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Armamento

Número de armas particulares dobra e chega a quase 3 milhões no Brasil

Caçadores, atiradores desportivos e colecionadores passaram a ser os principais detentores de armas

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A quantidade de armas em acervos particulares de civis e militares mais do que dobrou e chegou a quase 3 milhões no período de 2019 a 2022, segundo levantamento dos institutos Igarapé e Sou da Paz. Somente no ano passado, foram adquiridas mais armas em comparação ao acumulado de 2018, 2019 e 2020.

A equipe responsável pelo estudo aponta que o crescimento tem relação com medidas adotadas durante a gestão de Jair Bolsonaro na Presidência da República, que facilitaram o acesso a armamentos no país, principalmente entre os CACs (caçadores, atiradores desportivos e colecionadores). Entre as medidas estão a facilitação do porte municiado e a disponibilidade de armas mais potentes e em grande quantidade.

Com isso, os membros de instituições militares deixaram de ser os principais proprietários de acervos particulares de armamentos no país, dando lugar aos CACs.

Em 2018, antes das mudanças promovidas pelo governo Bolsonaro, os acervos particulares somavam 1,3 milhão de armas no Brasil, sendo que 47% pertenciam a militares, segundo o levantamento. Na época, os CACs tinham 27% do arsenal, e outros 26% estavam com servidores civis, cidadãos comuns com registro para defesa pessoal e caçadores de subsistência. Já em 2022, a fatia dos CACs nesse total aumentou para 42,5%. 

As mudanças nos arsenais particulares de civis e militares no país foram consideradas "um efeito imediato do descontrole promovido pelos mais de 40 atos infralegais - decretos, portarias e instruções normativas - publicados entre 2019 e 2022, quase todos regredindo em controles até então vigentes”, conforme o documento divulgado nesta segunda-feira (13).

Os institutos também alertam que a altíssima velocidade de compra se contrapõe à capacidade estatal de verificar de forma apropriada essas solicitações e fiscalizar o mercado, que impacta diretamente na segurança pública. Em 2018, os CACs compraram 59 mil armas, enquanto, em 2022, foram adquiridas 430 mil - o que representa um crescimento de mais de sete vezes.

A diretora de pesquisa do Instituto Igarapé, Melina Risso, destaca que, além de terem mais armas, os CACs agora contam com um acervo mais potente e menos controlado. "O acesso às armas foi amplamente flexibilizado, mas não tivemos aumento na mesma intensidade do controle salvaguarda que tínhamos antes. Por exemplo, os atiradores tinham classes dentro da categoria. O acesso a outros tipos de armamento dependia da sua progressão no esporte. Nos últimos quatros anos, acabamos com essa progressão até para as armas de grosso calibre. O acervo deles tornou-se mais potente".

Para a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, o mercado de armas também funciona sob a ótica da oferta e da procura, e que o aumento da circulação de armas é observado pelo crime organizado, que busca formas de se beneficiar. "Sabendo do aumento dessa oferta de armas, o crime se organiza para explorar essa movimentação. É um canal a mais para o crime explorar".

NOVA LEVA

Defensoria Pública do MS divulga relação de nomeados do XVIII Concurso

Certame havia sido homologado em março de 2024 e prorrogação da validade em fevereiro deste ano dá chance de novas convocações até 2028; salários iniciais beiram R$34 mil

24/08/2026 13h01

Certame teve sua validade prorrogada graças à resolução da Defensoria Pública-Geral publicada em fevereiro deste ano

Certame teve sua validade prorrogada graças à resolução da Defensoria Pública-Geral publicada em fevereiro deste ano Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através da edição desta segunda-feira (24) do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Estado, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul trouxe mais uma leva de nomeados habilitados do XVIII Concurso Público de Provas e Títulos da instituição. 

Voltado Para provimento dos cargos de Defensora Pública Substituta e de Defensor Público Substituto, esse concurso foi originalmente aberto em 2021, com sete vagas e salário inicial de aproximadamente 29 mil reais (exatos R$28.884,20). 

Vale lembrar que esse certame havia sido homologado há pouco mais de dois anos, em 19 de março de 2024, porém, teve sua validade prorrogada graças à resolução da Defensoria Pública-Geral do Estado (DPGE) de número 383/2026, publicada em fevereiro deste ano

Conforme divulgado inicialmente, das sete vagas originais cinco seriam voltadas para ampla concorrência e duas reservadas para candidatos cotistas negros, além de formação de cadastro reserva, através do qual novos aprovados estão sendo nomeados ao cargo de defensor público substituto, classe DP-22. 

Aparecem na relação divulgada hoje os seguintes nomes: 

  1. | CAROLINA BORGES SOARES
     
  2. | CINTHIA DE OLIVEIRA FERNANDES  
     
  3. | EVELIN DE OLIVEIRA LEITE (Cotista Negra)
     
  4. | RENATA FERREIRA DA SILVA 
     
  5. | DANIELE CASTANHARO 
     
  6. | LIVIA MARIA NASCIMENTO SILVA (Cotista Negra)
     
  7. | REBECCA DA SILVA PELLEGRINO PAZ
     
  8. | FELIPE AUGUSTO DA CRUZ (Cotista PcD)
     
  9. | GABRIELA DE OLIVEIRA DAS NEVES (Cotista Negro)
     
  10. | JÉSSICA RENATA GOMES PEREZ

Entenda 

Como parte do trajeto que trouxe esses aprovados nacionalidade brasileira ou portuguesa, somente para participar do concurso os interessados precisam possuir diploma de conclusão de curso de graduação, devidamente registrado, em bacharelado de Direito. 

Para o cargo, é necessário ter exercido, no mínimo, três anos de atividade jurídica e não acumular cargos,empregos e/ou funções públicas. Também não deve ter condenações criminais ou antecedentes criminais incompatíveis com o exercício das funções e não possuir condenação administrativa ou condenação em ação judicial.

Se à época do lançamento do edital o salário para esse nível de cargo girava em torno de R$28,8 mil, atualmente o valor atualizado corresponde a um montante de cerca de R$34.083,40. 

Antes da nomeação desses 10 novos nomes, o órgão ainda registrava um total de 26 cargos vagos, o que representa que pelo menos 16 outros aprovados que aguardam em cadastro reserva podem ser chamados ainda nos próximos dois anos. 

 

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Aniversário

Bolo de 800 quilos será distribuído gratuitamente após desfile

Com 540 quilos de massa, 160 quilos de recheio e 1,4 mil ovos, produção promete marcar as comemorações do aniversário da Capital

24/08/2026 12h45

Foto: Divulgação

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O bolo para o aniversário de 127 anos de Campo Grande, está entrando em fase final de confecção. A iniciativa de fazer um bolo de mais de 30 metros de comprimento partiu do Sistema Comércio MS, que é formado por Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF) e sindicatos empresariais.

Ao todo o bolo terá cerca de 32 metros de comprimento, 10 centímetros de altura e o seu peso final pode chegar a uma tonelada. Ao todo serão mais 540 quilos de massa, 160 quilos de recheio de doce de leite e impressionantes 1,4 mil ovos. 

Para produzir um bolo dessa magnitude, está sendo utilizada a cozinha e equipe de Gastronomia do Senac MS, a equipe já está na produção e prevê cerca de 16 horas apenas para montagem e finalização do bolo. 

Por conta de seu tamanho e da quantidade de ingredientes utilizados, é necessário um cuidado extra com a segurança dos alimentos, além dos procedimentos padrões como boa prática na manipulação, também serão coletadas amostras de cada lote produzido. 

Dessa forma, se tem o controle de qualidade para armazenar de forma adequada as amostras coletadas.

O transporte também exige cuidado e será realizado em condições adequadas para manter a preservação do alimento. 

O bolo será distribuído no dia 26 de agosto, data em que Campo Grande completa 127 anos. O local da distribuição será na Avenida Afonso Pena, entre as ruas 14 de julho e Calógeras.
 

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