Cidades

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Obra de parque está abandonada e frustra sonho de moradores

Obra de parque está abandonada e frustra sonho de moradores

MICHELLE ROSSI

18/10/2010 - 05h20
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O sonho de ter um complexo esportivo-cultural na Vila Almeida, região oeste de Campo Grande, materializou-se em um grande elefante branco localizado na Avenida Engenheiro Amélio Carvalho Baís, 1.700. O conjunto poliesportivo começou a ser construído em 2006 pelo governo do Estado e seria mais uma unidade a seguir os moldes – em menor dimensão – dos Parques Jacques da Luz (Bairro Moreninhas) e Ayrton Senna (Jardim Aero Rancho), mas hoje é uma estrutura abandonada com espaços propícios para criadouro do mosquito da dengue.
O local só não é ocupado por vândalos porque guardas municipais fazem a segurança 24 horas por dia. O prédio conta com 10 ambientes, nos quais provavelmente seriam instaladas salas de aula e administração da unidade. Um galpão com tamanho aproximado de uma quadra poliesportiva também foi erguido e hoje serve para abrigar brincadeiras das crianças do bairro em meio ao matagal do local.
Aos fundos, dois buracos onde seriam instaladas as piscinas do complexo – inclusive uma olímpica – continuam intactos na terra, mas o temor é que com as chuvas haja acúmulo de água novamente, o que transforma o local praticamente numa lagoa. “Todo ano esse projeto de piscina preocupa a gente. Na minha casa a maior parte pegou dengue, pelo menos, duas vezes. Eu peguei 3 vezes e acho que tem a ver com a sujeira desse prédio”, disse a manicure Luzanira de Castro Chagas, moradora há mais de uma década da casa que divide muro com a obra abandonada.
O mato bastante alto no entorno do muro do complexo também é problema para os moradores. “Quando o mato cresce nós é que temos de capinar para afastar o risco de termos ainda mais transtornos com bichos aqui em casa”, reclamou Luzanira.

Frustração
Moradores que esperavam desfrutar da infraestrutura do novo parque sentem-se frustrados com a obra paralisada. “Isso era para ser um ponto de encontro, um local para nossas crianças praticarem esportes, mas acabou se transformando num prédio sem função”, afirmou Camila Aparecida, moradora das proximidades do complexo inacabado.
Outro morador, José Buiz, informa que várias ocupações já foram pensadas para o local e que a associação de moradores do bairro também já fez pedidos para que as obras fossem retomadas, sem sucesso. “Uma vez até correu o boato que uma unidade do Corpo de Bombeiros seria transferida para cá, mas isso não se confirmou”, aponta.
Nos finais de semana,  algumas crianças utilizam a estrutura para brincar, a maior parte delas acompanhada pelos pais. No entanto, a sujeira do local confunde-se com a proposta inicial do projeto, o de se exercer uma função educativa. “Isso que eu falo para os meus filhos. A gente tem de cobrar as coisas até conseguirmos. A conclusão dessa obra vai ser como se realizássemos um sonho aqui no bairro”, continua José, que é pai de dois meninos, um de 7, outro de 10 anos.

Bem-Estar

Aulão gratuito de dança japonesa é opção para o sábado em Campo Grande

Atividade de Matsuri Dance é aberta a todas as idades e não exige experiência

07/08/2026 16h32

Casa de Cultura

Casa de Cultura Reprodução

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Quem ainda não decidiu o que fazer neste sábado (8) pode aproveitar uma opção gratuita de lazer e cultura em Campo Grande. A Casa de Cultura promove um aulão de Matsuri Dance, das 9h às 11h45, aberto a pessoas de todas as idades e sem necessidade de experiência com dança.

A atividade será realizada na sede da instituição, na Avenida Afonso Pena, 2.270, no Centro. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição antecipada: basta comparecer ao local.

O aulão será conduzido pelos professores Márcio Oliveira e Kenji e vai ensinar coreografias tradicionais do Matsuri Dance, manifestação ligada à cultura japonesa. A proposta também é promover integração, bem-estar e socialização entre os participantes.

Além de ser uma opção para movimentar o corpo e conhecer um pouco mais da cultura japonesa, a atividade também pode ajudar quem pretende participar das apresentações do Bon Odori 2026, que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de agosto, na sede da Associação Nipo-Brasileira.

Serviço

O quê: Aulão gratuito de Matsuri Dance
Quando: sábado (8)
Horário: das 9h às 11h45
Onde: Casa de Cultura — Avenida Afonso Pena, 2.270, Centro
Quanto: gratuito
Inscrição: no próprio local
 

Fiscalização Urbana

Exército é notificado por terreno sem limpeza em Campo Grande, mas diz que área é da União

Área foi notificada por falta de limpeza e pode receber multa de até R$ 13,5 mil; Exército afirma que imóvel já foi transferido ao patrimônio da União.

07/08/2026 16h19

Comando do Exército consta no edital da Prefeitura como responsável pelo terreno, mas instituição informou que a área foi transferida ao patrimônio da União.

Comando do Exército consta no edital da Prefeitura como responsável pelo terreno, mas instituição informou que a área foi transferida ao patrimônio da União. Foto: Divulgação

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O Comando do Exército foi incluído pela Prefeitura de Campo Grande em uma relação de responsáveis por imóveis urbanos notificados por irregularidades. A medida consta no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta sexta-feira (7) e estabelece prazo de 30 dias para que os problemas apontados pela fiscalização sejam regularizados.

A notificação foi publicada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Edital de Notificação nº 050/2026. O documento reúne dezenas de proprietários de áreas espalhadas por diferentes regiões da Capital.

No caso atribuído ao Comando do Exército, o imóvel é identificado no cadastro do Município como localizado na região do Sobrinho, com a referência “próximo Jair Garcia”. A notificação de número 545623 registra a infração identificada pela letra “A”. 

De acordo com o próprio edital, a classificação “A” corresponde à infração prevista no artigo 18-A da Lei Municipal nº 2.909/1992, referente à não limpeza de propriedade urbana. Para essa irregularidade, a Prefeitura estabelece multa que varia de R$ 3.390,50 a R$ 13.562. 

A publicação, porém, não informa as condições encontradas no terreno, como presença de mato alto, lixo, entulho ou outros materiais.

Também não detalha a extensão da área nem esclarece há quanto tempo o imóvel estaria em situação irregular. O que o documento oficial permite afirmar é que a fiscalização enquadrou o imóvel na categoria referente à falta de limpeza.

Cadastro aponta Exército, mas instituição diz que área é da União

Embora o edital publicado pela Prefeitura de Campo Grande identifique o Comando do Exército como responsável pelo imóvel localizado na região do Sobrinho, próximo à Jair Garcia, o Exército informou ao Correio do Estado que a área não pertence mais à instituição e foi transferida ao patrimônio da União. 

Questionado sobre quando ocorreu a transferência, o Exército não informou a data.

A reportagem também procurou a Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS) para confirmar a titularidade, esclarecer desde quando o imóvel está sob responsabilidade da União e quem deve realizar a manutenção da área, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Exército tem 30 dias para regularizar situação

Conforme as regras estabelecidas pela Semades, os proprietários relacionados no edital têm 30 dias, contados da publicação, para sanar as irregularidades. Caso a determinação não seja cumprida, ficam sujeitos ao lançamento das multas previstas para cada tipo de infração. 

Além da falta de limpeza, o edital estabelece penalidades para outras situações encontradas pela fiscalização municipal.

Entre elas estão ausência de muro ou estrutura de fechamento, falta de construção ou conservação de passeio público, problemas na manutenção da faixa de permeabilidade e depósito de materiais em via pública.

Para a falta de muro, calçada ou manutenção da faixa de permeabilidade, a cobrança indicada é de R$ 33,91 por metro de testada. Já o depósito de materiais em via pública pode resultar em multa entre R$ 1.695,25 e R$ 6.781.

A penalidade mais elevada entre as infrações descritas no edital é justamente a relacionada à falta de limpeza, que pode alcançar R$ 13.562. 

Fiscalização alcança imóveis em diferentes regiões

O Comando do Exército não é o único responsável notificado. A relação publicada pela Prefeitura inclui pessoas físicas, espólios e empresas com imóveis em bairros e parcelamentos de diferentes pontos de Campo Grande.

Entre as regiões citadas no documento aparecem Nova Lima, Rita Vieira, Jardim dos Estados, Bandeirantes, São Conrado, Nova Campo Grande, Centro, Carandá, Panamá e outras localidades. As irregularidades variam conforme cada propriedade. 

A presença de um órgão federal na relação chama atenção em meio à extensa lista porque coloca o Comando do Exército sob a mesma fiscalização das normas municipais de postura urbana aplicada aos demais responsáveis relacionados no edital.

A notificação foi assinada pelo gerente de Controle de Posturas da Semades, Paulo Nina Ferreira, e consta no Diogrande nº 8.419. 

 

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