Cidades

DENGUE ONLINE

Notificações de casos passam a ser diárias

Notificações de casos passam a ser diárias

DA REDAÇÃO

14/02/2011 - 15h03
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Técnicos de 20 municípios do Estado participam hoje (14), em Campo Grande, de um treinamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) para utilização do Dengue On-line. O novo sistema virtual do Ministério da Saúde vai possibilitar a notificação diária dos casos da doença. A ferramenta está em funcionamento há 40 dias, e em Mato Grosso do Sul o primeiro município a implantá-la foi a Capital.

Ainda esta semana, os outros 19 municípios prioritários selecionados pela SES, com maior incidência do mosquito da dengue (Aedes aegypti)- Anastácio, Aquidauana, Bataguassu, Bonito, Cassilândia, Corumbá, Coxim, Dourados, Ivinhema, Jardim, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas - também passarão a informar diariamente a progressão da dengue. Até o final do primeiro semestre o sistema será implantado para o restante das cidades do Estado.

De acordo com a diretora de Vigilância e Saúde da SES, Bernadete Lewandowski, a agilidade na notificação dos casos vai proporcionar um atendimento mais rápido e eficaz aos doentes. As informações são importantes para a SES quantificar os recursos necessários para o município. Atualmente a ocorrência da enfermidade é feita, semanalmente, no Sistema de Agravos de Notificação (Sinan), que agrega o diagnóstico de notificação compulsória de 45 doenças, incluindo aids, hanseníase, tuberculose, meningite e hepatite.

Como a incidência de casos da dengue é muito dinâmica, o período de tempo de sete dias torna-se muito longo para o apontamento dos dados. Quanto maior a rapidez na comunicação dos casos, melhor a assistência oferecida ao doente. Além do tempo, nem todos os municípios são rigorosos na inclusão dos dados no sistema. Com o treinamento oferecido aos técnicos responsáveis pela digitação dos dados, a Secretaria de Saúde do Estado espera um maior comprometimento dos profissionais.

Para Marina Cence, de Nova Alvorada do Sul, o sistema Dengue on-line é “mais rápido, mais eficiente”. Desde o início deste ano foram notificados no município 21 casos da doença.

Casos

De acordo com o último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, este ano foram notificados 2 533 casos de dengue em 58 municípios do Estado. As cidades com maior incidência por número de habitantes são Nioaque, Rio Negro, São Gabriel do Oeste, Paranaíba, Coxim, Ribas do Rio Pardo, Rio Verde de Mato Grosso e Bandeirantes. Em 2010 foram notificados 82.597 e 56.076 tiveram confirmação. Em Mato Grosso do Sul foram detectados os tipos 1, 2 e 3 da doença.

 








 

Infraestrutura

Cidades de MS receberão mais de R$ 25 milhões em investimentos para drenagem e asfalto

Bairros das cidades como Campo Grande, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste serão beneficiados pavimentação e drenagem urbana

09/04/2026 11h15

Ao todo, são mais de R$ 25,9 milhões em obras que vão melhorar o acesso a escolas, residências e serviços essenciais

Ao todo, são mais de R$ 25,9 milhões em obras que vão melhorar o acesso a escolas, residências e serviços essenciais Reprodução, Governo de MS

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Para garantir mais seguranças nas ruas e evitar estragos maiores em dias chuvosos, o Governo do Estado de MS investirá R$ 25,9 milhões em pavimentação e drenagem urbana, nas cidades de Campo Grande, São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso. 

O dinheiro será investido em pontos estratégicos, para facilitar o acesso a determinadas áreas como escolas, residências e serviços essenciais. 

A divisão do investimento foi feito da seguinte maneira, em Rio Verde de Mato Grosso, serão injetados R$ 8,1 milhões na pavimentação e na drenagem das vias que levam à Escola do Sesi, visando melhorar o acesso na região. 

Em São Gabriel do Oeste o investimento é um pouco maior, cerca de R$ 9,4 milhões, que irão ser usados para melhorar ruas importantes do município como David Ferreira da Cunha e Amábile Mafissoni e também deve contemplar algumas vias adjacentes. 

Já em Campo Grande, o bairro Novo Samambaia finalmente irão para de sofrer com a poeira e lama em dias de chuvas, ao todo serão investidos R$ 8,4 milhões em melhorias. 

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), é que está à frente do projeto e será responsável por conduzir todas as etapas, indo do planejamento até a fiscalização, para garantir o bom andamento das obras e que o resultado final seja satisfatório para todos.
 

INTERIOR

Comitê contra chikungunya arrecada uma tonelada de alimentos em MS

Corpo de Bombeiros de Dourados, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167, é o ponto de coleta oficial e itens como alimentos não perecíveis; água mineral e repelentes são prioritários

09/04/2026 10h48

 Já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros

Já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros Reprodução/Divulgação/Halinno Soares

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Criado através de decreto, o comitê emergencial contra os avanços da Chikungunya em Dourados têm arrecadado alimentos para as comunidades indígenas do município, ultrapassando a marca de uma tonelada de frutas já distribuídas em menos de um mês. 

Liderado pela Casa de Leis de Dourados, o chamado Comitê Emergencial da Reserva Indígena de Dourados (Ceari) é um dos braços do enfrentamento ao avanço da chikungunya. 

Através dele, toda uma rede de apoio foi montada, envolvendo desde voluntários até empresas e instituições em uma "força-tarefa humanitária", frisa a Câmara Municipal local em nota. 

Dados compilados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que, entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026, Mato Grosso do Sul já confirmou um total de 1.764 casos de Chikungunya. 

Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.

Entre as parcerias do Ceari, aparecem nomes como: Mesa Brasil, Batata & Cia e Frutaria Oshiro. Com esse e demais apoios, até o momento, já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, além de 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros. 

Foi feita ainda a distribuição de 180 cestas básicas com o apoio do grupo Legendários e a produção de 300 marmitas por parte da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Missão Solidária.

Das terras indígenas contempladas, as maiores regiões, como Jaguapiru I e II e Bororó I e II, foram contempladas logo no início da ação. É importante esclarecer que o Corpo de Bombeiros de Dourados, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167, é o ponto de coleta oficial do Comitê. 

Além disso, cabe apontar que uma série de itens são considerados como "prioritários", entre eles: 

  • Alimentos não perecíveis;
  • Água mineral;
  • Repelentes.

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

Cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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