Cidades

CAMPO GRANDE

Obra de R$ 20 milhões da Ernesto Geisel começa nesta segunda (2)

Com prazo para ser entregue em 2026, projeto que se arrastada há cerca de 13 anos passará pela mão de seis gestores diferentes caso atual prefeita não se reeleja

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Projeto que se arrastada há cerca de 13 anos, as obras para recuperação do trecho da Avenida Ernesto Geisel - entre a Rua da Abolição e a Rua Bom Sucesso -, em Campo Grande, orçada em mais de R$ 21 milhões, começam já nesta segunda-feira (02).  

Ainda em 08 de agosto - como bem acompanha o Correio do Estado - a Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou o extrato do contrato, firmado com a Empresa HF Engenharia e Construção, apontando ainda um prazo de 15 dias para a assinatura da ordem de serviço, que ainda atrasou em pouco mais de uma semana.

Vale lembrar, como bem observa o campo-grandense há anos, que a erosão que atingiu a avenida não se resume ao trecho entre a Bom Sucesso e Rua Abolição, no sentido bairro/centro, porém esse será contemplado na obra que tem valor total de R$ 20.997.679,09. 

Por esse preço, a Prefeitura Municipal de Campo Grande prevê: 

  • Execução de gabião nas margens do Rio Anhanduí;
  • Calçadas;
  • Guarda corpo e 
  • Recapeamento

Importante também apontar, para quem costuma trafegar pelo trecho rumo ao centro da cidade, que enquanto durarem as obras de contenção da erosão na avenida, será necessário o desvio por vias alternativas, como a Rua Japão ou pela Avenida das Bandeiras.

Isso porque, para proteção e segurança dos operários que devem trabalhar no trecho por cerca de 540 dias, o trecho será interditado para conter a passagem de condutores até meados de fevereiro de 2026.

Histórico da paralisação

Entre os projetos do Executivo Municipal desde 2011, com as primeiras licitações firmadas, a Capital viu até mesmo uma "festa" no shopping Norte Sul em 2012 para anunciar possíveis datas para começo das obras, porém, as paralisações se acumularam ao passar dos anos e mandatos. 

Com o projeto datado de quando Nelsinho Trad ainda era prefeito, sob a gestão de Alcides Bernal e Gilmar Olarte (2012 a 2016), por exemplo, "nada saiu do Papel" e somente em 2017 um trecho de aproximadamente 550 metros foi entregue. 

Diante desse cenário e do prazo máximo marcado para meados de 2026, a depender se a atual prefeita Adriane Lopes conseguirá ou não a reeleição no pleito deste ano, a obra de revitalização na Ernesto Geisel tem a chance de passar pela mão de seis gestores diferentes. 
 

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Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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