Cidades

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O silêncio dos ingênuos

O silêncio dos ingênuos

HÉLIO DE SOUZA FILHO

23/01/2010 - 08h19
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Ao contrário do que agentes da esquerda radical divulgam nos meios de comunicação que lhes são solidários por resquícios ideológicos ou interesses econômicos, não deve haver nos quartéis e nos navios das Forças Armadas nenhum temor pelas ondas revanchistas deflagradas pelo Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, até por que, nesses locais, dado os 35 anos que separam as últimas ações terroristas aos dias de hoje, já não existem nenhum daqueles que combateram a guerrilha comunista. O que deve existir, sim, são indignação e solidariedade. Indignação pela inesgotável capacidade da esquerda radical brasileira de querer passar-se por democrática e travestir-se de heróico em sua insana tentativa de implantar pela força um regime marxista no País e solidariedade a aqueles que lutaram, morreram assassinados e se dispuseram a enfrentar terroristas e guerrilheiros que sequestravam, justiçavam e eliminavam, e que agora, no poder, pretende qualificá-los como criminosos. Nas Organizações Militares deve existir, também, uma indignação pelo silêncio da maioria dos jornais, dos homens de bem, da igreja, enfim, de todos aqueles que lhes devem, hoje, um País livre do medo e do terror do totalitarismo marxista, onde não deixaram ocorrer, como em Cuba, modelo de democracia no imaginário dessa esquerda, 17 mil fuzilamentos e cerca de dois milhões de refugiados. Sabedores que são de serem lembrados somente nos momentos difíceis da pátria, convivem estoicamente com suas angústias e permanecem atentos, prontos para servir ao menor chamamento da Nação, mesmo que essa lhe vire as costas após o perigo. Nos quartéis e nos navios, possivelmente, além desses sentimentos, deve pairar a surpresa pela timidez da reação da maior parte da imprensa, dos religiosos, dos cientistas, da classe produtora, dos juízes, dos que se intitulam democratas e do restante da população brasileira que ainda pensa em um Brasil com igualdades de oportunidades para todos, condição que a nova Constituição governista apresentada sob a camuflagem de 3º Programa Nacional de Direitos Humanos pretende alterar, também de forma dissimulada, em nome de direitos das minorias e de uma reedição da história contemporânea do País. A busca da vingança de um grupo para sempre inconformado com a derrota incontestável sofrida a trinta e cinco anos atrás frente à sociedade brasileira que não lhe deu o mínimo crédito e menor, ainda, acolhida, pretende, passados, vinte e cinco anos dos governos militares, período em que 50% da atual população nacional ainda não era nascida e 20% da população da época já não existe, como pretensas vitimas, acusadores e juízes, impor a julgamento, em tribunais plagiados do inesquecível líder, Stalin, durante o Grande Terror, e condenar não só aqueles que os combateram em nome do Estado, mas, e principalmente, as Forças Armadas como medida profilática contra as quebras constitucionais que estão a caminho e deles saírem como virtuais heróis, o que sabem nunca foram. Contudo, o Programa vai muito além de um revanchismo inerme e mesquinho. O ensaio de endemonizar as Forças Armadas parece visar, primeiro degradá-las para depois anulá-las como instrumento da garantia dos poderes constituídos, com a intenção de afastá-las do grande objetivo estratégico de mudança da ordem institucional delineada ao longo do documento que o presidente diz ter assinado sem ler. O Programa, obra prima da sagacidade dessa esquerda, pretende, dissimulado de direitos humanos, criar no País um Estado multiétnico, plurinacional, socialista, totalitário, anticristão e intolerante. O leitor incrédulo, ou ingênuo, que julga exagerada ou tendenciosa essas considerações deve ler o documento e tirar suas conclusões. Da leitura, poderá constatar, entre outras diretrizes, a garantia da demarcação, homologação, regularização e desintrusão das terras indígenas de acordo com os projetos de futuro de cada povo indígena; o inventário das línguas faladas no Brasil; a garantia da realização de acampamentos do povo cigano em todo território nacional; a instituição da justiça popular, no melhor estilo dos soviets bolchevistas, para a mediação das invasões de imóveis urbanos e rurais; o ressuscitamento dos temidos comissários soviéticos nas figuras dos ouvidores e observadores do Programa; a transferência de renda para a erradicação e redução da pobreza; a descriminação do aborto; a desconstrução dos estereótipos relativos às profissionais do sexo e a proibição do uso de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. Na consecução de seus objetivos, o documento, como pode ser averiguado na continuação de sua leitura, pretende, além disso, restringir a liberdade dos meios de radiodifusão (rádio e televisão) via penalidades administrativas que vão da advertência à cassação da concessão, de acordo com a gravidade das violações praticadas e o acompanhamento editorial dos jornais e revistas a fim de criar um ranking nacional dos veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometerem violações, de acordo o julgamento de observadores designados pelo Governo, e promover, com base em informes obtidos pela Comissão da Verdade, a reconstrução da história recente do País. O Correio do Estado, na vigência do Programa, com o editorial publicado em 14 de janeiro, ocuparia uma posição perigosa nesse ranking. Quem ler e não estiver engajado com as intenções do Programa, certamente, da mesma forma que nos quartéis e nos navios ficará surpreso, ou até mesmo atormentado, com a ousadia de uns poucos e o silêncio da maioria do País.

Decisão Judicial

Acusado de matar jovem em emboscada é condenado a 17 anos de prisão

Segundo o MPMS, crime foi motivado por ciúmes e ocorreu após o fim do relacionamento do réu com uma amiga da vítima

05/10/2026 11h40

Divulgação: MPMS

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O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou a 17 anos de prisão, um homem acusado de feminicídio contra uma jovem baleada nas costas em 2024. A pena deve ser cumprida de forma imediata, e o condenado terá de pagar R$ 10 mil de reparação mínima à família da vítima, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS teve sua tese acolhida pelo Conselho de Sentença e e reconheceu as três qualificadoras da denúncia, motivo torpe, emboscada que impediu a defesa da vítima e crime cometido em razão da condição de gênero.

O réu também respondia por porte ilegal de arma de fogo. No plenário, a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro, da 21ª Promotoria de Justiça da Capital.

Como foi o crime?

A vítima morava com uma amiga que namorava o réu. Segundo a Polícia Civil e as provas periciais, ele criava conflitos constantes na casa, movido por ciúmes da amizade entre as duas mulheres. A convivência ficou insustentável, o namoro terminou e ele saiu do imóvel.

Cerca de duas semanas depois, a jovem esperava um carro de aplicativo na calçada quando foi surpreendida pelo agressor armado. Ela levou dois tiros no pescoço, pelas costas, sem chance de defesa. O homem fugiu e a vítima ficou quatro meses internada, onde veio a falecer, deixando um filho pequeno.

Contra o acusado havia mandado de prisão preventiva, mas ele permaneceu foragido por quase um ano, até ser localizado e preso. Com a prisão, o processo foi retomado.

O acusado negou o homicídio e afirmou ter viajado para Presidente Prudente (SP) antes do crime. De acordo com o MPMS, ele não apresentou dados nem testemunhas que comprovem a viagem. A promotoria sustentou que a versão era contraditória e incompatível com as provas do processo.

A defesa recorreu pedindo a anulação do julgamento, mas o MPMS contestou o recurso, e a sessão do Tribunal do Júri foi realizada.

Ainda internada, a vítima prestou depoimento à Polícia Civil, reconheceu o agressor por fotografia e relatou as ameaças de morte que já havia recebido. Testemunhas confirmaram na Justiça a rotina de conflitos na casa.
 

BURAQUEIRA

Em Ivinhema, forte chuva causa estrago e abre cratera em avenida

Prefeito Juliano Ferro publicou um vídeo, onde mostra que a rede de esgoto foi mal instalada por uma empresa terceirizada da Sanesul

05/10/2026 11h30

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema Reprodução: Ivinotícias

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A forte chuva que atingiu o município de Ivinhema, neste domingo (4), abriu uma cratera no cruzamento das avenidas Antônio Travain e Fermino Alves de Souza, no bairro Piravevê. O prefeito Juliano Ferro (PL), o "Mais Louco do Brasil", visitou o local e explicou a causa do problema. 

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o 'Mais Louco' diz que uma empresa, contratada pela Sanesul para prestar serviço de implantação de esgoto na cidade, passou o cano da rede por dentro do tubo de água da chuva e não fechou de maneira adequada o buraco. Com isso, o volume acumulado da precipitação passou por debaixo do asfalto e causou o estrago, abrindo a cratera na avenida.

O prefeito disse que o trecho será interditado e acionou a Sanesul, a qual informou ao gestor que enviará uma equipe de Campo Grande para resolver o problema.

Segundo a Defesa Civil, o município recebeu cerca de 55 milímetros de chuva durante a madrugada de sábado (3) para domingo (4), com ventos de aproximadamente 90 km/h.

O temporal também causou danos em Nova Andradina, onde árvores, outdoors e placas foram derrubados. Houve destelhamentos em diferentes regiões da cidade e interrupções no fornecimento de energia, problema registrado também em Batayporã.

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