Cidades

Autismo Sem Fronteira

OAB-MS lança congresso internacional sobre autismo nesta terça-feira

Lançamento oficial acontece na Câmara Municipal de Ponta Porã

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), promove o Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira 2026, cujo lançamento oficial acontece nesta terça-feira (10), em Ponta Porã, no interior do Estado.

Aberto ao público, o evento volta-se ao diálogo, à capacitação e à inclusão, reunindo especialistas, profissionais, famílias e a comunidade em geral para debater o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em sua 3ª edição, o congresso foi realizado duas vezes em 2025, em Ponta Porã e em Campo Grande, respectivamente. 

A iniciativa é uma realização da OAB-MS e do Instituto IEPSIS, com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul e da Prefeitura de Ponta Porã, reforçando o compromisso institucional com a pauta da inclusão e dos direitos das pessoas com autismo.

Idealizadora do primeiro congresso e membra consultora da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB-MS, Chayene Marques Georges do Amaral destaca que o lançamento simboliza apenas o começo de um projeto de grande impacto. Segundo ela, o congresso se consolida como um dos maiores do país sobre autismo, reunindo profissionais renomados e promovendo debates que deixam legado para a sociedade.

"Se você é familiar de autista, profissional da saúde, da educação, do direito ou simplesmente acredita que a sociedade precisa aprender mais sobre autismo, esse evento é pra você. A exemplo das edições anteriores, profissionais renomados estarão compartilhando conhecimento na edição 2026 do congresso. Espero vocês para o lançamento e para os dois dias do evento, que será um dos maiores sobre inclusão do Brasil", afirmou. Confira a lista de palestrantes confirmados aqui!

Serviço

O lançamento será realizado no auditório da Prefeitura de Ponta Porã, localizado na Rua Guia Lopes, nº 663, na região central. Já o Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira 2026 acontecerá nos dias 14 e 15 de março, reunindo ciência, inclusão e grandes debates sobre o TEA, fortalecendo o compromisso da OAB-MS e do Instituto IEPSIS com a construção de uma sociedade mais informada, acolhedora e inclusiva.

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Cidades

Mato Grosso do Sul registra 235 afastamentos de crianças do trabalho infantil em 2025

Estado ficou atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo, melhor resultado nacional no combate ao trabalho infantil desde 2017

09/02/2026 16h15

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com maior número de crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil em 2025, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estado contabilizou 235 resgates ao longo do ano, ficando atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo, melhor resultado nacional no combate ao trabalho infantil desde 2017.

De acordo com a Auditoria Fiscal do Trabalho, 4.318 crianças e adolescentes foram retirados de situações de trabalho infantil em todo o país em 2025. Desse total, cerca de 80% estavam submetidos às piores formas de exploração, caracterizadas por graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento e à integridade moral.

No ranking nacional, Minas Gerais liderou com 830 afastamentos, seguido por São Paulo, com 629, e Mato Grosso do Sul, com 235. Na outra ponta, Acre (1), Amapá (7) e Tocantins (22) registraram os menores números de ocorrências.

Os resultados são atribuídos à implementação de um projeto estruturante de alcance nacional, que fortaleceu a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho com base em quatro eixos: uso de dados e evidências, combate sustentável ao trabalho infantil, capacitação técnica dos auditores-fiscais e aprimoramento da gestão da Inspeção do Trabalho.

Um dos principais avanços foi a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI), que em 2025 passou a operar, pela primeira vez, com uma equipe fixa de fiscalização em todo o território nacional. A atuação prioriza regiões e setores econômicos com maior incidência de trabalho infantil e ocorre de forma integrada à rede de proteção social.

Além do afastamento imediato das vítimas, as ações garantem o encaminhamento das crianças e adolescentes a serviços públicos e políticas de proteção. Para o coordenador nacional de fiscalização do Trabalho Infantil, Roberto Padilha, os números de 2025 reforçam o compromisso do Estado brasileiro com a erradicação do trabalho infantil e demonstram a importância do planejamento estratégico e da atuação articulada para assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes.

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Pacientes renais crônicos podem fazer diálise peritoneal em casa em MS

O tratamento ofertado pelo SUS à noite garante qualidade de vida ao paciente, sem prejudicar a rotina de trabalho ou escolar

09/02/2026 15h33

Crédito: atrícia Belarmino/FUNSAU/HRMS

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Pacientes com doença renal crônica atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão tendo a comodidade de realizar diálise peritoneal em casa, em Mato Grosso do Sul.

A ação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com a Associação Beneficente dos Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul (ABREC-MS), trabalha para a ampliação da oferta da diálise peritoneal no Estado.

O tratamento ofertado aos pacientes em casa reduz a necessidade de deslocamentos frequentes até clínicas especializadas, além de permitir maior flexibilidade na rotina, com menos impactos na vida profissional, escolar e familiar.

A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, frisou que a iniciativa representa um avanço estratégico na linha de cuidado aos pacientes renais crônicos.

“Esse projeto da SES, em parceria com a ABREC-MS, tem como objetivo fomentar a diálise peritoneal em nosso Estado. É um tratamento que a pessoa realiza em casa, o que promove mais qualidade de vida. O paciente não precisa abandonar o emprego nem se ausentar por várias horas ao longo da semana. Além disso, reduz a necessidade de transporte de pacientes do interior para centros maiores. Portanto, é uma iniciativa que traz benefícios tanto para as pessoas quanto para o sistema público de saúde”, afirmou.

A secretária destacou que, nesse processo, o fortalecimento de parcerias é fundamental para ampliar o acesso, possibilitando que mais pessoas sejam atendidas em casa.

“Precisamos cada vez mais de parceiros que, de mãos dadas com o serviço público, nos ajudem a avançar na atenção à saúde da população”, destacou.

Embora a diálise seja realizada em casa, Angélica frisou que o acompanhamento pelo SUS permanece contínuo.

“Em vez de se deslocarem três vezes por semana para a hemodiálise, essas pessoas passam a fazer o tratamento no domicílio, muitas vezes no período noturno, sem deixar de ser acompanhadas pelos profissionais de saúde. Elas continuam assistidas e ganham mais autonomia para manter suas atividades diárias.”

Vantagens

Conforme a SES, o método diminui a ocorrência de anemia, condição frequente em pacientes em hemodiálise, e pode, inclusive, reduzir a necessidade de alguns medicamentos.

A ampliação da oferta do serviço faz parte da estratégia do Governo do Estado para qualificar a assistência às pessoas com doença renal crônica, com foco em cuidado contínuo, humanizado e mais próximo da realidade dos pacientes sul-mato-grossenses.

Modalidades de Terapia Renal

O SUS oferece aos pacientes com Doença Renal Crônica duas modalidades de Terapia Renal Substitutiva (TRS): hemodiálise e diálise peritoneal.

Entenda a diferença:

  • Hemodiálise: bombeia o sangue por meio de uma máquina e um dialisador para remover toxinas do organismo. O tratamento ocorre em clínica especializada, três vezes por semana.
  • Diálise peritoneal: tratamento ofertado diariamente na casa do paciente, normalmente no período noturno, realizado por meio da inserção de um cateter flexível no abdômen.
     

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