Cidades

CAMPO GRANDE

Obra da antiga rodoviária é adiada por mais 150 dias pela Prefeitura

Licitada há mais de três anos, reforma era para ter ficado pronta em meados de 2023 e já custa R$ 24,3 milhões aos cofres públicos

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A novela da reforma da antiga rodoviária de Campo Grande ganhou mais um capítulo. Nesta sexta-feira (25), via Diário Oficial (Diogrande), foi confirmada a prorrogação do prazo para conclusão da reforma por mais 150 dias, ou seja, até os últimos dias de 2025.

Licitada em junho de 2022, a obra do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu era para ter terminado em meados de 2023, já que a previsão inicial era de 360 dias. 

Em reportagem do Correio do Estado no mês passado, quando o contrato completou três anos desde sua assinatura, o executivo municipal disse que a demora na conclusão da construção é motivada pela necessidade de reprogramar o projeto, a fim de acrescentar alguns ajustes.

Ainda, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou que "a obra de revitalização do Terminal Heitor Laburu está com 44% do cronograma executado e o prazo de conclusão é até o fim deste ano", que se confirmou agora com a prorrogação para até 26 de dezembro.

Além dos constantes atrasos na entrega, a obra também passou por inúmeros reajustes financeiros. Atualmente, o contrato está em R$ 24.157.865,28, sendo R$ 7.559.056,51 somente de acréscimos financeiros.

Segundo informações do Portal da Transparência, o Executivo municipal já empenhou R$ 15.365.585,08 para a obra, dos quais R$ 9.614.462,10 foram efetivamente pagos e outros R$ 5,1 milhões ainda devem ser destinados à empresa NXS Engenharia, responsável por dar uma 'nova cara' para a rodoviária.

Caso seja concluída no final do ano, a reforma terá durado dois anos e meio e consumido 46,2% a mais de recursos municipais do que o montante previsto inicialmente.

PROJETO

A revitalização do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu será feita na área que pertence à prefeitura, de cerca de 10 mil metros quadrados, nas plataformas de embarque e desembarque, em duas salas no piso superior e no entorno, com calçamento e recapeamento. A obra faz parte do projeto Reviva Campo Grande.

Serão transferidos para o local a Fundação Social do Trabalho (Funsat) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM). O intuito é promover mais fluxo ao comércio e segurança na região. 

Com relação ao prédio, haverá mudanças na fachada, acessibilidade, áreas de descanso e paisagismo, entre outras intervenções.

 

 

A revitalização conta com repasse de R$ 15,3 milhões, oriundo de emenda da bancada federal de Mato Grosso do Sul, realizado em 2019, e mais uma contrapartida da Prefeitura de Campo Grande. O restante do prédio, que tem 34 mil m², é área particular e não será revitalizado.

Desde 2021, a prefeitura fez a requalificação das vias do entorno, de modo que as ruas Joaquim Nabuco, Vasconcelos Fernandes, Barão do Rio Branco e Dom Aquino foram interligadas às principais vias da cidade, compreendendo um espaço de aproximadamente 80 quadras. 

Essas intervenções para a revitalização do centro de Campo Grande foram feitas com recursos do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), a partir de empréstimo feito com a entidade.

HISTÓRICO

O Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu, localizado no Bairro Amambaí, em Campo Grande, foi desativado em 2009 e, desde então, a situação no local só se agravou.

Isso porque a região se viu tomada por centenas de pessoas em situação de rua e usuários de drogas após o fim da movimentação constante de ônibus no terminal.

Não foram poucas as promessas de obras na região para tentar reviver o prédio. Na gestão do então prefeito Nelson Trad Filho, após a retirada dos carrinhos de lanche da Avenida Afonso Pena, eles foram colocados na antiga rodoviária, porém, a aposta não deu certo.

Mais tarde foi iniciado o projeto de reforma do prédio, que só foi efetivamente licitado em 2022. A reforma foi acelerada por causa dos constantes problemas na região em função do aumento do número de pessoas em situação de rua.

Por causa dos inúmeros usuários de drogas que viviam no local e usavam o prédio da antiga rodoviária como ponto de uso e venda de entorpecentes, a Polícia Militar, com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), iniciou operações na região com o objetivo de reduzir o número de pessoas em situação de rua e traficantes. 

Porém, com a pandemia da Covid-19, essas ações foram paralisadas e o que se viu foi a volta dessas pessoas para a região.

As constantes operações policiais, no entanto, serviram para reduzir o número de pessoas em situação de rua naquela região, já que muitos migraram para outros pontos da Capital, como a Avenida das Bandeiras e a região dos bairros Jockey Club e Jardim Marcos Roberto.

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1º BIMESTRE

Mesmo com CNH mais barata, 2026 "decepciona" na quantidade de emissões

Até o momento, foram emitidas aproximadamente 34,5 mil habilitações este ano, abaixo do registrado no mesmo período em 2025, 2024 e 2023

21/02/2026 18h00

As novas regras para obtenção da CNH foram lançadas no dia 9 de dezembro

As novas regras para obtenção da CNH foram lançadas no dia 9 de dezembro Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Quase quatro meses depois do lançamento oficial das novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 2026 ainda não apresentou um “boom” de emissões e fica para trás no quesito quando comparado com o mesmo período em anos anteriores.

Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), até a manhã desta sexta-feira (20), 34.424 CNHs foram emitidas somente este ano, o que revela uma média de quase 675 documentos novos por dia.

Destrinchando estes números, a faixa etária de 18 a 25 anos domina as emissões, representando 22,89% delas, seguida por 26 a 31 anos (15,71%) e 32 a 37 anos (13,95%). Dentre as categorias mais selecionadas pelos novos condutores estão: AB - carro e moto (49,15%), B - somente carro (33,73%) e A - somente moto (5,89%).

Contudo, mesmo que os dados sejam “positivos”, ainda decepciona quando relacionado aos anos anteriores. Em 2025 foram 46.013 emissões, enquanto em 2024 e 2023 foram 41.477 e 38.286, respectivamente. Vale destacar que o mês de fevereiro ainda não acabou, então ainda há chance de 2026 ultrapassar essas marcas, porém, ao pegar a média diária, se mantiver essa régua, superaria apenas o ano de 2023.

Atualmente, há 1.349.308 condutores habilitados em Mato Grosso do Sul, o que corresponde a 48,94% da população do Estado - que, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 2.757.013 de pessoas.

Uma das principais justificativas do Governo Federal para o lançamento das novas regras e preços foi a alta quantidade de motoristas não habilitados flagrados nas ruas e estradas do País. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. Em Campo Grande, a estimativa é de que 40% dos motociclistas não tenham o documento.

Somente este ano, 2 mil sul-mato-grossenses já foram autuados por estarem dirigindo sem CNH ou qualquer outro documento que autorize a condução de um veículo. Em 2025, este número ficou em 16.435 infratores.

Conforme o Artigo 162 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir veículo sem possuir CNH, Permissão para Dirigir (PPD) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) é uma infração gravíssima, sendo o veículo retido até a apresentação de um condutor habilitado, além de aplicação de multa.

CNH do Brasil

No dia 9, o governo federal oficializou as mudanças na forma de obtenção da CNH, após a aprovação da resolução, por unanimidade, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre as principais mudanças está a retirada da obrigatoriedade de passar por autoescola para fazer a prova de direção, além da redução em até 80% do custo total da carteira de motorista.

A partir do dia 23 de janeiro, o Exame de Aptidão Física e Mental passou a custar R$ 75 e a Avaliação Psicológica, R$ 105, totalizando R$ 180, quase a metade do valor praticado anteriormente no Estado.

A mudança atende à Portaria nº 927/2025 da Senatran, que estabeleceu em R$ 180 o teto máximo nacional para a cobrança conjunta dos exames médico e psicológico. Antes da adequação, Mato Grosso do Sul cobrava R$ 182,60 pelo exame psicológico e R$ 128,62 pelo médico, somando R$ 331,22.

O texto prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização de aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos Detrans. A abertura do processo pode ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo CNH do Brasil, o antigo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Pelo aplicativo, o candidato consegue viabilizar a obtenção da CNH sem necessidade de passar por uma autoescola, já que o material será disponibilizado para que os condutores estudem as regras de trânsito. Quem quiser ainda poderá fazer aulas teóricas e práticas em uma autoescola.

Em Mato Grosso do Sul, no entanto, as aulas ainda acontecem em autoescolas porque, conforme o Detran-MS, os instrutores cadastrados são apenas os funcionários das empresas.

Exame prático diferente

Os exames práticos para a expedição da CNH passaram a ter novas regras em Mato Grosso do Sul no final do mês passado.

De acordo com o Detran, as novas regras são válidas para o exame prático de direção veicular aplicado aos candidatos à PPD e à CNH, incluindo o programa CNH do Brasil.

Entre as principais mudanças, que constam na portaria do Detran-MS, destaca-se o aumento do limite de pontos que podem ser perdidos durante o exame prático.

Até então, o candidato poderia perder até três pontos, com faltas classificadas como leves (1 ponto), médias (2 pontos) e graves (3 pontos).

Na nova regra, o candidato pode perder até 10 pontos, com classificação dos erros alinhada às infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), da seguinte forma: infração leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (4 pontos) e gravíssima (6 pontos).

Outra alteração significativa é a dispensa da etapa de baliza no exame prático, que passa a ser realizada exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito do Detran.

Nos veículos utilizados no exame, permanece a necessidade de comando duplo. Já para a realização do exame em veículos particulares, ainda estão sendo definidos critérios específicos de segurança, que deverão ser observados tanto pelo candidato quanto pelo examinador.

O exame prático para veículos de quatro rodas continuará sendo realizado nos locais que atualmente já são utilizados para os percursos de avaliação da respectiva categoria. Nos municípios onde há mais de um bairro autorizado, a definição será feita por sorteio.

O tempo mínimo de duração do exame de percurso será de 10 minutos, durante os quais o candidato
deverá executar, no mínimo, as seguintes manobras e operações:

  • Seis conversões à esquerda;
  • Seis conversões à direita;
  • Três estacionamentos laterais;
  • Percurso em linha reta de, no mínimo, um, quilômetro, destinado à avaliação da mudança de marchas e
  • do desenvolvimento do veículo, observada a velocidade regulamentada da via;
  • Dois retornos, inclusive em canteiro central, quando as condições da via permitirem.

Como já ocorre, o resultado do exame prático de direção veicular será expresso por meio de pontuação variável, iniciando o candidato com nota zero, à qual serão acrescidos pontos conforme as infrações de trânsito cometidas durante a prova.

Será considerado aprovado no exame prático de direção veicular o candidato cuja nota final não seja superior
a 10 pontos.

No caso do exame de motos, será desconsiderado da avaliação o obstáculo “prancha”. O candidato continua tendo que realizar as manobras sem invadir as linhas demarcatórias, sem colidir ou encostar nos cones, sem
colocar os pés no chão e sem desequilíbrios que incorram em quedas do condutor e veículo.

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TRAGÉDIA

Criança de 2 anos morre atropelada enquanto brincava na rua em MS

Vítima foi identificada como Laura Vitória Aparecida, que foi atingida por uma caminhonete em momento de distração de pai e familiares

21/02/2026 17h00

Laura, de apenas dois anos, foi atropelada nesta manhã em Deodápolis e não resistiu

Laura, de apenas dois anos, foi atropelada nesta manhã em Deodápolis e não resistiu Foto: Impacto News

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Uma menina de apenas dois anos, identificada como Laura Vitória Aparecida, morreu na manhã deste sábado (21) após ser atropelada enquanto brincava na rua, em Deodápolis, município próximo de Dourados.

Segundo informações do jornal Impacto News, a criança estava acompanhada do pai e dos familiares, já que a mãe estava em uma consulta médica. Em um momento de distração, Laura foi atropelada por uma caminhonete, que passou por cima da menina.

Devido à gravidade dos ferimentos, ela não resistiu e morreu ainda no local. Equipes da Polícia Militar e Polícia Civil estiveram no endereço para atender a ocorrência e aguardar a perícia técnica.

Conforme relatos dos moradores, Laura costumava brincar na rua, especialmente onde foi atropelada. A investigação segue para apurar a dinâmica do acidente e se alguém será responsabilizado pela morte da criança.

Caso recente

Uma viagem que deveria marcar o início de uma nova fase terminou em tragédia para um casal douradense no dia 29 de dezembro do ano passado, na BR-376, no Paraná. Samara Prado Martins, de 24 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão, depois que o carro em que estava capotou às margens da rodovia, no trecho que liga Curitiba a Ponta Grossa.

O marido dela, com quem havia se casado há menos de dois meses, ficou gravemente ferido e segue internado em estado gravíssimo no Hospital Regional de Ponta Grossa.

Segundo informações do Portal Tarobá, o casal seguia viagem em um Volkswagen Gol quando, por motivos que ainda não foram oficialmente divulgados, o veículo saiu da pista e capotou às margens da estrada. Após o acidente, os dois conseguiram sair do automóvel e permaneceram sobre a pista de rolamento.

Enquanto aguardavam socorro, um caminhão que trafegava pela rodovia acabou atingindo o casal. Com o impacto, Samara sofreu ferimentos graves.

Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas e prestaram os primeiros atendimentos no local. A jovem chegou a ser colocada na ambulância, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o socorro. O esposo foi encaminhado em estado gravíssimo ao Hospital Regional de Ponta Grossa, onde permanece internado.

Os ocupantes do caminhão não se feriram.

Conforme informações do portal Dourados News, o corpo da jovem tem previsão de chegada a Campo Grande por volta das 16h desta terça-feira (30), de onde será encaminhado para Dourados, onde ocorrerão o velório e o sepultamento. Familiares aguardam a liberação do corpo.

As circunstâncias que levaram à saída do veículo da pista e ao atropelamento ainda serão apuradas pelos órgãos competentes.

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