Cidades

Deliberação colegiada

OAB-MS aprova proposta para fixação de mandato de 10 anos para ministros do STF

Tese será encaminhada à diretoria nacional do Conselho Federal da OAB

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (17), um posicionamento institucional que defende a fixação de mandato de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Atualmente, um ministro indicado por volta dos 50 anos pode permanecer quase três décadas no cargo [até a aposentadoria compulsória aos 75 anos]. A OAB argumenta que o mandato fixo estabelece um limite temporal saudável, garantindo que a composição da Suprema Corte acompanhe as mudanças geracionais, sociais e culturais do país. Nascido em 1975, o ministro Cristiano Zanin é o mais jovem na Corte, ao passo que Dias Toffoli foi indicado em 2009, então com 42. 

Além disso, a decisão colegiada também prevê a alteração regimental no Senado Federal para garantir que pedidos de impeachment sejam submetidos à deliberação de todo o colegiado de senadores. A votação ocorreu durante a sessão ordinária do Conselho Seccional com o Colégio de Presidentes de Subseções.

O debate sobre a imposição de balizas temporais ao Judiciário foi encabeçado pelo presidente Bitto Pereira, que defendeu a necessidade de uma reforma constitucional para oxigenar a composição da mais alta Corte e preservar o sistema republicano de freios e contrapesos.

“O regime democrático pressupõe a limitação de todo poder constituído. A investidura na Suprema Corte por períodos que podem ultrapassar três décadas gera um desequilíbrio estrutural no arranjo institucional brasileiro. O estabelecimento de um mandato fixo assegura que o exercício da mais alta jurisdição ocorra sob a perspectiva da transitoriedade do cargo e do posterior retorno do jurista à sociedade civil. Esta pauta transcende qualquer viés ideológico; trata-se da defesa imperativa da harmonia entre os Poderes e do aprimoramento contínuo do Estado Democrático de Direito”, destacou o presidente Bitto Pereira.

O colegiado estadual também acatou a proposição articulada pelo secretário-geral e corregedor-geral da OAB/MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, referente às regras de admissibilidade do processo de impeachment no Senado Federal.

A medida visa coibir a concentração de poderes monocráticos na presidência daquela Casa Legislativa, vedando a retenção ou o arquivamento individual de representações sem a prévia apreciação dos demais parlamentares.

“A ordem constitucional e o princípio da colegialidade exigem a revisão regimental do processo de admissibilidade no Senado Federal. Não cabe a uma decisão monocrática de sua presidência suprimir o debate plenário sobre representações de interesse nacional. A deliberação deve pertencer, de forma transparente e obrigatória, à totalidade dos 81 senadores que representam os estados da Federação, devendo ser alterado o artigo 380 do Regimento do Senado Federal para que a admissibilidade seja condicionada à maioria qualificada de seus membros, e não a uma decisão monocrática de seu presidente”, sustentou o secretário-geral Luiz Renê Gonçalves do Amaral.

Com a aprovação unânime do plenário sul-mato-grossense, as duas teses serão formalmente encaminhadas pelo presidente Bitto Pereira à diretoria nacional do Conselho Federal da OAB.

A proposta é encabeçada pelo conselheiro Federal Mansour Elias Karmouche, designado pelo Presidente Bitto Pereira para integrar a Comissão Especial para Codificação da Proposta para a Reforma do Poder Judiciário, instituída em âmbito nacional.

O colegiado reúne representantes de todas as seccionais com o objetivo de sistematizar as proposições da advocacia para a modernização e o equilíbrio do sistema de justiça. Na mesma linha, os diretórios da OAB em São Paulo, Minas Gerais e outros estados também são favoráveis à medida e fixação de mandato dos juízes. 

Alternativa

Veja como o e-Título pode facilitar no dia da eleição

Aplicativo pode ser usado para identificação na seção eleitoral e reúne serviços da Justiça Eleitoral

18/09/2026 17h30

Foto: Divulgação

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O eleitor já pode utilizar o e-Título para consultar informações e acessar serviços da Justiça Eleitoral pelo celular, aplicativo reúne recursos que podem ser úteis antes e durante o dia da votação. O primeiro turno deste ano acontece no próximo dia 4 de outubro. 

O uso do e-Título serve como documento oficial de identificação na hora de votar, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor. Nesse caso, não é necessário levar o título de eleitor impresso. O e-Título está entre os documentos oficiais com foto aceitos para identificação na seção eleitoral.

Por isso, é importante baixar ou atualizar o aplicativo antes das eleições e conferir os dados. Quem não tiver fotografia disponível no e-Título deverá apresentar outro documento oficial com foto para votar.

Local de votação e outros serviços

Pelo e-Título, também é possível consultar o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, consultar eventuais débitos e acessar o histórico de justificativas.

Justificativa pelo celular

Outra funcionalidade disponível é a justificativa de ausência às urnas pelo próprio e-Título no dia da votação.

O recurso pode ser utilizado pelo eleitor que estiver em município diferente daquele onde possui seu domicílio eleitoral. O aplicativo utiliza a geolocalização para confirmar a localização do usuário e, nesse caso, não é necessário apresentar documento que comprove a ausência.

A opção permite que o eleitor faça a justificativa pelo celular, sem precisar procurar um local de votação exclusivamente para esse procedimento.

Antecedência

A orientação é baixar ou atualizar o e-Título antes das eleições, conferir os dados e consultar o local de votação. Também é importante verificar se a fotografia está disponível no aplicativo, caso o eleitor pretenda utilizá-lo para identificação no dia da votação.

O aplicativo é gratuito e está disponível para smartphones e tablets com sistemas Android e iOS.
 

Depois de Anos

Após anos de atrasos, corredor da Gunter Hans entra na reta final em Campo Grande

Obra começou em 2021, ficou paralisada, teve troca de empreiteira e sucessivos adiamentos; Prefeitura prevê agora entregar ligação entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes em fevereiro de 2027.

18/09/2026 17h10

Obras do corredor de ônibus avançam na Avenida Gunter Hans, que tem entrega prevista para fevereiro de 2027.

Obras do corredor de ônibus avançam na Avenida Gunter Hans, que tem entrega prevista para fevereiro de 2027. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

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Depois de um histórico marcado por paralisações, troca de empreiteira e adiamentos, o corredor exclusivo de ônibus das avenidas Marechal Deodoro e Gunter Hans, em Campo Grande, entrou em uma nova etapa de obras e tem fevereiro de 2027 como prazo atual para ser finalmente entregue à população.

A Prefeitura informou nesta sexta-feira (18) que, a partir deste sábado (19), serão iniciados os trabalhos de fresagem do pavimento, procedimento em que máquinas retiram a camada mais antiga e desgastada do asfalto.

Na prática, o equipamento “raspa” parte da pista, removendo irregularidades e deixando a superfície preparada para receber uma nova camada de asfalto. O serviço será realizado no entorno das estações de embarque antes do recapeamento.

Depois dessa etapa, estão previstos outros três serviços antes da conclusão do corredor. O primeiro será o recapeamento dos encaixes próximos às estações, com a aplicação de uma nova camada de asfalto nos trechos que fazem a ligação da pista com as áreas de embarque.

Em seguida, será feita a sinalização viária, que inclui a pintura de faixas, linhas de divisão das pistas e demais marcações necessárias para organizar a circulação de ônibus e outros veículos.

Por último, serão instalados os abrigos das estações, estruturas destinadas a oferecer cobertura e proteção aos passageiros enquanto aguardam os coletivos.

O corredor passa pelas avenidas Gunter Hans e Marechal Deodoro e fará a ligação entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes, nos dois sentidos, atendendo principalmente moradores das regiões do Anhanduizinho e Lagoa. 

A administração municipal apresenta a nova etapa como a reta final da intervenção. Entretanto, a conclusão ocorre depois de uma longa trajetória de problemas que acompanha o projeto há anos.

Obra começou em 2021

Embora o planejamento dos corredores de transporte coletivo de Campo Grande seja ainda mais antigo, a etapa que deu origem à atual intervenção na Marechal Deodoro/Gunter Hans foi licitada em setembro de 2020.

Na época, a Engepar Engenharia e Participações venceu a concorrência por aproximadamente R$ 11,4 milhões. O projeto previa 1,1 quilômetro de drenagem, 5,5 quilômetros de recapeamento, sinalização e quatro estações de pré-embarque.

As obras começaram efetivamente em 2021 e a expectativa inicial era de que fossem concluídas ainda naquele ano. O cronograma, porém, não se concretizou. 

Em 2022, com a intervenção ainda inacabada, a previsão já havia sido empurrada para dezembro de 2024. Àquela altura, o corredor acumulava atrasos e provocava reclamações de motoristas e moradores que utilizavam diariamente a região. O cenário se agravou nos anos seguintes.

Primeira empresa deixou a obra

Em 2023, a Engepar desistiu de continuar o empreendimento e a Prefeitura iniciou o processo de rescisão do contrato. Naquele momento, já haviam se passado mais de três anos desde a licitação e a revitalização voltou a depender de uma nova contratação. 

Com estruturas inacabadas no canteiro central, o corredor passou a ser alvo de reclamações relacionadas a lixo, abandono e acidentes. Registros publicados no início de 2025 apontavam que a obra havia começado em março de 2021 e permanecia sem conclusão após a saída da primeira empresa. 

A tentativa de destravar definitivamente o empreendimento ganhou força somente no fim de 2024, quando o Município abriu uma nova licitação.

A vencedora foi a Engevil Engenharia Ltda., contratada por R$ 9,6 milhões. O contrato foi celebrado em março de 2025 e estabeleceu inicialmente prazo de 360 dias para execução. 

As máquinas voltaram efetivamente ao trecho no primeiro semestre daquele ano, retomando estruturas que haviam ficado inacabadas.

Prazo foi prorrogado novamente

Nem mesmo o novo contrato, entretanto, conseguiu encerrar a obra dentro do primeiro cronograma. Em março deste ano, a Prefeitura formalizou um primeiro aditivo e prorrogou a execução até agosto.

Em seguida, veio uma segunda extensão de 180 dias, levando o prazo até 19 de fevereiro de 2027. Além do prazo, o contrato também ficou mais caro.

O valor passou de R$ 9,6 milhões para R$ 9,7 milhões, aumento líquido de aproximadamente R$ 100 mil. O aditivo envolveu R$ 1,2 milhão em acréscimos de determinados serviços e R$ 1,1 milhão em supressões de outros itens. 

A Prefeitura agora arredonda o investimento total para R$ 9,7 milhões ao anunciar a fase final. 

O histórico mostra, portanto, que fevereiro de 2027 não representa o primeiro prazo estabelecido para a conclusão. A entrega inicialmente projetada para 2021 passou por diferentes previsões ao longo dos anos até chegar ao cronograma atual.

Quatro estações entre os terminais

O projeto prevê quatro estações de ônibus entre o Terminal Aero Rancho e a região do Trevo Imbirussu, além da continuidade do corredor até o Terminal Bandeirantes.

Com a nova configuração, os pontos de embarque ficam na região central da avenida e parte da pista passa a ser destinada prioritariamente aos ônibus do transporte coletivo. 

Em outubro de 2025, uma nova frente de obras também chegou ao Trevo Imbirussu, com alterações destinadas a permitir a continuidade da faixa exclusiva, que anteriormente terminava no Terminal Bandeirantes, em direção ao Aero Rancho. 

Naquele mesmo mês, a Prefeitura informava que apenas 36,1% dos serviços estavam executados e previa concluir o empreendimento em março de 2026. Na ocasião, 75% da pavimentação das quatro estações já havia sido realizada. Esse prazo também acabou superado.

Prefeitura fala em melhoria da mobilidade

Ao anunciar a etapa final nesta sexta-feira, a prefeita Adriane Lopes afirmou que o empreendimento deverá melhorar o deslocamento e oferecer mais conforto aos passageiros.

 “Estamos avançando com mais uma obra importante para a mobilidade de Campo Grande. Agora, entramos na etapa final de um corredor que vai melhorar o deslocamento e trazer mais conforto para quem utiliza o transporte coletivo”.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) é responsável pelo acompanhamento e fiscalização da execução.

Com o início da fresagem neste sábado, a expectativa da administração é avançar para o recapeamento, sinalização e instalação dos abrigos, últimas intervenções anunciadas antes da liberação definitiva do corredor. 

Caso o cronograma atual seja cumprido, a estrutura deverá ficar pronta em fevereiro de 2027, aproximadamente seis anos depois do início das obras dessa etapa do Corredor Sudoeste. 

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