Cidades

Levantamento

Números de roubo e furto no Estado apresentaram queda em 2025

Em 2024, houve diminuição de 17,2% no número de furto em residências e de 23,5% no número de roubo em residências

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Dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostraram uma queda nos índices de furto e roubo em Mato Grosso do Sul no ano de 2025 em comparação ao ano de 2024. 

De acordo com o levantamento, em 2024, foram registrados 33.514 ocorrências de furto, enquanto em 2025, o número caiu para 32.739, uma queda de 1,7%. O furto de veículos apresentou a maior redução, de 17,2%, seguido do furto em residência, que diminuiu 1,2%. 

Sobre os roubos, quando há ameaça à vítima ou presença de violência na ação, em 2025 foram 2.631 registros, enquanto em 2024, foram 3.130 ocorrências. 

Entre as modalidades, o roubo seguido de morte caiu 23,5%, passando de 17 em 2024 para 11 em 2025. Em seguida, aparecem o roubo ao comércio, com queda de 21,3%, roubo em via urbana ( -17,4%), roubo de veículo (-11,5%) e roubo em residência (-8,9%). 

Em Campo Grande, os índices também apresentaram queda. Sobre os roubos, a redução foi de 20,7%. O crime em via urbana passou de 1.553 em 2024 para 1.196 em 2025, uma queda de 23,1%. 

O roubo ao comércio reduziu 19,5%. O roubo de veículos diminuiu 14,8% e o roubo em residência caiu 11,1%. 

Sobre os furtos em geral, quando não há violência ou ameaça, na Capital, houve um pequeno aumento, de 0,3%, enquanto o número de furtos de veículos caiu de forma expressiva, 22,1%. 

Ações e estratégias

Para o delegado titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Francis Flávio Araújo Tadano Freire, a diminuição nos números é resultado de ações estratégicas no enfrentamento ao crime organizado. 

"Os resultados também se devem à atuação da DEFURV no enfrentamento às quadrilhas interestaduais, especialmente aquelas voltadas ao furto de caminhonetes e à adulteração de veículos com uso de placas falsas para dar aparência de legalidade, como identificado na Operação Placa Fria", avaliou.

Já o coronel Emerson de Almeida Vicente, comandante do Policiamento Metropolitano, ressaltou que as estratégias adotadas durante o ano tiveram efeito positivo. 

"Campo Grande registra queda consistente nos índices de roubos e furtos, resultado direto de um trabalho integrado, planejado e fortalecido por investimentos estratégicos do Governo do Estado, sob a liderança do governador Eduardo Riedel. A conclusão do curso de formação, em agosto de 2025, reforçou significativamente nossa capacidade operacional", afirmou. 

Entre as ações realizadas ao longo do ano, a Sejusp destacou a ampliação da setorização de Campo Grande, que passou de 38 para 50 setores, além da formação de 427 novos soldados da Polícia Militar. 

O Governo do Estado também realizou o concurso público da Polícia Civil para incorporação de mais 400 agentes às delegacias em todo o Estado. Além deste, também foi promovido o processo seletivo do Corpo de Bombeiros Militar, integrando mais 250 novos agentes. 

Com relação à infraestrutura, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) investiu mais de R$6,12 milhões na construção do novo prédio da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, em Campo Grande. 

A obra, que está 24,61% concluída, deve proporcionar "melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos servidores", ressalta o Governo. 

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública em exercício, Ary Carlos Barbosa, "os resultados apresentados são reflexo de uma política pública consistente, baseada em planejamento, integração entre as forças de segurança e investimentos contínuos em pessoal, tecnologia e infraestrutura". 

Projeto da nova DEPAC em Campo Grande/ Foto: Governo do Estado

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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