Se não, haverá algum tipo de cobrança por parte da SES para que ele seja feito?

O aporte de R$ 25 milhões à Santa Casa ficou definido em reunião em que participaram o Ministério Público, a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande. 

Naquela oportunidade, a SES sugeriu que a instituição apresentasse um plano de recuperação econômica para os três entes, o que até este momento ainda não ocorreu.

Nesses dois anos e meio da sua gestão à frente da SES, quais objetivos tinha e já conseguiu alcançar, e o que ainda busca para melhorar a saúde do Estado?

O meu principal compromisso é entregar à sociedade sul-mato-grossense uma rede de saúde pública mais eficiente do que a que encontrei ao assumir a gestão. 

E, nesse sentido, destaco alguns avanços importantes nestes dois anos e meio: a reestruturação organizacional da SES – instituímos uma revisão de todos os processos internos da secretaria. Esse redesenho, seguido da digitalização, possibilitou respostas mais rápidas e efetivas às demandas da saúde no Estado e corrige fragilidades que antes comprometiam a capacidade de entrega da instituição.

A implantação do Mapa de Gestão de Riscos, Política de Integridade e Compliance – com o apoio da Controladoria-Geral do Estado, sob a liderança do secretário Carlos Eduardo Girão, estruturamos ferramentas que fortalecem a governança, reduzem riscos e ampliam a transparência, diminuindo significativamente as possibilidades de desvios de conduta e de recursos públicos, a reorganização do Plano de Regionalização da Saúde. 

A atualização das microrregiões e a redefinição do papel dos hospitais no Estado permitem um redirecionamento mais adequado de pacientes e recursos, conforme a complexidade de cada caso e a capacidade de cada unidade hospitalar.

A retomada da gestão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul – a segunda maior unidade hospitalar do Estado está sendo reorganizada e ampliada. No âmbito da PPP, praticamente dobrará de tamanho e contará com uma estrutura assistencial de maior qualidade, consolidando-se como um marco na saúde pública de MS, especialmente a partir de 2030, a expansão da saúde digital e fortalecimento dos serviços ao cidadão.

Ampliamos substancialmente o número de pontos de atendimento em saúde digital e a oferta de consultas remotas. Esse avanço tem ampliado o acesso e reduzido deslocamentos desnecessários da população. Para se ter uma ideia da evolução, o número de consultas digitais apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. 

Em 2022, foram realizados 132 teleatendimentos. Esse número saltou para 3.521, em 2023, e mais que dobrou, em 2024, chegando a 7.728 atendimentos. Apenas até 31 de julho deste ano, já foram registrados 11.283 teleatendimentos, totalizando 22.664 atendimentos no período. Além disso, o programa Remédio em Casa registrou um aumento significativo no número de entregas: de 610 em 2022, para 5.448 em 2023, 13.294 em 2024 e, atualmente, 15.099. 

A iniciativa tem facilitado o acesso da população a medicamentos de uso contínuo, proporcionando mais comodidade e beneficiando especialmente pacientes com mobilidade reduzida, e a ativação do Núcleo de Economia em Saúde – apesar de Mato Grosso do Sul ter aderido ao programa em 2012, o núcleo só foi efetivamente implementado agora e já apresenta resultados parciais ao Ministério da Saúde, permitindo que a SES avance na apuração de custos e na avaliação da eficiência das unidades hospitalares. 

Esse trabalho será decisivo para valorizar e premiar instituições que entregam serviços de qualidade com menor custo, sejam públicas ou filantrópicas.

Essa agenda de modernização e racionalização é fundamental para otimizar os parcos recursos da saúde diante da enorme demanda existente e assim ampliar a qualidade do atendimento à população. 

Quanto mais conseguirmos alinhar eficiência, transparência e planejamento, mais avançaremos na construção de um sistema de saúde que responda às demandas crescentes da sociedade sul-mato-grossense.

Perfil

Maurício Simões

Maurício Simões Corrêa é médico, especialista em cabeça e pescoço. Foi diretor-presidente da Unimed Campo Grande. Formou-se pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques Escola de Medicina do Rio de Janeiro, em 1987. Casado, com filhos, mudou-se para Mato Grosso do Sul em 1993 e sua experiência como gestor hospitalar começou no Hospital São Julião (1998 a 2001), onde exerceu a função de diretor-clínico. Logo depois, foi diretor-presidente da Unicred (2002-2005), e teve três mandatos pela Unimed Campo Grande, sendo duas vezes como diretor-presidente (2007-2010) e (2019 a 2022), e depois como diretor-financeiro (2013-2019).

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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