Washington, 11 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack
Obama, tentou reconquistar hoje o coletivo homossexual com uma
apaixonada defesa de seu compromisso inquebrantável com sua luta pela
igualdade de direitos e a promessa de eliminar as medidas
discriminatórias.
Em discurso perante a Campanha pró-Direitos
Humanos, a maior organização em defesa dos direitos dos homossexuais
dos EUA e que organizou na noite de ontem um jantar de gala para arrecadar
fundos, Obama admitiu que as mudanças prometidas na campanha eleitoral
não chegam tão rápidas como eles esperavam.
Apesar disso, pediu
à comunidade homossexual paciência. "Não duvidem dos avanços que vamos
conseguir, porque meu compromisso com vocês é inquebrantável".
"Estou com vocês nesta luta", afirmou Obama, sob ovações.
Com
estas palavras, Obama estendeu uma mão a um setor da população que o
apoiou de maneira decisiva nas eleições do ano passado, mas que desde
então se sentiu abandonado e se lamentou da inatividade da Casa Branca
em áreas como a presença dos homossexuais nas Forças Armadas.
Por
isso, o presidente americano, da mesma forma que já o tinha feito em
algumas ocasiões anteriores, reiterou hoje sua promessa de eliminar a
política atual em relação aos homossexuais nas Forças Armadas.
Esta
política, conhecida como "don't ask, don't tell" ("Você não pergunta,
eu não respondo") permite que os homossexuais possam servir nas Forças
Armadas sempre e quando não revelarem sua orientação sexual.
Apesar
das promessas de Obama de acabar com esta política, até agora não deu
nenhum passo visível para pôr fim a esta lei, implantada durante a
Administração de Bill Clinton (1993-2001).
O presidente não deu, no entanto, uma data para a revogação da lei como tinha reivindicado os homossexuais.
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